quinta-feira, outubro 24, 2013

Metade - autoria: Delasnieve Daspet

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Metade
 Delasnieve Daspet
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És como uma pequena gota de orvalho
Que percorre a folha, pela manhã,
Como um sutil
Carinho,
Partilhando todas as experiências
Que o momento reserva,
Sem tabus, sem preconceitos.
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És cor, perfume, luar, lua,
O próprio elo de união,
Do corpo, da alma e do coração.
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És a metade que aguardo.
DD_Campo Grande-MS, 16.02.11

segunda-feira, outubro 14, 2013

Ao olhar o medo - poesia de Delasnieve Daspet


Perfomance: na sala com Fernando ( o ator é o excelente Villie Jr )

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Ao olhar o medo
 Delasnieve Daspet
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Coloquei-me na lâmina.
Olho-me no microscópio,
O que é real,
O amor ou o medo?
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Olho-me... abaixo os olhos...
Finjo naturalidade,
Sobram  mãos...
Na agressão verbal, no olhar glacial,
Firo-me.
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Não posso olhar o que não aprecio...
Não quero escancarado
O que não gosto.
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É um desafio que me faço
Dando a cara a tapa.
Ruboriza-me a face,
O susto me arqueja,
Fico transparente!
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Não vou fingir,
Nem fugir, estou aqui
Com o coração acelerado.
O medo aparvalha...
Mas sou naturalidade!
DD_Delasnieve Daspet – 11.09.12 –  Campo Grande – MS




domingo, outubro 06, 2013

Mulher Seca - poesia de Delasnieve Daspet


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Mulher Seca
 Delasnieve Daspet
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Tem tão bela aparencia
Sorri com dentes perfeitos,
Louros cabelos oxigenados lhe caem pelos ombros,
Mas é estéril embora aparenta ser uma árvore frutifera.
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A sua aparencia atrai os desavisados,
Parecia ser, mas não era.
Parecia ter, mas não tinha.
Era seca - não daria frutos.
Enganava, iludia.
Passava algo que não possuia.
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Era até bonita por fora
Mas nada tinha a oferecer,
Apresentava uma imagem falsa
Mostrava ser o que não era,
Uma aparencia  religiosa, querendo ser a mais justa,
a mais pura, que orava, que se sacrificava...
Mas nada possuia...
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O vento secou as possiveis frutas...
A hipocrisia destruiu os galhos...
E tudo se perdeu!
DD_Delasnieve Daspet - Campo Grande-MS, 06 de outubro de 2013 - às 21,24 hs

sábado, outubro 05, 2013

Sementes do Agradecer - poesia de Delasnieve Daspet

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Sementes do agradecer
            Delasnieve Daspet
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Eu plantei varias árvores,
Espero um dia além das sombras,
Colher os frutos que me alimentem.
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Plantei jardins...
Hoje, tenho  perfumes das flores
Que plantei.
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O pão na minha mesa chega
Do  trigo que plantamos.
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E a amizade que recebo
Vem do amor que semeamos.
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Ao plantar amor,  alegria, respeito e cidadania,
Perfumam meu caminho a gratidão, a felicidade
E a harmonia.
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E no meu caminhar,
Não quero levar tristezas, discórdias, inimizades ou abandono,
Espalharei vida e sementes do agradecer.
DD_Delasnieve Daspet – 12 de julho de 2012 Campo Grande – MS
00_MOON_RIVER_CARMEN_CAVALLARO_123


segunda-feira, setembro 30, 2013

Saia do meu telhado - poesia de Delansieve Daspet

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Saia Do Meu Telhado.
Delasnieve Daspet
 


Cansei.
Vou transgredir.
Cansei de ser boazinha.
Cansei da fé que depositei no carinho.
Estou de partida.

Seguirei o vento.
Ouvirei minha voz em ecos na montanha.
Chorarei sozinha em meio ao burburinho...
E minhas lágrimas, bailarinas vestidas de prata
Da cor do luar do meu sertão,
Morrerão nas entrelinhas do desengano.

Abri a cortina, levantei-me,
E olhei através de mim.
Num dia sem nuvem
Vou em busca do infinito
Seguindo o regato,
Ser parte do oceano,
Ser a folha jogada pelo vento
Na paz profunda.

