quinta-feira, maio 31, 2012

Ajude-me... de Delasnieve Daspet


Ajude-me...
Delasnieve Daspet
.
Essa voz que me chama,
Que em sonhos me visita,
E que diz meu nome
Sussurrado aos ventos...
.
Essa voz que ouço, sempre,
Como canto matutino,
Que sonho tantos anos,
Maltratados anos...
O passado não morre!...
.
Preciso continuar.
Chega de lembranças.
Chega de lágrimas,
Chega de sonhar!
.
Olhe para nós...
Ajude-me a dizer adeus!
DD_Delasnieve Daspet - 30.05.12 -
 20:19:23

segunda-feira, maio 28, 2012

DUETOS COM DD - VERSÍCULOS(¹) X REFLEXÃO NOTURNA - Geraldo Ferreira

Pintura de Marisa Cajado
.
Versículos (  1 )
        Delasnieve Daspet
.
Dedilho o violão,
Ensaio uns passos de dança,
Minha parceria é comigo...
.
Ainda que caminhe muito tempo,
Pelas sinuosas estradas
Eu vou...
.
Quem é essa pessoa que vejo,
No reflexo que me olha?
O mar  reflete a  prata da lua, sou eu?!
.
Gargalho...
Rio ate doerem meus motivos...
Só o louco ri quando não há motivo de riso.
.
Minha cabeça está pesada,
Na claridade da luz
Que surge pela fenda da janela...
.
O passado...
Se reduz às cinzas
Da memória...
.
A esperança,
A espera,
Tão doce!
.
Deixo a razão de lado
Nada é racional,
Nada é normal.
.
As vezes não dá
Para sair do parapeito...
O recurso é pular!
.
Dormir,
Morte diária
Aos pedaços!
DD_ Campo Grande – MS, 05 de janeiro  de 2012
.
.
Reflexão Noturna


Assim como o mar reflete a prata da lua
O sol reflete a luz de seu olhar.
Como é belo saber que a vida continua
Aqui, ali, ou em qualquer lugar.

A morte do dormir, é  terno alento
De reencontro, pela noite enluarada,
Cabelos soltos, ao sabor do vento
O silêncio a contar tudo, através do nada

Mas o nada inexistente, esconde
A esperança impressa  no caminho.
Há sempre uma espera pela vida, onde
Grite em nós o amor, buscando ninho.

Chapéu  Pantaneiro
27/05/2012 23;50h


domingo, maio 27, 2012

Versículos ( 1 ) - autoria de Delasnieve Daspet

Versículos (  1 )
        Delasnieve Daspet
.
Dedilho o violão,
Ensaio uns passos de dança,
Minha parceria é comigo...
.
Ainda que caminhe muito tempo,
Pelas sinuosas estradas
Eu vou...
.
Quem é essa pessoa que vejo,
No reflexo que me olha?
O mar  reflete a  prata da lua, sou eu?!
.
Gargalho...
Rio ate doerem meus motivos...
Só o louco ri quando não há motivo de riso.
.
Minha cabeça está pesada,
Na claridade da luz
Que surge pela fenda da janela...
.
O passado...
Se reduz às cinzas
Da memória...
.
A esperança,
A espera,
Tão doce!
.
Deixo a razão de lado
Nada é racional,
Nada é normal.
.
As vezes não dá
Para sair do parapeito...
O recurso é pular!
.
Dormir,
Morte diária
Aos pedaços!
DD_ Campo Grande – MS, 05 de janeiro  de 2012

quarta-feira, maio 23, 2012

À MESTRA HELENA MATTIOLI

Profª HELENA MATTIOLI
.

