segunda-feira, agosto 27, 2012

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL POETAS DEL MUNDO E ENTIDADES PARCEIRAS NO DESFILE DE ANIVERSARIO DE CAMPO GRANDE MS - 26-08-12


A Associação Internacional Poetas Del Mundo coordenou e  participou efetivamente, com entidades  parceiras, dos  festejos de aniversário de Campo Grande – MS, do Desfile Cívico - no dia 26 de agosto.
Foram várias entidades de vários segmentos da cultura, da educação, do lazer e da literatura que se irmanaram a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL POETAS DEL MUNDO e juntos celebramos a irmandade, a liberdade, os direitos humanos, a solidariedade, e, a POESIA.
AGRADECEMOS AOS PARCEIROS- NOMINADOS PELAS ENTIDADES -  QUE ENOBRECEM NOSSO TRABALHO.
Nelson e Marcel - vcs são especiais!
Obrigada,  EDILSON ASPET!
PARABENS, CAMPO GRANDE!
Acompanhem nas fotos:



FLIMS
FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE MATO GROSSO DO SUL


 Circulo Universal dos Embaixadores da Paz
Banda Marcial  da  "ESCOLA ESTADUAL CÉLIA MARIA NAGLIS" DAS MORENINHAS  participante do Projeto Opus do FIC/MS .







Life Editora - Valter Jerônimo
Academia de Letras do Brasil  - Mario Carabajal


Academia de Letras do Brasil  - Seccional de Mato Grosso do Sul - Nena Sarti e
 Mario Carabajal

Instituto Batista de Ensino Erilásio Nogueira - IBEEN  - Do Jardim Imá - Profa. Francisca



Ponto De Cultura da Colônia  Paraguaia - Silvio Romero e Equipe




Associação Sul-Mato-Grossense de Cultura e Etnia Cigana - Vanesca Duarte







GREMIO REACRETIVO ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DA VILA CARVALHO - Robson Simões





Associação das Mulheres pela Paz
AME – Assistência ao Menor -  Marcel - Lena e Ivanete





Crescer com Cristo das Moreninhas - Pastor Enio Barbosa e Equipe






Academia Evangélica de Letras e Artes de Mato Grosso do SUL e
 Coral Louvor e Mensagem da Igreja Presbiteriana do Bairro Amambaí
Venancio Josiel dos Santos e Eliana Leite Souza


Centro de Pesquisas Folclóricas Mar de Xaraés - Teddy Turatti e Grupo
 




Organização Internacional de Folclore e Artes Populares - Marley  Sigrist


Comissão Sul-Mato-Grossense de Folclore - Marley Sigrist
GRUPO CAMALOTE - Marley Sigrist e Grupo















OUTRAS FOTOS DO EVENTO

Com o Governador André Puccinelli 




 na frente do palanque oficial - ao fundo o Governador André Puccinelli e o Prefeito Nelson Trad Fº






terça-feira, agosto 14, 2012

Sem Maquiagem - Delasnieve Daspet

 
Sem Maquiagem
               Delasnieve Daspet
.
Quatro da manhã...
Fito-me no espelho.
Um rosto límpido,
Despido,
Um rosto silencioso.
.
Vou pra sacada; fito o céu.
Noite límpida, sem estrelas...
Uma noite, também, sem maquiagem!
.
Mas a chuva cai.
Tudo escurece.
Amanhece nublado.
Como eu, o tempo mudou...
Cíclico, lunar, elástico;
Tempo de recomposição.
Renovo-me,
Me lambo,
Me limpo.
.
Ao longe uma gargalhada
Cínica e debochada.
Dispo-me na penumbra,
Continuo a ouvir o som de riso.
E vejo um corpo nu,
Um rosto marcado,
Uma mulher,
Um encontro:
Do eu!
DD_Delasnieve Daspet - 03/06/2001 - 00,20 hs Campo Grande MS
Poesias-->Sem maquiagem. -- 03/06/2001 - 14:41 (Delasnieve Daspet)