Vou em busca de um lugar onde possa viver.
Vou em busca do silêncio,
Não do esquecimento,
Não da mudez completa,
Apenas - vou! E, por favor,
Saia do meu telhado!
DD_Delasnieve Daspet -25-06-2002 - 20,00 hs
Campo Grande MS

sexta-feira, setembro 27, 2013

Desiderato - por Delasnieve Daspet



Desiderato
Delasnieve Daspet
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Tocam os tambores...
Dia e noite o suor cobre o homem
Que se esquece das turbinas
Que se aceleram.
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Cantamos, pulamos, dançamos,
Vamos  nos alienar enquanto o mundo sangra,
E o medo se infiltra em nosso âmago.
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Tanto vai e vem,
Tocam as trombetas,
Os sinos ecoam,
É a pré-agonia.
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Queremos fugir,
Mas ir para onde se a destruição
Está em todos os lugares?
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Não adianta clamar agora,
Estamos todos nesse barco,
Já que contribuímos
Com a  nossa omissão.
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Ganhamos o ar,
Ganhamos a água,
Ganhamos a vida,
E praticamos a morte...
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Sonhos se perdem no azul cristalino,
O pavor brota do solo
Como cogumelo, vingativo,
Conseguimos o nosso desiderato.
Delasnieve Daspet - Campo Grande-MS, 08.02 de 2013.

quinta-feira, setembro 12, 2013

12.09.13 Carinhos de DELASNIEVE DASPET


Meus queridos amigos de todos
GRUPOS,FACE, TWITER, CONHECIDOS, REAIS E VIRTUAIS,

Voces - cerca de 1600 pessoas, até agora, as 22,40 hs aqui em Campo Grande-MS, me fizeram sorrir, chorar, me emocionaram, me alegraram.. criança que sou, aos 63 anos, ré confessa: adoro aniversarios. Torno-me, de novo,  pequenina, que saia pela manhã ( ainda faço isso), e, abria/abro  os braços ao Éolo, o deus  dos ventos, e,  deixava/deixo  que a brisa me abrace e me envolva pelos Titãs  Zéfiro, Bórea, Eurus e Noto,  herdeiros de Urano e Gaia. 
Uma vez por ano me cubro dessa força. Aspiro e asculto os movimentos, frases, carinhos, melodias, abraços, flores, toda forma de atenções  que chegam  pelo ar, como ondas magnéticas, energizando a  vida como  antídotos à devastação da esperança.
E, com a força da energia que voces me presenteiam estou pronta para mais 365 dias de plantações e colheitas. Eu sou filha de roceiro, com a graça de Deus  gosto de plantar. Gosto de pensar que a semente vai germinar. Que o solo é fértil. Que os sonhos são imponderáveis... que viceja em todos o amor e a paz... 
Sou feliz  porque tive e tenho a chance de conhece-los e de usufruir de suas  atenções, carinhos, leitura, abraços, formatações, de poesias, frases... e, a força que  me entregam não irá acabar enquanto existirem pessoas, como voces,  dispostas a soprar o fogo -  estimulando, não deixando que o assunto seja  esquecido.
Eu, por meu turno,  não vou ser mera nuvem em céu nublado, quero o riso das borboletas, o ruflar dos tambores imaginários, o alarido das maritacas, o cantar das seriemas, o bater de asas do colibri... porque a felicidade é isso tudo - a gente de bem com a gente, com os nossos amores, com nossos amigos e com a vida!
Levarei um tempo até responder a todos. Mas o farei.
De Campo Grande-MS, Brasil, 12/09/2013 -  para todos os quadrantes deste universo que nos proporciona a vida!
OBRIGADA!!!
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Delasnieve Daspet