Sou muito grata a Professora Helena Mattioli.
Já adulta fui sua aluna no curso de bolos, pães, confeitos, no SESI.
Tinha dois filhos pequenos e os meus bolos eram verdadeiras solas...
Era e ainda sou uma "dura" e precisava comemorar o aniversario dos meus filhos...
Fui aprender.
Tirei o primeiro lugar no curso de confeitaria.
Meu bolo ficou magnifico, e, eu nem sabia bater ovos em neve...
Isso foi há mais de 35 anos...
Até hoje guardo em meu coração a gratidão por quem dividiu comigo seus conhecimentos.
Profª Helena deixa filhos - que são amigos queridos - acima de tudo deixa sua obra, sua bondade, seu compartilhar.
Keila, sua filha, poeta  amiga, nos disse:
"...Comunico aos meus amigos o falecimento de minha mãe, Helena Mattioli, ocorrido dia 17, e sepultamento dia 18, nesta cidade.
Ela teve uma parada cárdio-respiratória, e morreu em meus braços; estava tentando reanimá-la. Aos 90 anos bem vividos.
Foi e voltou de BH dia 15. Sozinha. Era uma mulher corajosa e era muitas, ao mesmo tempo.
Estamos, todos, sentindo sua ausência, embora consolados diante de morte tão silenciosa e sem dor.
E crendo que ela esteja muito bem, junto ao Pai..."
.
ASSIM SEJA!
Delasnieve Daspet

terça-feira, maio 22, 2012

DUETOS COM DD - GERALDO FERREIRA - Quando as Estrelas Não Aparecem ... X AS ESTRELAS SEMPRE BRILHAM

 Quando as Estrelas Não Aparecem ...           Delasnieve Daspet


Quando fico no escuro
E as estrelas aparecem,
Não importa a situação,
Os  dedos tocam os sonhos,
E te buscam na eternidade
De uma canção.


Cansei de andar só,
Como um pardal na chuva.
E sem usar  as  máscaras permitidas,
Mal consigo  sobreviver...


Para fechar o ciclo,
Não busco  piedade
Sigo pela estrada, caminhando...
Quando as trevas se fecham em delírios,
Quando as estrelas  não brilham
Lágrimas queimam a minha alma,
E escurecem a minha  noite.


**************


Cuando las estrellas no aparecen
Cuando me quedo en la oscuridad
y las estrellas aparecen,
no importa la situación,
los dedos tocan los sueños,
y te buscan en la eternidad
de una canción.

Me cansé de andar sola,
como un gorrión en la lluvia.
Y sin usar las máscaras permitidas
mal consigo sobrevivir....

Para cerrar el ciclo,
no busco piedad.
Sigo por la calle, caminando...
Cuando las tinieblas se cierran en delírios,
cuando las estrellas no brillan,
las lágrimas queman mi cara
y oscurece mi noche.

Delasnieve Daspet
traducción: Lua
.
.
AS ESTRELAS SEMPRE BRILHAM
 
As estrelas sempre brilham minha querida
Mesmo que não as veja.
Não deixe que névoa da tristeza
Impeça que iluminem seu olhar
Olha pro céu, me sentirá em sentinela
Junto a alguma estrela
Pronto pra lhe abraçar
Sinta a energia que se expande em seu caminho
Sou eu velando de pertinho
O seu custoso caminhar.
A vida é eterna e benfazeja
Porque nela o amor deseja
Amar amar amar...
 
Chapéu pantaneiro
03/04/2011- 12:59h

DUETOS COM DD - MARILIA FARIA - Fada Falena x Bruxa de Longas Melenas


Fada  Falena
Delasnieve Daspet
.
Uma brisa ligeira,
Balança os  cabelos
Cor de  trigo maduro.
.
Explico a todos
Com sorriso de uva rosada,
Que no abraço de ferro,
Repousam mãos suaves da  paz.
.
Mais  cedo ou mais tarde,
Abrirei as asas, cor de laranja,
Num olhar de avelã.
.
E na dura viagem,
Que a dor não muda não,
Vou reinventando-me.
.
Mas sempre serei eu, de novo,
De novo e de novo...
Um traço novo
No papel.
.
O artista fantasia,  cria,
Plasma e fecunda,
Expõe-se - crua e nua!
DD_Campo Grande - MS, 14 de setembro de 2011
.
.
"E na dura viagem,
Que a dor não muda não,
Vou reinventando-me."
Cada crisálida abre
Asas em nova cor
E a dor permanece,
Embora a beleza...
Alguns poucos entendem
Com sorrisos de limão,
Que quase nada
Se muda então!
 