 

sábado, agosto 11, 2012

CARTA Nº XI - PARA MEU PAI por Delasnieve Daspet


CARTA Nº XI
PARA MEU PAI  por  Delasnieve Daspet
.
Carta nº XI
 Pai,

    Hoje, não te escrevo à luz de lamparinas no silêncio da noite.
    A parede que me rodeia é cheia de luz, clara, não como aquela pálida e oscilante luz de outrora. Minha mesa é de fina madeira, teclo num computador, e, a casa não é aquela de
de barro amassado, piso batido, telhado de capim, sem forro que deixava passar a ventania  chorosa do pantanal.
    De madrugada já não vou ao mangueiro soltar os bezerros, já não trato dos animais, cuido apenas dos pratos da Misha e do Bandit e dos passarinhos ( bem-te-vis, pardais, sabiás, joão-de-barros ) que fazem algazarra e me cobram a alimentação da manhã. Não, pai, não os tenho preso, são livres como o sol da manhã, apenas vem em busca do seu farnel diário. Os acostumei assim. São mansos e me premiam com lindos cantos.
    Eu te escrevo, hoje, para te dizer que ainda vivo do amor que me ensinastes, como o mais nobre dos seres humanos, e, se em outras vidas retornar, e, isso deverá ocorrer face as minhas necessárias lapidações, gostaria de voltar a ser sua filha.
    A saudade do teu carinho e da tua amizade leva-me ao Rancho Alegre de minhas recordações...
   Gostaria de afagar as tuas mãos calejadas e trêmulas das lidas campesinas – que hoje transcendem a luz, pois já não és deste mundo onde sonhamos e sonhamos e quase nada realizamos.
    A morte, meu pai, é parte da vida mas não dissolve os elos do espírito, por isso estamos sempre juntos, seres afins -  na melodia do tempo.
    Não a temo e a aguardo sempre, é verdade que nunca estamos prontos... mente quem diz estar apto para realizar a passagem... sobra sempre o imaginário -  criações de nossas mentes.
   O olhar se estende no infinito buscando o que esta além do incomensurável, e,  o tempo se dobra, inclemente, e vejo surgir no horizonte, ainda que distante, palidamente, o caminho que seguiremos...
   E sei que a qualquer hora estarei chegando para continuar a viagem pelo infinito porque aqui á apenas uma  passagem, e, a minha espera sei que estarão os amigos  de outras eras, e,  tu meu pai ao lado de mamãe, frondosas árvores que me ofereceram  sombra, dedicação e amor fraterno.
Até logo!

Delasnieve Daspet
DD_24-01-2010 – Campo Grande MS
( Da série – Ausências...)

terça-feira, agosto 07, 2012

Agradeço/Thank you ... poesia de Delasnieve Daspet

Agradeço...
Delasnieve Daspet
.
Agradeço, o amor infinito.;
Agradeço, o amor incomparável.;
Agradeço, porque pensastes em mim.;
Agradeço, por que sei que não me deixastes a própria sorte,
Porque sei que estas comigo,
Não só por hoje,
Mas por todo o sempre!
.
Toda vez que eu sorrir,
Toda vez que eu chorar,
Toda vez que eu me recolher,
Toda vez que eu me doar, agradeço!
.
Agradeço!
Agradeço a vida, a dignidade,
E a certeza de que tudo é possivel...
Podemos, sim, conviver sem medo,
Sem rancor,
Em harmonia.
.
Agradeço pelo sol, pela lua,
Pelas estrelas, pelo vento, pela chuva,
Pelo calor, - que é a vida que transborda!
.
Agradeço, porque creio.
Creio na rua chamada Esperança
Pela qual caminhamos há tanto tempo!
.
Agradeço, porque acredito no ser humano,
Imagem e semelhança do amor...
Agradeço, porque acredito na vida,
Que célere e quente
Circula por minhas veias!
.
Agradeço, pela margarida branca
Em céu de sol dourado,
Perfume da mata que viceja,
Em meus rubros lábios sedentos...
.
Agradeço, pois que surges no final da tarde,
Tal qual andorinha sem ninho,
Em busca do ramo orvalhado...
Poesias-->Agradeço... -- 24/02/2006 - 22:47 (Delasnieve Daspet)
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=115843&cat=Poesias&vinda=S
.
.