quarta-feira, setembro 11, 2013

Só ela é Delasnieve - Perfil traçado por Gabriel Ibrahim e Raquel de Souza


Só ela é Delasnieve 
                   por Gabriel Ibrahim e Raquel de Souza*
Delasnieve Daspet vive rodeada de coisas que ama. Em sua sala, há obras de arte por toda parte. No quintal, já perdeu a conta de quantos gatos abriga, além dos dois cachorros que ganhou do filho. Porém, mais do que apreciadora de arte ou amante dos animais, Delasnieve é uma apaixonada pelo ser humano. Ativista de causas da paz, sociais, humanas, ambientais e culturais, ela não mede esforços para defender aquilo que acredita.
Nascida em Porto Murtinho (MS) – divisa do Brasil com o Paraguai -, é conhecida como “a poeta do Pantanal”. Apesar de ter mais reconhecimento fora do estado e do país, procura sempre valorizar suas origens. “Penso que se nós não valorizarmos o que é nosso, como é que podemos querer que os outros nos valorizem? Eu tento mostrar o que existe aqui, digo pra todo mundo que moro no pedaço mais lindo do Brasil e da América do Sul, que é o Pantanal sul-matogrossense. Eu não nasci em São Paulo, eu não nasci no Rio, eu não nasci no Rio Grande do Sul, eu nasci aqui. Pra onde eu vou, levo comigo minha cidade e o meu estado”, conclui.
O reconhecimento nacional e internacional se traduz em prêmios que enchem as prateleiras de seu escritório. Ela diz que tem carinho por cada um deles, alguns de maneira especial, como o “nó da amizade” - um nó feito artesanalmente com palha - que ganhou dos índios Xavante.
Delasnieve é apaixonada por sua família: por sua irmã, por seu marido, com quem é casada há 40 anos, e por seus dois filhos. Parou de trabalhar por seis anos para se dedicar exclusivamente a eles, e diz que mesmo agora que já não moram mais com ela, uma ligação profunda de unidade, amor e respeito permanece. “Ensinei a eles o respeito pelos seus semelhantes, o respeito aos mais velhos e o respeito a si próprio.”, complementa.
A escritora nasceu e foi criada católica, chegou a ser coroinha, “filha de Maria” (grupo de devotas que realiza encontros religiosos e trabalhos comunitários) e até a ajudar nas celebrações da Igreja. Mas decidiu sair por ter opiniões diferentes sobre alguns assuntos. “Flertou”, como ela mesmo define, com a Igreja Batista, leu os livros do Espiritismo, e hoje em dia se considera espiritualista. “Gosto e respeito todas as religiões, porque todas elas têm suas qualidades e seus defeitos, e eu tentei buscar de tudo que há dentro delas o melhor”, explica.
Seu trabalho como ativista da paz é notório em nível nacional. É Embaixadora pelo Círculo Universal de Embaixadores da Paz (entidade ligada à ONU – Organização das Nações Unidas), e autora de diversos ante-projetos – a exemplo da Lei 4.304, que instituiu tanto o Dia Estadual da Cultura e da Paz, no dia 21 de setembro, quanto a adoção da bandeira da paz (a ser hasteada nessa data) e a criação do Prêmio Paz e Cultura, promovido pelo governo de Mato Grosso do Sul.
É ainda diretora da Associação Internacional Poetas Del Mundo, uma rede presente em 119 países e em mais de 500 municípios brasileiros que reúne escritores, artistas plásticos e pessoas ligadas a diversas áreas culturais. O objetivo da entidade é divulgar a cultura como fator de transformação social, por meio da educação. Na internet, Delasnieve tem um fórum no portal UOL, que começou com 20 pessoas e hoje agrega mais de 30 mil membros. Esse espaço conta com grupos de discussão de literatura, poesia, política, dentre outros. Como se considera uma “formadora de opinião”, ela reconhece que tem que ter responsabilidade com tudo que escreve. “Mas nunca me omito, eu tomo posição. Acho a Internet fantástica para se divulgar as coisas”, enfatiza.
A poeta do Pantanal
Para Delasnieve, escrever é natural. Começou incentivada pelo pai logo na infância, quando discutia sobre livros, escrevia cartas e se iniciava na poesia. Apesar dos vários livros do gênero publicados, não se define como poeta, mas como amante da poesia. “Eu sempre falo isso, pois todos nós somos poetas. Todo sonhador é um poeta”, define.
Sobre a poesia, ela diz que são colocados muitos rótulos, quando esse gênero deveria ser descomplicado. “Poesia é transferir para as pessoas de forma simples e direta exatamente aquilo que você imagina”, resume.  Na tentativa de democratizar e de massificar esse modo de expressão, Delasnieve desenvolve projetos em bairros, vilas, e especialmente em escolas. Essa atenção especial tem um motivo: “As escolas devem promover a participação da leitura. Com a leitura a criança vai aprender a viajar, a descobrir horizontes, a descobrir a sua cidadania e, mais do que isso, se descobrir. É com a criança que nós temos que trabalhar”, defende.
            E foi por meio das crianças que, em 2012, Campo Grande conquistou o recorde de maior apelo estudantil do país pela paz, entrando para o RankBrasil (empresa independente que registra exclusivamente recordes brasileiros). Os “apelos” das crianças consistiam em registrar frases ou desenhos que expressassem seus respectivos sonhos pela paz. Os registros, futuramente, serão arquivados em um livro e enviados para a ONU em parceria com a editora campo-grandense Life. A ideia inicial do projeto foi de Valter Jeronymo, diretor comercial da empresa. A princípio seria apenas um desenho coletivo feito pelas crianças, mas Valter procurou Delasnieve, que na mesma hora “comprou” a ideia e a transformou nessa grande iniciativa.
            Para Valter, o diferencial da autora é justamente o fato de ser uma pessoa bem relacionada tanto politicamente quanto com as associações literárias. Além disso, ele a define como uma pessoa muito dinâmica e que busca sempre inovar nos seus projetos, se esforçando para colocar todos em prática. “Muita gente tem ideias, o problema é fazer acontecer, e ela tem esse diferencial de tirar as coisas do papel”, elogia o editor. Outro ponto que Valter ressalta é o apoio que ela dá aos seus parceiros de trabalho.
Delasnieve gosta de sonhar alto. Em 2011, concorreu à cadeira n° 31 da Academia Brasileira de Letras. “Olhei o currículo dos outros concorrentes e falei ‘Gente mas eu tenho um currículo quase tão bom quanto o deles, vou me arriscar’”, diverte-se. Foi a primeira sul-mato-grossense a concorrer e conseguiu ficar entre os 10 pré-selecionados. Se houver a possibilidade no futuro, ela diz que concorreria novamente, pois acredita que falta diversidade regional na entidade. Atualmente, 25 dos 40 membros residem no Rio de Janeiro.
Mas afinal, por que Delasnieve? Certa vez, ainda criança, perguntou ao pai. A resposta foi simples: “Hija mia, sólo tú tienes este nombre.”. “É um nome pesado, difícil, eu não gostava dele mas hoje é uma identidade. Eu não poderia ter outro nome, me sinto totalmente Delasnieve.”
BOX
Apaixonada pelas letras, escritora cursou Jornalismo por dois anos

