domingo, abril 25, 2010

Insônia³















Insônia

Delasnieve Daspet

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Não querem cerrar-se as pálpebras,

Magoadas....

O sono não chega.

Noite, no mais profundo silêncio,

A cerração e a escuridão era tal.

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Mergulhando em perene penumbra,

Imaginei que nunca mais haveria de amanhecer!

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Como um salgueiro triste,

Prendi minhas raízes no solo onde morrerei

De saudades...

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Noite negra, velório de trevas,

O vento na face suaviza a ardência,

Fustigada pelas lágrimas...

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Esgoto o cálice – lentamente!

DD_Campo Grande – MS – 9.02.10



quinta-feira, abril 22, 2010

domingo, abril 18, 2010

Delasnieve...

Delasnieve...

Delasnieve Daspet

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Nem sempre gostei do meu nome...

Quando era pequena achava-o tão difícil,

Um estigma carregá-lo,

Tão grande, tão diferente, tão estranho...

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Continuo pequena,

Mas assimilei o nome.

Eu sou Delasnieve. Não poderia ser outra.

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Foi a escolha de meus pais

Que o julgaram significativo, expressivo;

Um nome que define quem sou,

Que elaborou minha personalidade, minha vida.

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Expressão de minhas obras, de fatos,

De criações e de meus sentimentos,

Com ele eu projetei e faço a minha história.

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É um nome forte, marcante, seguro...

Tento construir algo que permaneça

Para que se perpetue.

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Todos temos uma missão,

E o nome é o maior bem de nossa vida...

Não torná-lo vulgar, seja qual for o caminho,

Temos de ter orgulho de carregá-lo...

DD_16.01.10 – Campo Grande MS


segunda-feira, abril 12, 2010

Werner

Meu filho Werner

Marcel

Meu filho Marcel






domingo, abril 11, 2010

GANDHI

Werner e Franciele

Conterrâneos meus - pessoal da educação e cultura de Porto Murtinho - MS




Fotos feitas pela Teresinha




MS-LETRAS

Beth e Sandra
Sandra, DD e Ana
Beth, Sandra e Ana - no posto médico
Torres e grupo de Porto Murtinho
Murtinhenses...
Eliane e DD
Com Galeno
muito bonito o centrod e convenções...
outra tomada...
mais outra....
em frente do Pirá Miúra
Com Teresinha
salão lotado - mais de mil pessoas...

ainda no hotel...
as meninas...

outra tomada com a turma...
ja sentia falta da Fernanda...
o grupo todo...(quase todo...apareceram as minhas mãos...) rs

terça-feira, abril 06, 2010

ENCONTRO REGIONAL DO LIVRO, LEITURA DE MATO GROSSO DO SUL



O Fórum Estadual de Cultura de MS - foi convidado para participar do MS EM LETRAS - Encontro Regional do Livro e Leitura de Mato Grosso do Sul que será realizado a partir de amanha até o dia 9 de abril, no Centro de Convenções da cidade de Bonito e estará ajudando a construir o Plano Estadual de Livros, Leitura e Literatura - em desenvolvimento no Pais em âmbito federal, estadual e municipal.

O Forum Estadual de Cultura - FESC/MS apresentou as seguintes sugestões - sugestões estas, que foram tiradas da reunião do FESC do dia 20 de março p.p.,



1 – Colocar as escolas a disposição da cultura, com inserções de programas que dêem valorização ao livro (fomentar);

2 – Ir a locais previamente escolhidos em que há constatação de carência de habito de leitura, e contar histórias que constam no livro, que pretendem seja lido pelos ouvintes;


3 – Capacitar pessoas que tem afinidades para contar histórias e serem mediadoras e que sejam remuneradas; 4 – Criação de bibliotecas rurais itinerantes;


5 – Promover o funcionamento das bibliotecas durante os finais de semana, atuando como centro cultural;