Bruxa de Longas Melenas
Marilia Faria

DUETOS COM DD - MARILIA FARIA - Teu Olhar x Olhares


.
Teu olhar
Delasnieve Daspet
.
Na folha em branco,
Palavras escritas,
Em vermelho sangue, ferida!
.
Na sepultura dos sonhos,
Enfrentando as lutas,
Deixo-me morrer
Frente a frente aos seus olhos,
Sem jamais te alcançar.
.
No azul das algas salgadas,
Nas tormentas e marés calmas,
Lá longe, castanho, severo,
Brilha o teu olhar!
DD _ Campo Grande, 20.12.10
.
.
Há olhares especiais
Que guardamos até
Depois de nossa partida...
Quando nos olhamos,
Gravamos nossas imagens
Entre nós, em nossos olhos.
Seja talvez por isto que reservo
Tanto os meus, a ponto de tal
Ponto ser muitas vezes notado!
E quando amo, olho tanto que
Retrato no coração eternamente,
OS OLHOS AMADOS! 
 
-Marília Bechara-

DUETO COM DD - MARISA CAJADO - O que é Verdade? x A Verdade

O que é Verdade?
Delasnieve Daspet
03.05.08
 . 
Diante de tantas ideologias,
De tantas filosofias,
Tornou-se dificuldade
Estabelecer a verdade...
 .
São tantas as formas e normas
Maneiras de interpretar e viver
Que os conceitos se indefiniram
Cada um alimenta, convicto,
A certeza do  estar e do ser!
 .
A cada dia uma nova crença
De acordo com os interesses
Ou sentimentos de buscas
Ou ate mesmo de bolsos....
 .
A dor nos encaminha a procura
Nem sempre reais
Onde anda o espírito da verdade
Que não nos acolhe
Ou não a acolhemos nós ?
 .
Onde andas, verdade?!
Procuro-te com olhos abertos
Para aprender discernir acontecimentos...
 .
Aprender a não sucumbir às mentiras,
Dificuldades do dia a dia,
Pois muitas são as supostas verdades...
 .
A solução apresentada
- Quase sempre  uma máscara –
Apenas fachos de luz!
.
E a verdade,
Esta em mim e em nós,
Consiste em não se deixar seduzir,
Estar atento...   atento com o coração...
Pois mesmo nas horas mais amargas
É a luz da verdade que assegurará
O caminho a seguir!
DD_ Campo Grande MS -03.05.08

A Verdade!!!
   Marisa Cajado
 
AH! a verdade,
E uma busca incessante
De  toda a humanidade.
Deve ser companheira
Da felicidade
Que na realidade
Reside faceira
Em alguma herdade
Bonita e altaneira
De Deus, propriedade.
 
Porém nossa mente
Ainda não a alcança
Por isso, crescer
E a nossa esperança
Estabelecer
Por divina herança
O auto-conhecimento
Com segurança.
 
Mas algo me diz
Que ela está em mim
Que se me recolho
Encontro o caminho
E por ele colho
As respostas enfim.
Sou eu que escolho
Tenho essa faculdade,
Espirito imortal,
Filho da divindade.
 
Nem a sei compreender
Mas a sinto em mim.
Custo a reconhecer
Esta força sem fim
E com ela prossigo,
Confiante de pé.
Hei de vencer
Pra verdade entender
Nisto eu tenho fé!
 
 

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasespiritualistas/3260045 

DUETO COM DD - MARILZA CASTRO - Será possível amar assim ? X Amor Universal

Será  possível amar assim ?
             Delasnieve Daspet – 29.11.09

Tu que abres mentes e corações
Que mostra os caminhos mais nobres
Nos anseios do amor, dissestes:
“Amem-se uns aos outros...”

Tão difícil, Senhor,  este mandamento!
A questão é amar  os outros como nos  amastes...
Nosso amor é  calculista, a espera de loas,
Retribuições... um amor tão pequeno!

Não é fácil a proposta...
Vivemos numa sociedade de bajuladores,
E a mão que afaga hoje
É a que faz escárnio – amanhã!

