quarta-feira, agosto 28, 2013

Ventos - poesia de Delasnieve Daspet

Ventos
 Delasnieve Daspet
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Como venta...
Tem um tucano que pousa sempre
No mesmo galho,
Será o mesmo que vem todos os dias?
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Croac...croac...
Que estranha é a sua voz...
Seu bico o faz pender para os lados,
E lhe empresa as cores da luz.
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O vento sibila...
Ouço no seu cantar a tua voz...
Tens a voz dos sete ventos,
Que me embriaga de emoção e encantamento.
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Sussurra o vento sul,
Como um rangido vem o norte,
Cheios de folhas chega o oeste,
Limpa o tempo o vento leste.
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O noroeste chega calmamente
Percorre minha pele;
Suave, como seda, sopra o poente,
E sorrateiro, me faz tremer!
E, em sua corrente, traz a tua voz,
Silenciosamente.
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Sopram os ventos  ao mesmo tempo...
Fazem-me sentir os sons que entoam em mim
O prazer de te ouvir!
DD_Delasnieve Daspet – Campo Grande-MS 16.08.13

terça-feira, agosto 27, 2013

Building a Nation of Peace - Construir uma nação de paz - por Delasnieve Daspet

Building a Nation of Peace - Construir uma nação de paz
                        Delasnieve Daspet*
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Semana passada, a convite da Universal Peace Federation, ONG com especial status consultivo no Conselho Econômico  e Social da ONU, fui até Seoul, na Coréia do Sul,  participar de Conferência de Liderança Internacional (ILC) especial, com a presença de um grupo altamente seletivo de delegados de todo o mundo, incluindo chefes de estado, parlamentares e outros líderes do governo, líderes religiosos, líderes mulheres, e, líderes cívicos. Participaram 51 países Africanos, Asiáticos, Eurásia, Europa, América Latina, Oriente Médio, América do Norte, Oceania, e, delegados da entidade em todos os países  participantes,  em especial, da  Coréia  e do Japão.

Da América Latina éramos  16 pessoas: Costa Rica - 3;  Paraguai - 3; Argentina - 2;  Uruguai - 2; da República Dominicana - 5, e, eu -  pelo Brasil. Fôramos convidados para ouvirmos, principalmente, sobre "Building a Nation of Peace - Construir uma Nação de Paz".
 
Todos nós, os sonhares e ativistas, o povo, todos, indistintamente, temos grande responsabilidade de construirmos e de nos posicionarmos em favor da paz.Temos de trilhar caminhos diferentes que nos levem a paz e a justiça social, que tenha respeito pelos direitos humanos e pelas necessidades do homem. Que possamos levar a todos mensagens de amor e de esperança. Conscientizar o humano de que ele não foi feito para a guerra. O complicador é que a paz não se vende, não se compra, não se determina. Sem esforço ela não existirá. E, tem primeiramente, nascer no coração de cada ser humano. Se não houver paz em cada um como haverá paz do povo e de uma nação?

A paz é nossa obrigação. Obrigação de cada um de nós. Ela tem de existir em nosso lar. Temos de ensiná-la aos nossos filhos. Eles tem de aprender o respeito a si próprio e  aos seus semelhantes; a conviver com os diferentes, que tem direitos e deveres, e, resolver seus problemas.A paz é tão frágil que devemos trabalhar todos os momentos em sua construção. A paz se vive.  A  paz é justiça. É o  não existir fome. É  não ter sede. É  ter educação, saúde e segurança. É  solidariedade. Paz é ver reconhecida a dignidade de cada ser como pessoa. É  saber a diferença entre o bem e o mal. Respeitar a vida, o meio ambiente. É o não existir da violência. Respeitar  as virtudes. A paz se encontra na caridade, não como esmola, mas como amor.

Os frutos da Paz são a justiça e o bem comum que serão conseguidos com o calar das divergências religiosas. Na força e no querer de todos os herdeiros dos profetas, o que deveria ser chamado de um Acordo Geral de Paz, em nome de Deus Criador, procurando-se a reconciliação de todos os envolvidos. Restaurando e regenerando a unidade entre os povos e da vontade de construir, de crescer, de caminhar para a busca da esperança, assumindo o desejo de construirmos uma sociedade na qual possamos caminhar  na busca do  inalienável direito a dignidade inerente ao ser humano.