6 – Aproveitar os “grandes mestres” das próprias regiões, em face de vivenciarem o dia a dia das localidades e serem conhecedores dos gostos e costumes da população;


7 – Editar livros, a partir de projetos em que as pessoas contam suas experiências e fatos que consideram importantes, ocorridos em suas vidas enquanto moradores em zonas rurais, por exemplo: quilombolas, indígenas e ribeirinhos;


8 – Tornar acessíveis as comunidades, as bibliotecas das escolas públicas;


9 – Incentivar a formação de profissionais para atuarem na área de biblioteca;


10 – Inserir ensino religioso de caráter ecumênico nas escolas;


11 – Formar professor leitor com atuação em horário determinado pela direção, por exemplo: nos trinta minutos finais, ele lê um texto do livro (escolhido) e posteriormente, os alunos fazem também a leitura, apresentando depois um resumo;


12 – Formar pais leitores (é na família que tudo começa);


13 – Preparar os futuros professores no exercício de serem formadores de leitores;


14 – Criar sistema seletivo que permite a escolha do livro, mais apropriado para ser utilizado no segmento da cultura pretendido, de acordo com a faixa etária do público;


15 – Contemplar as diversidades regionais;


16 – Promover fomento a projetos de leitura nas escolas, realizando a inter-relação dos conteúdos do livro ás diversas expressões artísticas e possibilitando contratações de artistas e grupos artísticos. locais;


17 – Oportunizar a colocação de “quiosques com livros”, nas rodoviárias, aeroportos e em áreas centrais das cidades, que possibilitem exposições e vendas de livros de escritores regionais;


18 – Promover rodada de negócios com o fito de facilitar as vendas e agilizar o retorno da parte que cabe ao autor;


19 – Permitir a venda de livros, em farmácias e bancas de revistas, com facilidade de comércio, a partir da criação de selo de comercialização;


20 – Incentivar produção de literatura Afro Sul-Mato-Grossense;


21 – Quando for para distribuir livros nas escolas, que façam com cinqüenta porcento de livros de autores sul-mato-grossenses;


22 – Incentivar a leitura e expressão literária indígena;


23 - Fomentar o estudo da lingua guarani - como fator de integração da América do Sul.



Delasnieve Miranda Daspet de Souza


Secretária Executiva do FESC/MS








A Sra. Delasnieve Daspet - sugeriu a criação de 4 eventos anuais:




- ENCONTRO DE POETAS DE MATO GROSSO DO SUL


- POESIA INTERNACIONAL NO FESTIVAL DE BONITO


- POESIA LATINO-AMERICANA NO FESTIVAL AMÉRICA DO SUL


- ENCONTRO DE ESCRITORES DE MS





domingo, abril 04, 2010

Compaixão ( 1 )














Compaixão (1 )

Delasnieve Daspet





Segunda-feira santa,

Começo a lembrar a paixão, o amor e a fé.


Fomos tão amados,

Que ele não se intimidou

Frente ao sofrimento,

Assumiu a morte para a remissão.


Não entendemos esse amor, essa entrega,

Por isso nos isolamos, nos marginalizamos,

Sem compaixão.


Olhando com fé,

Não podemos ficar indiferentes,

Temos de quebrar o elo da corrente que isola

E vivermos como irmãos.

DD_Paris, 29.03.2010

POESIA



Vinte Anos

Delasnieve Daspet

Anos 70....

Flor de vinte anos,

Turbulentos anos,

País subjugado,

Censura explícita,

Período sem copas,

Amargas derrotas!

Jornais com receitas ou poemas,

Universitários reivindicando;

Leila Diniz incomodava com a sua alegria

Sem pudor, sem tabus.

Topetes, calças boca de sino,

Cuba livre, hi-fi, mini-saias,

Brilhantina e os embalos de John Travolta.

Cenas alternativas do underground,

Calça lee e jaquetas de franjas

Gritávamos contra o sistema...

Jemmy Hendrix e woodstock,

Beatles, Rolling Stones, Chico,

Caetano, Bob Dylan, Milton

Uma paranóia total!