Amem-se...
Como poderemos amar assim ?
Só  é possível o amarem-se
Pautando nosso viver na paz e na liberdade.

Somente despojados do preconceito profundo
Livres da fantasia do real e do imaginário,
Conhecendo crenças e idéias diferentes...

Então, Mestre, o amor não será
Um  mero sentimento
Mas uma ação concreta.

E o mundo calculista e invejoso
Será de paz e de serenidade.

E no coração de todos reinará o amor aos outros,
Aos que  me amam e aos que não me   amam,
Aos que eu gosto e aos que não suporto,
Amigos e inimigos, ao bem e ao mal...

Um amor que tudo renova...
Será  possível amar assim ?
- Amem-se uns aos outros... como eu vos amei... ( João, 13, 14 )

.
EM RESPOSTA AO TEU POEMA:
AMOR UNIVERSAL
                               (Carvalho Branco)
Amar assim e tão profundamente,
com esse amor divino do qual semente
somos, tudo e todos a cada instante,
arautos dum sentir, que ao Mundo o implante,
para um viver melhor, evolução,
amor feito de paz, só doação!
Será possível, Deus, amar assim?
Se foi para esse amar que cá eu vim,
se o sentido da v ida é o aprender,
a cada encarnação melhorar ser,
se foi o amor o próprio sopro vida,
a Eternidade nos será guarida!...
Esse amor é mais que um sentir somente,
é nossa estrela-guia, luz da mente,
é fonte inesgotável de cada alma,
que pelo éter se espalha, vai, se espalma,
 penetra o âmago de cada ser...
Verdade absoluta, pleno Saber!
Esse amor, que é também uma atitude,
vencerá ele a barreira mais rude
dessa insensibilidade humana
que é dominante em tanta mente insana?
Esse é, pois, nosso grande desafio;
vencê-lo é como a um céu cinza sombrio...
Depende só de nós unicamente,
abrandar essa fera veemente
que faz de nosso ser co-habitat,
anteposta ao Deus que o gera e gerirá
esse Universo infinito partícipe,
Reino da Paz, onde é rei, nós seu príncipe!
                                                               (04/12/2011)

DUETOS COM DD - MARILZA CASTRO - Abandono x Revelação


.

   
       Abandono
  Delasnieve Daspet
.
O interior é desolador...
Teias de aranhas cobrem
Frestas e cantos...
Os móveis revestem-se de
Espessa  poeira,
Marcas do  abandono.
.
Entretanto,o jardim,
É belo.Verde e com flores.
.
Alguns, somos assim,
Por fora,cintilamos,
Mas por dentro, o abandono
É  colossal...
A mobília interior esta suja e arruinada.
DD_Campo Grande-MS, 05.03.11
.
Em resposta ao poema da DD, com carinho,
Carvalho Branco

REVELAÇÃO
         Carvalho Branco
Um pobre velho se arrasta
pelas ruas da cidade;
andrajos e pele é pasta
a lhe cobrir a vaidade.
Cansado de tais andanças,
seus olhos lembram as danças
em salões de qualidade...
Recordando as melodias
tocadas então outrora,
esquecido que tais dias
já não vigoram no agora,
soltou a voz o mendigo,
do trânsito ele esquecido
e o caminhão o devora...
Para tudo, todos param...
E um senhor mui bem vestido
desce do carro em questão.
Todos pasmam e o encaram
e num soluço incontido
levanta o corpo do chão
e grita “Bravo! Bendito!”
De Deus, milagre supremo,
abre os olhos o mendigo;
num esforço mais extremo,
diz a esse novo amigo:
“Quem és tu, anjo do Céu,
que não me deixas ao léu,
e em teus braços dás-me abrigo?”
“Sou o teu bruto agressor,
mas não sou mau, sou humano;
planto a semente do amor,
pois o ódio é tão insano!
Sou diretor de opereta,
quase deixei-te perneta,
és, porém, grande cantor!
Põe-se o mendigo de pé,
o povo grita “Aleluia!
Foi o milagre da fé!...
O velho toma da cuia,
colhe, das gentes, moedas...
“Que não sofras novas quedas
mesmo com força tapuia,
vem comigo ao teatro,
lá te visto com decência;
ganharás quarenta e quatro
vezes mais do que a clemência
do povo te dá de oferta.
O teatro é porta aberta
ao talento com excelência!”
Sob chuva de muitas palmas,
foi a dupla ao caminhão.
Quando são boas as almas,
trilham fácil a evolução!
Não importa a aparência,
o que vale é nossa essência!
É de Deus boa intenção!...