Thank you ...
 Delasnieve Daspet
 .
Thank you, infinite love.;
I thank the incomparable love.;
Thank you, because you thought of me.;
Thank you, for I know that I do not forsaken their own devices,
Because they know me,
Not just for today,
But for ever!
 .
Every time I smile,
Every time I cry,
Whenever I gather,
Every time I donate, thank you!
 .
Thank you!
Thanks to life, dignity,
And make sure that everything is possible ...
Yes, we can live without fear,
Without rancor,
In harmony.
 .
Thank you for the sun, the moon,
The stars, by wind, rain,
By heat, - that life is overflowing!
 .
Thanks, because I believe.
I believe the street called Hope
Why we walk so long!
 .
Thanks, because I believe in humans,
Image and likeness of love ...
Thanks, because I believe in life,
That quick and hot
Flows through my veins!
 .
Thanks for the white daisy
In the sky of golden sun,
Perfume of the forest that thrives,
In my crimson lips thirsty ...
 .
Thank you, because that surges in the late afternoon,
Like swallow without nest
In search of dewy branch ...
Poesias-->Agradeço... -- 24/02/2006 - 22:47 (Delasnieve Daspet)
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=115843&cat=Poesias&vinda=S
 
Traduzido por
Teresinha Ferreira
Coordenadora Técnica/ Bibliotecária
Curso Técnico em Biblioteconomia
CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EZEQUIEL FERREIRA LIMA - CEPEF
(67) 0800-647-6040 (6) / 9636-0202/9102-1101/8133-3439

domingo, agosto 05, 2012

Ouvindo o Mar - poesia de Delasnieve Daspet

.
Ouvindo o Mar
Delasnieve Daspet
.
No silêncio da noite
Ouço o mar.
Ondas que vem e vão.
Que batem na areia, incessantemente.
Ecoam na noite quebrando o
silêncio do verão.
.
A solidão já está acompanhada.
O marulhar entra n'alma
e torna o estar só agradável.
.
É grande o prazer de imaginar
que somos nós - o mar e eu
fortalezas inconquistáveis
no fluxo e refluxo da vida.
.
A infinita solidão quebrada
pelo vento, pela maresia, se traduz
num suspiro que corta a noite...
.
Um gemido, nítido, uma voz,
o vento corta o ar.
...e as lágrimas morrem nos lábios
salgados de saudades.
.
E a paixão dolorosamente esquecida,
fica trancada - vendo o tempo passar...
e no vem e vai, no vai e vem,
nas dobras do tempo, a vida se esvai.
.
O vento, a areia, o sol, o sal,
o quero-quero, as gaivotas, as pessoas,
eram apenas fantasmas que anunciavam
a troca dos dias...
Dias - que esqueci de notar na emoção
que enfeita cada movimento do viver!
.
A noite está silenciosa.
Noite de verão à beira mar
é bálsamo à alma.
E a lágrima triste que vira espuma
é inquietude, noiva da saudade
que aumenta na proporção das ondas
que batem na areia...
DD_Delasnieve Daspet - 20-01-03 - 24,00 hs
Praia Nordeste em Imbé - RS.
Poesias-->Ouvindo o Mar. -- 29/01/2003 - 01:16 (Delasnieve Daspet)

quarta-feira, julho 25, 2012

Delasnieve Daspet in "EM CÍRCULOS"

 