            Essa é uma curiosidade que poucos conhecem sobre Delasnieve Daspet: o fato de ela ter cursado dois anos de Jornalismo na Faculdade Casper Líbero, uma das mais antigas escolas de Comunicação do Brasil. Resolveu cursar Direito porque na época da sua juventude, o Jornalismo não dava a garantia financeira necessária para trabalhar e estudar. Se formou advogada pela FUCMAT (Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – atual Universidade Católica Dom Bosco) em 1975. Mas confessa: “o Jornalismo foi a minha grande paixão escolar. O Direito foi o que me deu a estrutura para continuar trabalhando e poder ajudar a me manter.” Movida por essa paixão, trabalhou muitos anos em diversos jornais locais como repórter e colunista. Foi percursora no jornal O Estado de Mato Grosso, trabalhou no A Luta Matogrossense, no Diário da Serra e chegou a dirigir o jornal do diretório acadêmico da FUCMAT por vários anos. Algumas de suas reportagens repercurtiram até no exterior.
Segundo a autora, foi através do Jornalismo que surgiu a paixão pela militância em prol das minorias. Sobre o momento atual, ela diz que vê com muito entusiasmo a onda de protestos que tomou conta do Brasil nas últimas semanas. “Eu já me coloquei junto com esse movimento, pois sou a atual presidente do Conselho Estadual de Cultura. A cultura é a porta de todas as outras reivindicações, porque um povo culto é um povo que conhece seus direitos”, finaliza.
SÓ ELA É DELASNIEVE - perfil traçado por Gabriel Ibrahim e Raquel de Souza - acadêmicos do Curso de Jornalismo da UFMS de Campo Grande-MS