Relembro e que nostalgia que dá...

Reuniões escondidas,

Cheirando subversão...

Viver todos os momentos...

No ar, o hippie jeito de ser,

Que ainda hoje perdura

- Paz e Amor -

Na distância que encolhe os dias!

DD_17-02-09-Campo Grande-MS

sexta-feira, abril 02, 2010

Páscoa na Notre Dame de Paris por Delasnieve Daspet








Páscoa na Notre Dame de Paris

Delasnieve Daspet


Paris é um museu a céu aberto. As igrejas são magníficas. A maioria de épocas medievais. Eu adoro visitar igrejas. Elas mostram o poderio e a decadência de um povo.

Em todas elas procuro a cruz, olho para ela lembrando a história de uma vida que deixou para este mundo a marca de uma personalidade . Uma lição para ser admirada, para ser respeitada.

A cruz lembra morte. Fim de vida. Morte serena ou violenta. Do jovem ou do velho.

Mas aqui, na Notre Dame de Paris, na magnificência deste templo e da história que o contempla, lembro de outra morte. De uma morte precedida por cruel agonia. Que não expressou o fim mas o início. Alguém que continua vivo inspirando seus seguidores no carregar de suas cruzes diárias.

Vejo toda esta beleza e me lembro do Cristo humilde, na manjedoura, no burrinho, nos templos, com sede, com frio, pregado, ressurgindo.


E, nesta páscoa que começo aqui, reflito que não há nada para se reclamar mas a se agradecer – pois sempre temos alguém nos ajudando a enfrentar, no trajeto, o caminhar.

Reflito nas incongruências, nas contrariedades, nas dificuldades, na soberba de algumas pessoas, na falta de agradecimento, na falta do respeito, do prazer, do desgosto, do fracasso... E a palavra que me surge em letras garrafais é aceitar e não se torturar.

É o momento em que ponho a prova a minha fé, a minha espiritualidade, o meu amor ao próximo, o meu respeito ao planeta e aos seus habitantes.

Corro com meus pensamentos para o domingo da ressurreição...

Celebro a vida e a vitória!

Boa Páscoa a todos!


Delasnieve Daspet
Advogada, Poeta, Humanista
Paris, 28.03.2010

Preocupo-me em ser brasileira em terras estrangeiras com bom produto em minhas algibeiras...