DUETO COM DD - MARILIA FARIA - HÁ A LUA X DESCOBERTAS

 
Há a Lua.

Delasnieve Daspet

Não há borboletas voando
ou pássaros cantando.
A superfície do lago esta calma, morta.
Nenhum mergulhão madrugador
corta os céus.

Nenhum zumbido de inseto.
O vento não corre entre as árvores.
As folhas não farfalham.
A água não bate na praia.

A beleza, alimento d alma,
já não existe...
Tão quieto o mundo,
ou será só o meu?
O mais leve ruído quebraria
a camada do gelo que me cobre !

Ainda assim, há a lua.
Todas as noites.
Soturna, pálida, bela.
Só ela não muda o encanto.

É a ausência que tudo cala.
É o vazio que preenche o espaço.
É a força do nada que se avoluma.
É a mesquinhez que se agiganta
e nos apequena...

Ainda assim há a lua...
Todas as noites sento
ao pé do salgueiro
a beira do lago
fico em silêncio e ouço.

Escuto a vida,
palavras lindas murmuradas
pelo vento.
Eu também te sussurro e peço
que não demores, e que chegues
nos raios do luar que comigo
espera....Há a lua, sempre!
_____________________
Delasnieve Daspet
28-02-03 - 23,00 hs
Campo Grande MS

www.lunaeamigos.com.br
www.delasnievedaspet.mayte.us
www.pantanalms.tur.br

.
 
-DESCOBERTA-
 
 . 
Sinto minha vida parada em um momento assim!
Silêncio e solidão são necessárias, meus fármacos...
Consulto-me se já perdoei-me e não obtenho respostas.
Desejo desculpar a todos, pensando em novamente ser livre...
As bençãos caem em profusão em terreno sem mágoas.
Minha vida anda precisada delas, encontro-me em encruzilhada,
Descobri-me outra, nova fase que pode ser terminal, uma ilha!
Se sempre fui diferente, temo as mudanças que viverei, eu sei...
Meus valores, embora minhas vestes externas para sobreviver,
Quando exponho uma ponta, espantam aos poucos a quem me
Desvendo, causando uma surpresa, um susto, e até decepção!
Conviver com minha imagem falsa muitas vezes me cansa...
Sou culpada confessa e quero me retratar diante de mim mesma!
Será assim que reencontrarei antiga alegria perdida, saudosa?
Espero que sim e para tanto, terei que atirar o mais longe possível
Essas dores a mim causadas, sem propósito, desmerecidas...
Pergunto-me ainda se feri igual e peço perdão pois não percebi!
Em minutos que parecem longos anos, tenho sofrido fundo, dores
Das feridas que me fiz, interpretando humilhação e armadilhas,
Por carinho e admiração, quero me redimir, voltar a ser feliz antes
De partir e mesmo sendo difícil, deixar atrás de mim, rastro de luz
E paz e desde já um imenso amor, por favor, por tanto desamor!
 
-Marília Bechara-

DUETOS COM DD - SONIA NOGUEIRA - Longitudinal x Inflama-me


*LONGITUDINAL
Longitudinal
Delasnieve Daspet
.
Disponho meu corpo
Em sentido longitudinal...
.
Faça o corte
De cima, abaixo,
Diga-me, ainda sou eu ?
.
Rasga-me a pele,
Abra-me...
Procuro-me...
Já não me reconheço!...
DD – Campo Grande, 06.01.11

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=158934&cat=Poesias&vinda=S

*Inflama-me
                    Sonia Nogueira

Mas, queima-me como lareira
Ardente, nas noites que a frieza
Requer quietude de videira.