Acrostico de autoria do poeta AIRTON REIS

DELASNIEVE DASPET – ACRÓSTICO NATALÍCIO
Destinos irmanados pela paz de cada dia.
Encontros perpetuados pelo dom da poesia.
Liberdade de expressão nunca tardia.
Alma iluminada em sintonia divinal.
Sabedoria na alvorada da cidadania mundial.
Nascente em vazão literária e gramatical.
Igualdade em linha reta e sem ponto final.
Esperança de humanidade em laço cordial.
Virtude cadenciada em manancial.
Estrela matinal em Primavera florida e frutificada.
Dama atuante em mais de uma obra publicada.
Amiga autêntica e verdadeira.
Singela parceria institucional na terra brasileira.
Pedra lapidada além de uma fronteira.
Enciclopédia do ensino movida pela educação.
Templo cultural em sólida e fraterna construção.
Airton Reis, professor, poeta e embaixador da paz em Mato Grosso. airtonreis.poeta@gmail.com


Liceo Poetico de Benidorm


Rota 63 - em Construção - poesia de Delasnieve Daspet

Rota 63 –  em Construção!
 Delasnieve Daspet
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Há tantas coisas que eu poderia refazer...
Consertar algumas, deletar outras, reiniciar – quem sabe,
Amar mais a mim mesma...
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Mas o tempo é inclemente,
Nem dá bola as minhas preocupações,
Passa por mim com indiferença.
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Amadureci, melhorei...
Também piorei... já não tenho paciência
Para a mediocridade..
Quando me encontro com ela,
Passo a largo, não a ouço, nem a vejo.
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Desenvolvi uma qualidade
Aprendi a me isolar,
Até para me preservar..
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Gostaria de não ser tão lúcida,  ácida e ocre...
Por que tenho de ser suave
Quando quero ser mordaz?
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Gostaria de poder olhar para traz
E enxergar que não deixei passar tantas coisas...
Que fui ridícula, que chorei por dor de cotovelo,
Que me magoei e que fui magoada...
Julgando estar certa, me enganei tantas vezes...
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Gosto muito de mim...
Mais ainda, da minha companhia...
Procuro chegar mais e mais em mim
Até para entender os outros....
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Pretensiosa que sou,
Não me preocupa o que fui, ou que sou...
Questiono - o que serei...
E sigo na Rota 63, construindo,
Ainda em  busca de  meus ideais!
DD_Delasnieve Daspet, 09 de setembro de 2013 - 23,05 hs

Rastros - por Delasnieve Daspet

Rastros
            Delasnieve Daspet.
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Minhas poesias são a mais pura expressão de minh´alma.
Não ligo, nunca liguei e jamais vou me importar com o que possam pensar sobre a minha poesia. Antes  de qualquer coisa, tenho o prazer de escrever e de enviar a todos os meus sonhos.
Sou ou fui advogada. Não me perdi nas  minhas escolhas. Atendi quem necessitava,  e, do direito, cansei, pois o artífice da lei sabe o quanto é insuportável a espera da justiça, que além de demorada,  não é feita, não alcançando, portanto o fim proposto na maioria dos casos.
Não sou diferente... Apenas não compactuo... e, aí, me desiludo.
Nasci e cresci em meio a muito amor. Minha mãe, sem estudos mas muito inteligente, deu-me asas nas ações.
Cansei de pessoas cultas mas burras. Normal, já que inteligência e cultura nem sempre andam juntas.
Meu pai, um guardião. Meu grande amigo e parceiro. Adorava ler e escrever cartas. Exemplo de ternura e trabalho, e, foi ele quem escancarou-me as portas dos sonhos dizendo-me: "vá, o mundo é seu!"
Ganhei uma irmã e uma  amiga; grande  companheira,  e,  uma segunda mãe a meus filhos.
Por escolha, tenho um parceiro de vida, grande amigo e companheiro que me liberta. Que me deixa alçar vôos reais e imaginários... Sei que ao pousar a minha caneta e a minh´alma inquieta, ao levantar os olhos, verei seus olhos castanhos, belos e amorosos, de grande timoneiro.
E, tenho dois filhos. Meus e de suas escolhas, eis que ao retornar a este mundo lhes dei a acolhida no ventre  e no coração. Não são iguais. Não pensam iguais. Lhes dei liberdade de escolha. Não fizeram o que eu quis mas o que buscam.
Tenho meus animais dos quais não abro mão. Enterrei vários deles. Hoje, anda ela minha casa, negritude total, serelepe gatinho, de quem cuido desde as primeiras horas de sua preciosa vida.
Tenho o sonho, busco o sonho, persigo a paz... Enquanto houver espaço e  voz,  clamarei  pelos ventos, pelas cidades, pelos rios, pelos montes. Pelos ralos cerrados, abraçando a fome, a sede e o frio, a indigência, buscarei a paz e a dividirei com todos.
E tenho parceiros para trilhar essa estrada. Vários.
Nem tudo são flores... e, nem teria graça se fosse assim... Vamos em busca do infinito  deixando rastros de paz e de liberdade.
DD_Delasnieve Daspet – 12.09.12 ( dia em que completo 62 anos )–  Campo Grande – MS

domingo, setembro 01, 2013

NÃO VOU DEIXAR, NUNCA, QUE A CRIANÇA QUE REINA EM MIM, MORRA!