Em Círculos.
Delasnieve Daspet
.
Não sei se estou ou não.
Já não pergunto do passado,
Que deixo morto e enterrado.
Não existem faixas ou medalhas
Ao perdedor.
.
Esta tudo bem assim.
Deixa ficar.
Como confiar de novo?
Não vou mexer na ferida
E sangrar outra vez.
.
Não me restam muitos sorrisos.
Há várias maneira de morrer,
Escolhi a minha,
Nas limitações que me envolvem.
.
Escolhestes ir embora para
O passado.
Preferistes correr em círculos,
Sem chegar a lugar algum.
.
Eu segui em paralelas,
Ainda que com desvios,
Não caminharei a sós.
DD_Delasnieve Daspet - Campo Grande - MS -25-08-2002 - 11 hs
______________________
Poesias-->Em Círculos. -- 25/08/2002 - 12:12 (Delasnieve Daspet)

domingo, julho 22, 2012

DUETO: DELASNIEVE DASPET X MARISA CAJADO X MARILZA CASTRO = "Para onde vai o sol quando anoitece?"


entardecer às margens do Sena, em Paris...
.
DUETOS:
Delasnieve Daspet - Para onde vai o sol quando anoitece ?
Marisa Cajado - Sol e Amor
Marilza Castro - O Sol e a Água
.
.
Para onde vai o sol quando anoitece?
  Delasnieve Daspet
.
Para onde vai o sol quando a noite cai?
Para onde vai o sorriso,
O brilho do olhar,
Onde ficam os sonhos,
Quando o coração não bate mais?!
.
Nada tem explicação
Perante tamanha dor,
Ninguém, - nada -  ocupa o lugar vazio!
.
Vou deixar que o vento
Varra as palavras.
Que o amanhecer chegue  ao meu olhar.
Vou pedir  que a chuva miúda
De braços dados com a brisa úmida,
Traga o sol entre-nuvens,
Alegrando os sonhos que restam,
Na tristeza que não arrefece!
.
Mas almas  não envelhecem.
Nos veremos novamente.
Mas - me digam,
Para onde vai o sol quando anoitece?
.
Onde te escondes ó sol,
Quando chega a noite,
Senhora de meus medos,
De meus lamentos?
.
Para onde vais ó sol,
Quando a noite chega,
Na brilho rápido da estrela cadente,
De um poema triste?
.
Noite negra de tristuras,
Negra noite de marés,
Negra, nua noite,
Onde vai o sol quando tu chegas?
.
Já não há vida.
Onde vai a energia,
Quando o norte me conduz à noite,
Ao fim da linha,
Onde vais ó sol,
Quando a noite chega?!
DD_Delasnieve Daspet - 20.10.2001 - 18,00 hs - Campo Grande-MS
Poesias-->Para onde vai o sol quando anoitece? -- 20/10/2001 - 20:25 (Delasnieve Daspet)http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=23025&cat=Poesias&vinda=S


SOL E AMOR
Marisa Cajado
.
Minha amiga o sol segue seu turno
retornando no diurno
para nos brindar com a luz.
Sim, o coração atual para
e uma nova vida  nos ampara
e ao universo conduz.
.
O sorriso então nos brinda
com esperança ainda
de vida em continuação.
O brilho do  olhar se intenfica
e o sonho se duplica
nas hostes da evolução.
.
Tudo tem explicação no universo
porém não lhe entendemos o verso
contido em cada amanhecer.
A dor que ainda palmilhamos
é a amiga que cruzamos
e que nos fará crescer.
.
Duas almas pelo amor ligadas
tem  energias permutadas
no infinito a se espraiar.
Mesmo se sintam podadas
no afeto, estarão integradas
pela excelsa força do amar.

No sol do amor aquecidas
perfilarão pela vida
na busca de crescimento.
Onde a essência em sua forma
substituirá  palavra que deforma
a razão do entendimento.
21/02/02
.
.
 