Sem vento que desalinhe a taça,
Claridade e penumbra disfarçada,
Até que o sonho suba e na vidraça.

Furor e tocha murmurem num só eco.

Numa só temperatura, e eu disseco.

SoniaNogueira e Delasnieve Daspet
Enviado por SoniaNogueira em 07/03/2012
Reeditado em 07/03/2012
Código do texto: T3540535

DUETOS COM DD: SONIA NOGUEIRA - PORTAS TRANCADAS X JANELA D´ALMA


Portas trancadas
Delasnieve Daspet
.
Só o silêncio  e as portas trancadas...
Muitos ontens no passado
Poucos amanhãs no futuro...
.
Entre o temor e a esperança
Encontro a vida...
Na antiga canção,
A tua presença em minha mente
DD_Delasnieve Daspet 20.02.12 - Campo Grande-MS



*JANELA D’ALMA
Sonia Nogueira

Olhando o amanhecer, extasiada,
Apagando as trevas, roubando a luz,
Revido todo encanto, abismada
Na transparente hora que me seduz.

O grito da cidade fez-se festa,
As horas mastigando a lentidão,
Indiferentes oram sobre a sesta
Amor em transparência comunhão,

Que ousa na calada do descanso
Veste-se de ousadia ou de pranto
Entregue a toda sorte duo espanto
Da outra voz sonora, surdo encanto.

Eu vi no teu olhar feito diamante
Toda transparência emoldurada,
E vi meu coração assim distante
Indiferente a toda sorte almejada.

Abri a porta na procura do saber
Uma fresta apenas vislumbrava
Fechei, vi na janela d’alma o sofrer,
Na esperança o sonho acalmava.
 http://www.recantodasletras.com.br/duetos/3677676



domingo, maio 20, 2012

Portas Trancadas - Delasnieve Daspet

 
Poetas, amigos, conhecidos, afetos, parceiros de jornada,
BOM DIA 20-05-12!
.
 
Portas trancadas
                   Delasnieve Daspet
 .
Só o silêncio  e as portas trancadas...
Muitos ontens no passado
Poucos amanhãs no futuro...
 .
Entre o temor e a esperança
Encontro a vida...
Na antiga canção,
A tua presença em minha mente
DD_Delasnieve Daspet 20.02.12 - Campo Grande-MS
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quinta-feira, maio 10, 2012

domingo, maio 06, 2012

Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima/CEPEF


O Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima/CEPEF sediado  no município de Campo Grande-MS, e,  é uma Instituição pública estadual que oferece Educação Profissional técnica de forma integrada ou concomitante ao Ensino Médio. E no dia 4 foi aniversário de fundação da escola - e, a comemoração, para meu prazer e honra, teve poesias de minha autoria,  lidas pelos alunos da instituição.
As fotos são de Nelson Vieira.

Agradeço...
Delasnieve Daspet


Agradeço, o amor infinito.;
Agradeço, o amor incomparável.;
Agradeço, porque pensastes em mim.;
Agradeço, por que sei que não me deixastes a própria sorte,
Porque sei que estas comigo,
Não só por hoje,
Mas por todo o sempre!

Toda vez que eu sorrir,
Toda vez que eu chorar,
Toda vez que eu me recolher,
Toda vez que eu me doar, agradeço!

Agradeço!
Agradeço a vida, a dignidade,
E a certeza de que tudo é possivel...
Podemos, sim, conviver sem medo,
Sem rancor,
Em harmonia.

Agradeço pelo sol, pela lua,
Pelas estrelas, pelo vento, pela chuva,
Pelo calor, - que é a vida que transborda!

Agradeço, porque creio.
Creio na rua chamada Esperança
Pela qual caminhamos há tanto tempo!

Agradeço, porque acredito no ser humano,
Imagem e semelhança do amor...
Agradeço, porque acredito na vida,
Que célere e quente
Circula por minhas veias!

Agradeço, pela margarida branca
Em céu de sol dourado,
Perfume da mata que viceja,
Em meus rubros lábios sedentos...