Abaixo um texto que escrevi sobre a minha estadia em Paris no 30º Salão do Livro:
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Vim, vi, venci.
por Delasnieve Daspet
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Salão do livro de Paris.
Trinta anos de realizações, e, nestes trinta anos meu livro De Liberté em Liberté chegou ao apurado paladar francês e europeu.
Esta nas livrarias. Esta sendo comercializado. O salão do livro de Paris é para isso – para se vender a obra e o autor a outras editoras e livrarias.
Toda a Europa estava lá, bem como todas as grandes editoras do mundo, até a nossa Biblioteca Nacional e a Editora das Universidades.
Fui à editora Flamarion ver os livros do Paulo Coelho – em nada diferentes do meu, a não ser, é claro, que ele vende milhões – mas um dia, ele começou como eu, numa editora pequena que o levou ao mundo.
Meu produto, também, é deveras diferente, eu sou poeta da BIOPOESIA – minha poesia é universal, falo a língua de todos – em todos os lugares – e, não preciso saber falar francês para ser entendida pela língua de Moliére, inglês para ser absorvida pela língua de Shakespeare, espanhol de Cervantes, ou alemão para ser entendida pelos conterrâneos de Goethe e, assim por diante.
O BIOPOETA é aquele que canta o homem e o planeta - o que fazemos pelo planeta, pelas plantas e animais, o que fazemos por nós, os homens – que habitamos este ponto azul do sistema planetário universal.
Conheci vários escritores e editores, em várias línguas e a todos pedi a leitura do LIBERTÉ e uma análise – seja qual for.
Estar aqui é a concretização do sonho de qualquer escrevinhador. Estar aqui é gritar ao mundo: EXISTO! Estar aqui, para mim, é retornar ao encontro dos meus ancestrais, que há mais de cem anos – saíram de Toulouse, e rumaram para a América do Sul.
Sinto-me em casa, a brisa fria da manhã, que corta, de encontro a minha face – é um afago que recebo de um passado longínquo... E a árvore desfolhada que vejo da mesa do café é o que restou do difícil inverno de muitos números abaixo de zero. Entretanto, tudo se faz tão belo!
Cedo fui buscar uma lan house – rodei quatro imensos quarteirões, fui a uma florida igreja e retornei ao hotel e olhei a placa da rua: Rua Gudin com Avenue de Versailles... É a historia que me abraça, e, eu abraçada a ela, sequiosa de mais saber, de maior aconchego.
O dinheiro é curto. Tomo um café reforçado... Aqui tudo é três vezes mais caro por conta do câmbio.
Apesar de tudo isso, sinto falta de nosso calor, de nossos encantos, de nossas mazelas... Por conta do Brasil comprei uma briga com o taxista – que quer nos dividir – todo o nosso imenso País – em lotes de 100 m2 – para que todos tenham oportunidade (dizer dele) para que os “sem-terra” possam ter seu espaço de trabalho.
Contesto, evidentemente. Disse-lhe que a carne que ele come, que os grãos que ele consome, vem da labuta desses agros-pecuaristas, e, que a política de distribuição de terras no Brasil – não funciona, que é uma política errada, porque o sem-terra na grande maioria das vezes revende a terra ou nada sabe fazer porque nunca sequer passou por uma propriedade rural.
Disse-lhe que precisamos resgatar – com urgência a dignidade de nosso povo – que vive de mendicância governamental - institucionalizada – chamadas de “bolsas”.
Disse-lhe, também, que aqui no Brasil a forma de se ver é diferente, somos um país-continente... cabe no Brasil quase toda a Europa...
Impressionante como todos querem nos dirigir e que tem fórmulas mágicas para isso – falei que o Brasil não tinha nem 200 anos de independência e do término da usurpação de suas riquezas pelos paises conquistadores. Que estamos caminhando, céleres, rumo a vitória – com erros e acertos – o que é normal em qualquer democracia.
Enfim, aqui estou e vim para ficar – e, FALANDO BEM O PORTUGUÊS – não me preocupo com qualquer outro idioma.
Preocupo-me em ser brasileira em terras estrangeiras com bom produto em minhas algibeiras.
Se tudo correr nos conformes – nos próximos dois anos estarei em alemão – na Feira de Frankfurt, depois em espanhol e em búlgaro. Em sueco já estou sendo traduzida.
Já temos editores e tradutores.
Apenas preciso ver se o Nelson-Tur* aguentará mais esta estocada desta destemida filha do pantanal de Mato Grosso do Sul, que mesmo não pagando a tradução – a viagem, alimentação e estadia são custos meus. Aliás – do Nelson, meu marido.
Recebi na Ala E-30 do Salon du Livre de Paris – outros escritores, editores, tradutores interessados no produto Delasnieve Daspet in Biopoesia.
Quero dizer que vim, vi e venci – como na famosa frase do general e cônsul romano Júlio César (47 a.C( veni, vidi, vici": - palavras em latim com que Júlio César anunciou em carta a um amigo a vitória sobre Fárnaces, em Zela, no Ponto, em 2 de agosto de 47 a.C.., citadas entre outras, por Suetônio ('Vida de Júlio César', 37).
Não, não sou pretensiosa. Sei o quanto valho.
E, digo aos brasileiros, não se deixem intimidar – somos valorosos e recebemos a TODOS – falem ou não nossa língua - com galhardia e educação.
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Delasnieve Daspet
Advogada, Poeta, Humanista
Paris, 28.03.2010.
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