"O Sol e a Água"
Marilza Castro
.
Num fim de tarde de verão dourado,
Daqueles de nuvens num céu alaranjado,
Havia uma bola de fogo que fugia
Dos olhares lentamente se escondia,
Entre o céu e o mar a mergulhar,
Assim se punha o sol a namorar.
O céu tingindo de ouro a refletir
No espelho da água a razão de sumir,
Devagarinho, lá ia ele derretendo
Embora forte e majestoso enternecendo
A água fria do mar ia esquentando
Com propostas de amor se insinuando,
E ela fingindo docemente aceitava
Feminina, sutilmente se entregava.
O astro quente a mergulhar ia chegando,
Dois corpos no crepúsculo se encontrando.
Casavam e procriavam ao fim do dia
Uma criança encantada que nascia,
Chamaram-na Noite e no silêncio em que dormia,
Teceram cobertor de estrelas em harmonia
E a embalar  o sono, das ondas doce canto
Cantavam uma canção de ninar, um acalanto
Depois, cansados no leito felizes se abraçaram
E com lanterna de lua o céu iluminaram...

sexta-feira, julho 20, 2012

Delasnieve Daspet in " SERENATA"


Delasnieve Daspet in " SERENATA"
.
Serenata
                         Delasnieve Daspet
.
Numa noite esquecida
- Na lembrança, -
Uma estrela perdida,
Um violão,
Uma canção,
E...  uma antiga paixão.
.
Um sonho perfeito
Uma serenata
Que embriaga os sentidos.
.
Tudo acabou.
A viola, jaz esquecida
Num canto qualquer da vida,
Desafinou.
.
Já não canto.
Canora avezita,
Me escondo,  sem  voz.
Esqueci-me de Nelson,
 Dolores, Maysa, Gatita.
.
Fostes buscar outras estrelas,
Eu cá fiquei.
Mas insistes em voltar,
Como uma antiga melodia.
.
E como uma canção do passado,
Arranhas a vitrola de minha lembrança.
  O long-play ainda toca
O bolero de amargas saudades.
.
Os dedos, sem destreza,
Ainda emocionam
Nas notas suaves do piano
Que toco, embalando os sonhos
De um dia.
DD_Delasnieve Daspet - 25-08-2002 - 10,00 hs -Campo Grande MS
Poesias-->Serenata. -- 25/08/2002 - 12:09 (Delasnieve Daspet)
 

quarta-feira, julho 18, 2012

Delasnieve Daspet in "FALANDO EM AMOR..."

.
Falando em Amor...
 Delasnieve Daspet
 . 
Amar e perdoar só tem sentido se estiverem juntos.
Quem perdoa ama e quem ama muito perdoa.
São verbos e atos que se complementam.
 .
Vez ou outra nos deparamos com pessoas que sofrem demais  quando são vítimas de algum tipo ofensa ou de alguma traição.
 .
Não existem argumentos que os demovam. São os injuriados. Não aceitam quaisquer verdades senão as suas. Alias, essas pessoas são só criticas. Não perdoam.
 .
Seria ótimo que não houvessem as fraquezas...
Mas, somos humanos. E como ser humano tudo é possível e passível. São fracos. Erram.
Sim, somos fracos... Erramos.
Ninguém é isento de alguma fraqueza.
Todos temos nossas limitações.
E é neste momento que surge o amor.
O grande e insuperável sentimento que tudo suporta e perdoa.
 .
Quem se apaixona pelo amor compreende e respeita a fraqueza de quem ainda não se encontrou e não se deixa conduzir.  Tem sorte aquele que encontra em seu caminho quem saiba amar - porque este irá reconcilia-lo consigo mesmo.
 .
Nós, - ( o mundo todo é assim! ) - não somos muito compreensivos com os que não tem amor... Jogamos pedras, criticamos, machucamos...
Com os outros... Mas se formos nós os  errados como buscamos a compreensão, o amor e  o perdão!
 .
Olhemo-nos e vamos procurar uma resposta: " como está o teu amor ?   Julgas, condenas ou ofereces a flor do amor e do perdão?" .
 .
Delasnieve Daspet
Campo Grande - MS, março-2004.
Crônicas-->Falando em Amor.... -- 31/03/2004 - 22:41 (Delasnieve Daspet)


DUETO: Delasnieve Daspet in "EPÍLOGO" x Cesar Augusto Ribeiro Moura in "PREFÁCIO"