NÃO VOU DEIXAR, NUNCA,  QUE A CRIANÇA QUE REINA EM MIM, MORRA!
ADORO ANIVERSARIOS, PRINCIPALMENTE, O MEU!
quero flores, bombons, olho de sogra, torta gelada, beijos, carinhos do Nelson e dos filhos...
Faço sempre poemas para mim... gosto de proteger o meu  psiquísmo,
 promovendo uma imagem de mim unificada e inteira, como no dizer de Houser.
...
 
Ares de Setembro
Delasnieve Daspet
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Eis setembro, finalmente!
A delicadeza flutua no ar.
Um sorriso desconhecido.
Um adeus de alhures.
O sol suave da tarde bate
Cálido em meus cabelos...
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Flores, abelhas, beija-flores,
Na primavera o ciclo se renova.
Pássaros cantam,
Formigas em frenético vai e vem
Parecem gritar: Vida! Vida!
Chega, magnânimo, setembro!

Alfazema, rosas, araras azuis,
Enfeitam o campo e a cidade..
Nem o ar seco da tarde,
O calor das ruas,
O escasso dinheiro,
A angustia que maltrata,
A ansiedade,
Ou a tua ausência,
Nada!...Nada!...
Nada mudará a beleza dos dias!
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Todos os problemas ficam menores...
E setembro pintando um novo pano de fundo,
Com novos atores e profusão de cores.
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E a vida chega,
Com a alegria da água correndo no regato
E a combinação mágica do tempo que não voltara a existir.
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Ares de setembro que me toma, embriaga,
Com assombro e magia me mostra que sou única,
Singular, pois só eu tenho minhas respostas,
Onde quer que eu esteja, estou apenas no inicio
Pois nasço agora.
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A vida que se renova com a primavera
E me mostra que serei eu, para sempre,
Chorando, sentindo, amando, odiando,
Imperfeita, solitária, um ser humano
Que chegou em setembro!
DD_Delasnieve Daspet - 10-09-03 - 16, 00 hs - Campo Grande MS

quarta-feira, agosto 28, 2013

Ventos - poesia de Delasnieve Daspet

Ventos
 Delasnieve Daspet
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Como venta...
Tem um tucano que pousa sempre
No mesmo galho,
Será o mesmo que vem todos os dias?
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Croac...croac...
Que estranha é a sua voz...
Seu bico o faz pender para os lados,
E lhe empresa as cores da luz.
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O vento sibila...
Ouço no seu cantar a tua voz...
Tens a voz dos sete ventos,
Que me embriaga de emoção e encantamento.
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Sussurra o vento sul,
Como um rangido vem o norte,
Cheios de folhas chega o oeste,
Limpa o tempo o vento leste.
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O noroeste chega calmamente
Percorre minha pele;
Suave, como seda, sopra o poente,
E sorrateiro, me faz tremer!
E, em sua corrente, traz a tua voz,
Silenciosamente.
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Sopram os ventos  ao mesmo tempo...
Fazem-me sentir os sons que entoam em mim
O prazer de te ouvir!
DD_Delasnieve Daspet – Campo Grande-MS 16.08.13

terça-feira, agosto 27, 2013

Building a Nation of Peace - Construir uma nação de paz - por Delasnieve Daspet

Building a Nation of Peace - Construir uma nação de paz
                        Delasnieve Daspet*
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Semana passada, a convite da Universal Peace Federation, ONG com especial status consultivo no Conselho Econômico  e Social da ONU, fui até Seoul, na Coréia do Sul,  participar de Conferência de Liderança Internacional (ILC) especial, com a presença de um grupo altamente seletivo de delegados de todo o mundo, incluindo chefes de estado, parlamentares e outros líderes do governo, líderes religiosos, líderes mulheres, e, líderes cívicos. Participaram 51 países Africanos, Asiáticos, Eurásia, Europa, América Latina, Oriente Médio, América do Norte, Oceania, e, delegados da entidade em todos os países  participantes,  em especial, da  Coréia  e do Japão.