Mas sabemos que sozinhos nada faremos, e, é por isso que fiquei feliz de ter participado do evento, pois vi, li e ouvi de  representantes políticos, religiosos e lideres civis de cinquenta e um países que devemos agir em conjunto pelo nascimento de um novo mundo. Um mundo onde a justiça, trabalho, alimento, saúde e prosperidade seja  direito de todos.
E por isso  canto meu poema:

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Creio no Homem, Sim!
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 Creio no Homem que aceita sua condição.
Que não é feliz por seus erros, sabendo-se apenas depositário
De um frágil arcabouço: o seu corpo!
Creio neste Homem feito à semelhança de Seu Pai,
Mas que no mundo é consciente das diferenças sociais,
culturais, que contorna para amenizar sua vivência.
Creio em ti, Homem, que bem sabe que não se pode
mudar a historia, e escreve a sua -  como a construiu,
pois são estes momentos que o transformam.
Creio em ti, homem ou mulher, caminhantes desta senda,
que celebra todos os dias a chegada da luz que ilumina,
transformando as trevas em clarão de paz.
Creio! Creio, sim!
Bendito sejais - pois de ti, Homem, depende toda a vida do Universo.
De tuas mãos e de teu coração depende a continuidade da Terra,
Dos animais, das plantas, dos vegetais...
Homem - difunda a certeza da alegria, do sorrir, da PAZ!
( trechos do poema Creio no Homem, Sim!)
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Delasnieve Daspet -  Embaixadora Universal da Paz,  Presidente da Associação Internacional  Poetas Del Mundo e do Conselho de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.
 Vejam mais em:Conferência de Liderança Internacional (ILC) Universal Peace Federation.

sexta-feira, agosto 16, 2013

Poesias de Priscila Rios



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Priscila Rios é jornalista e minha querida amiga e fiquei feliz por receber dois poemas seus - vou  psota-los. Gostei muito!
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Daspet querida, 
esta noite tive um sopro de poesia e resolvi escrever rsrsrsrs

O VENTO
Um quê de vento bateu na porta, sacudiu janelas
É vento bom ou vento ruim?
Um quê de vento secou a boca, gelou bochechas
É ventou bom ou vento ruim?
Porteira abriu, boiada parou, um vento torto passou
É vento bom ou vento ruim?
Se é bom, só nos quebra galhos no outono,
se é ruim, quebra árvores
se é bom, traz brisa
se é ruim, traz cisco no olho
ora, e quem quer ter olhos pro vento?
se pra ver o vento basta sentir.
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 Que os bons ventos te levem a SEOUL....
 --

PALAVRAS VÃS
Palavras rebuscadas brotavam no rebuscadouro
Ao passo que palavras simples fluíam
O simples parecia fácil,
E o fácil, obsoleto
O rebuscado parecia dificil
E o difícil, complicado
Palavras perpetuavam em uso e desuso entre o obsoleto e o complicado.
Nesse vão, palavras hão.
"Hão", de rebuscadas
Ou "ão" de simples,
Mas elas hão no vão
E se no vão, ficam
Meias palavras são ditas
As ditas palavras vans.


Priscilla

terça-feira, agosto 06, 2013

Uma luz tão pequenina... poesia de Delasnieve Daspet

Uma luz tão pequenina...
            Delasnieve Daspet
Vejo-me através de meus olhos,
Em cores que mudam conforme o humor...
Olhos negros, fria-navalha;
Olhos castanhos, suaves-melancólia;
Olhos marrons, mata-queimada;
Olhos mel,    infinita-saudade,
Olhos furta-cor, de pura alegria.
De repente tudo melhora;
Entendi os medos de  meu coração...
Vi que todos corremos
Na mesma negra escuridão...
Fico feliz,
Acertei os mal-entendidos
Fito-me furta-cor, 
No arco-íris de todos os sonhos...
E fico de bem comigo.
E o espelho reflete
Um eu de imagens difusas, retorcidas,
E na bruma que tudo cobre
Surge uma luz tão pequenina,
Minha pequena luz!
20.01.05
Campo Grande MS

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