DUETO:
Delasnieve Daspet in "EPÍLOGO" x Cesar Augusto Ribeiro Moura  in "PREFÁCIO"
.
Epílogo
Delasnieve Daspet
.
Uma brisa amaina as horas do sol
que deixa tudo na cor bronze.
Os olhos secos e poeirentos
com força e vigor brilham na face
vincada pelo tempo.
.
Tempo inclemente,
dia a dia esconde o semblante.
E nos rostos dos passantes procuro uma imagem,
perdida, vaga, farsante,
mas ainda em minha mente.
.
Lembranças que se esvaem no negrume do vácuo
do silêncio que ameniza as verdades...
Nesta vida tudo é questão de tempo,
nos diferentes tons de branco-saudade.
.
Escrevo meu epílogo.
Jogo fora os " eus " que carrego.
Sou tantas e são tantos os meus " eus “
que já não os quero, nem recordo.
.
Eu no espelho vejo
eu-viva,
eu-morta,
eu-anônima,
eu-passado;
eu-paixão;
eu-grotesca;
eu-funesta;
eu-arrogante;
eu-errante;
eu-passante, cega, pedinte...
Nenhum eu especial....
.
Todos a deriva, meus e pequenos " eus"
presentes e presos no meu grito,
escancarados, esparramados, encurralados " eus ",
eu-sem-saída, trágico epílogo,
eu-sem-final...
DD_Delasnieve Daspet - Campo Grande MS - 24-10-03 - 15,30 hs
Poesias-->Epílogo. -- 25/10/2003 - 01:34 (Delasnieve Daspet)
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=81413&cat=Poesiashttp://delasnievedaspet.blogspot.com.br/2012/07/delasnieve-daspet-in-epilogo.html

.
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Prefácio
Cesar Augusto Ribeiro Moura
.
Dizem que todo fim justifica o começo,
Porem não fará jus assim acabar sem haver um recomeço
O fim é o preço que se paga por toda história após seu começo.
.
Começo a pensar se vagar vale o fim por nossa glória...
Porque nem sempre a vitória esta no começo,
Pode ser que no meio embasse a trajetória,
Más virá no fim o verdadeiro eu, se olhando no espelho face a face.
.
O bom de todo epilogo é não ser ainda um ponto final,
A sombra de uma grande existência nunca poderá ser apagada,
Como palavras, ou, uma página virada.
Em suma a vitória mesmo que não a veja agora,
Será um refléxo eterno de toda boa jornada.
.
Nem sempre é facíl assim viver sem sofrer seu epilógo,
Sendo vazio ainda, sem concluir a vida nosso prefácio.
Cesar Augusto Ribeiro Moura - cesar.amoura@yahoo.com.br

terça-feira, julho 17, 2012

Delasnieve Daspet in " EPÍLOGO "


arte de Aila Tavernard
.
Epílogo
Delasnieve Daspet
.
Uma brisa amaina as horas do sol
que deixa tudo na cor bronze.
Os olhos secos e poeirentos
com força e vigor brilham na face
vincada pelo tempo.
.
Tempo inclemente,
dia a dia esconde o semblante.
E nos rostos dos passantes procuro uma imagem,
perdida, vaga, farsante,
mas ainda em minha mente.
.
Lembranças que se esvaem no negrume do vácuo
do silêncio que ameniza as verdades...
Nesta vida tudo é questão de tempo,
nos diferentes tons de branco-saudade.
.
Escrevo meu epílogo.
Jogo fora os " eus " que carrego.
Sou tantas e são tantos os meus " eus “
que já não os quero, nem recordo.
.
Eu no espelho vejo
eu-viva,
eu-morta,
eu-anônima,
eu-passado;
eu-paixão;
eu-grotesca;
eu-funesta;
eu-arrogante;
eu-errante;
eu-passante, cega, pedinte...
Nenhum eu especial....
.
Todos a deriva, meus e pequenos " eus"
presentes e presos no meu grito,
escancarados, esparramados, encurralados " eus ",
eu-sem-saída, trágico epílogo,
eu-sem-final...
DD_Delasnieve Daspet - Campo Grande MS - 24-10-03 - 15,30 hs
 Poesias-->Epílogo. -- 25/10/2003 - 01:34 (Delasnieve Daspet)