Da América Latina éramos  16 pessoas: Costa Rica - 3;  Paraguai - 3; Argentina - 2;  Uruguai - 2; da República Dominicana - 5, e, eu -  pelo Brasil. Fôramos convidados para ouvirmos, principalmente, sobre "Building a Nation of Peace - Construir uma Nação de Paz".
 
Todos nós, os sonhares e ativistas, o povo, todos, indistintamente, temos grande responsabilidade de construirmos e de nos posicionarmos em favor da paz.Temos de trilhar caminhos diferentes que nos levem a paz e a justiça social, que tenha respeito pelos direitos humanos e pelas necessidades do homem. Que possamos levar a todos mensagens de amor e de esperança. Conscientizar o humano de que ele não foi feito para a guerra. O complicador é que a paz não se vende, não se compra, não se determina. Sem esforço ela não existirá. E, tem primeiramente, nascer no coração de cada ser humano. Se não houver paz em cada um como haverá paz do povo e de uma nação?

A paz é nossa obrigação. Obrigação de cada um de nós. Ela tem de existir em nosso lar. Temos de ensiná-la aos nossos filhos. Eles tem de aprender o respeito a si próprio e  aos seus semelhantes; a conviver com os diferentes, que tem direitos e deveres, e, resolver seus problemas.A paz é tão frágil que devemos trabalhar todos os momentos em sua construção. A paz se vive.  A  paz é justiça. É o  não existir fome. É  não ter sede. É  ter educação, saúde e segurança. É  solidariedade. Paz é ver reconhecida a dignidade de cada ser como pessoa. É  saber a diferença entre o bem e o mal. Respeitar a vida, o meio ambiente. É o não existir da violência. Respeitar  as virtudes. A paz se encontra na caridade, não como esmola, mas como amor.

Os frutos da Paz são a justiça e o bem comum que serão conseguidos com o calar das divergências religiosas. Na força e no querer de todos os herdeiros dos profetas, o que deveria ser chamado de um Acordo Geral de Paz, em nome de Deus Criador, procurando-se a reconciliação de todos os envolvidos. Restaurando e regenerando a unidade entre os povos e da vontade de construir, de crescer, de caminhar para a busca da esperança, assumindo o desejo de construirmos uma sociedade na qual possamos caminhar  na busca do  inalienável direito a dignidade inerente ao ser humano.

Mas sabemos que sozinhos nada faremos, e, é por isso que fiquei feliz de ter participado do evento, pois vi, li e ouvi de  representantes políticos, religiosos e lideres civis de cinquenta e um países que devemos agir em conjunto pelo nascimento de um novo mundo. Um mundo onde a justiça, trabalho, alimento, saúde e prosperidade seja  direito de todos.
E por isso  canto meu poema:

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Creio no Homem, Sim!
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 Creio no Homem que aceita sua condição.
Que não é feliz por seus erros, sabendo-se apenas depositário
De um frágil arcabouço: o seu corpo!
Creio neste Homem feito à semelhança de Seu Pai,
Mas que no mundo é consciente das diferenças sociais,
culturais, que contorna para amenizar sua vivência.
Creio em ti, Homem, que bem sabe que não se pode
mudar a historia, e escreve a sua -  como a construiu,
pois são estes momentos que o transformam.
Creio em ti, homem ou mulher, caminhantes desta senda,
que celebra todos os dias a chegada da luz que ilumina,
transformando as trevas em clarão de paz.
Creio! Creio, sim!
Bendito sejais - pois de ti, Homem, depende toda a vida do Universo.
De tuas mãos e de teu coração depende a continuidade da Terra,
Dos animais, das plantas, dos vegetais...
Homem - difunda a certeza da alegria, do sorrir, da PAZ!
( trechos do poema Creio no Homem, Sim!)
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Delasnieve Daspet -  Embaixadora Universal da Paz,  Presidente da Associação Internacional  Poetas Del Mundo e do Conselho de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.
 Vejam mais em:Conferência de Liderança Internacional (ILC) Universal Peace Federation.