Agradeço, pois que surges no final da tarde,
Tal qual andorinha sem ninho,
Em busca do ramo orvalhado...
**
Delasnieve Daspet
22.02.06 10,35 hs
CAmpo Grande MS

Coordenadora Teresinha de Jesus Lima Ferreira, Diretora Rosimeire Ribeiro Ferreira,
a poeta Delasnieve Daspet e seu esposo o escritor Nelson Vieira.
ADiretora Rosimeire Ribeiro Ferreira recebendo homenagens da
Associação Internacional Poetas del Mundo


A Coordenadora Teresinha de Jesus Lima Ferreira  recebendo homenagens da
 Associação Internacional Poetas del Mundo




A Profa. Bruna Priscila de Matos Sá  recebendo homenagens da
 Associação Internacional Poetas del Mundo



Delasnieve Daspet homenageando o CEPEF  e as MÃES.
Turma B/ 2011
Clarice Domingues  Branco de Oliveira

.

Desfolhada
 Delasnieve Daspet
.
Quantos dias e  noites
Que se foram
E que não voltam?
.
Quantos são os momentos escuros,
Sem luz,
Como uma chama apagada?
.
Deito-me, desfolhada,
Ao luar que me cobre o corpo nu,
Escondida, sem alento.
.
No horizonte, me perdi,
Como uma talha quebrada,
No alvoroço dos sentimentos!
DD_Campo Grande, 03.01.11
 .
Luciana Sousa de Oliveira Teodoro
Turma B/2011 Vespertino
.
O poema nasce...
Delasnieve Daspet
.
Cadê minhas palavras?...
Tenho-as, tantas.
Colecionei-as na vida,
E não as encontro.
.
Hoje, precisando, busquei-as...
Encontrei um corpo vazio,
Sem vogais,
Fiquei só com palavras consonantais...
.
Sem forças, não brigo com a vida,
E, no tremor de minhas mãos,
A caneta não escreve,
Meu corpo a  rejeita...
.
Ainda assim, o poema nasce,
Intacto,
Do meu olhar de poeta.
DD_ Campo Grande, 04.01.11


 . 

Gilda  Magalhâes Benites
Turma B/2012  - Vespertino
.
Baixando as cortinas
                 Delasnieve Daspet
.
Baixei as cortinas...
No palco, deixei a vida,
Vou em busca de novos horizontes.
.
Emudeci os sentidos,
E a brisa – em desalinho,
Deu forma a saudade.
.
Aplausos, pedem bis...
São segundos perdidos,
Aceno e me afasto,
.
Cantar ou chorar, triste sina,
Faces do espetáculo, deserto,
No palco sem sentido.
.
Vou por outras estradas...
 Levo a vida – nas costas nuas,
Sem aplausos, parto,
Em busca de novas luas.
DD_Campo Grande-MS, 14.01.11



Guarailda Aparecida Peixoto Sakurai
Turma B/2012 - Vespertino
.
Tatuagem
        Delasnieve Daspet
.
Gosto de escrever em cadernos.
Deixo minha poesia
Como uma tatuagem.
.
A tinta que escorre da caneta
É o sangue que verte,
Em palavras,
Na folha branca.
.
Uma escrita eterna
Quando te dedico um poema.
DD_Campo Grande-MS, 13.01.11


Maria Elda Cunha Santos
Turma B/2012 – Vespertino
.
Não entendo...
         Delasnieve Daspet
.
Olho-me..
Procuro entender-me.
Do lado de fora miro o meu avesso,
Quero ver o que nunca vi,
O que não entendo
Do meu outro lado!
DD_Campo Grande-MS, 09.01.11
 Marcelo Barbosa Carvalho
Turma B/2011 - Vespertino.

Longitudinal
 Delasnieve Daspet
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Disponho meu corpo
Em sentido longitudinal...
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Faça o corte
De cima, abaixo,
Diga-me, ainda sou eu ?
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Rasga-me a pele,
Abra-me...
Procuro-me...
Já não me reconheço!...
DD – Campo Grande, 06.01.11

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platéia
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