domingo, julho 15, 2012

DUETO: Ajude-me a Dizer adeus - Delasnieve Daspet x Geraldo Souza














.
Ajude-me a dizer adeus!
                    Delasnieve Daspet
.
Essa  voz que me chama,
Que em sonhos me visitou,
E  que diz meu nome
Sussurrado aos ventos...
.
Essa voz que ouço, sempre,
Como canto matutino,
Que sonho tantos anos,
Maltratados anos...
O passado não morre!...
.
Vá!
Preciso continuar.
Chega de lembranças.
Chega de lágrimas,
Chega de sonhar!
.
Olhe para nós...
Ajude-me a dizer adeus!
DD_Delasnieve Daspet - 30.05.12
.
.

NÃO...., NÃO PEÇAS
 .
Não peças pra ajudar a esquecer
O sonho que n’alma borbulha  confiante
Nos doces delírios, do seguir adiante
Como alavanca  incessante  do viver
 .
Não, não peças pra apagar o sentimento
Que está incrustado no ser,  revivescente
Renasce com mais força a cada instante
Balsamizando  este doce sofrimento
 .
Sim é doce o sofrer de uma lembrança
Que ficou na alma tatuada
Embora  duvides,  ela está gravada
E com ela perpetua-se a esperança.
 .

DUETOS: VIAJANTE¹ - DELASNIEVE DASPET X GERALDO DE SOUZA


Viajante¹
 Delasnieve Daspet

Sou viajante  da eternidade,
Meu corpo é mera oficina
Onde minh´alma trabalha.
.
Cheguei de longe...
Como planta renasço
Do solo profundo.
.
Viajo ao sabor do vento,
No serpentear dos rios,
No burburinho das matas,
Das taquaras que choram,
Das aves que voam,
Do gado que rumina,
Da paz que busco
No fundo do olhar!
.
Viajo ao encontro
De outros seres.
Não vou ancorar
Na angústia vazia...
Utilizo  o tempo
Em minha própria melhoria.
DD_Campo Grande-MS 04.06.10
.
.
Como viajante do universo, eu acompanho seus passos, que seguem no compasso do meu. Vê as estrelas, fulguram no espaço sideral, estão sempre ali.. . mesmo que não as vejamos. Você é uma delas... caminhando na Terra sem que todos possam ver o seu brilho imenso, que se reflete no olhar vivo daquela indiazinha do pantanal.
Acompanho sua viagem, e muitas vezes , muito mais do que imagina, estou a seu lado. Nem sempre me sente.. mas em algum instante perdido, em algum lugar, num dia ou em uma noite... mesmo que por segundos, vivenciamos nosso amor. Então uma força imensa toma conta do ser que prossegue renovado para o destino sem fim...  o mesmo que nos separou e nos unirá um dia qualquer.
Geraldo de Souza
São Paulo, 04/06/2010
 

DUETO: TESSITURAS - DELASNIEVE DASPET X MARILIA FARIA


Tessituras
       Delasnieve Daspet
.
Ouço as vagas noturnas,
O coração da terra geme,
O sol mergulha no mar,
As estrelas brilham no firmamento...
No silêncio da noite,
Na tessitura da Vésper,
Na imperfeita linguagem humana,
Não consigo traduzir
Tua ausência...
Onde te escondes?
DD _ Delasnieve Daspet,  22  de maio  de 2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3724536
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=161710&cat=Poesias&vinda=S
.
Não  estou  ausente de ti...
Dia e noite, respiro contigo.
Basta  prestares atenção ao
Teu brilho, em teu coração...
Verás então que olhas além,
Quando enfim  a  luz é só tu!

-Marília Bechara-

DUETO: OUTRO DIA SURGE - DELASNIEVE DASPET X MARILIA FARIA

Outro dia surge.
               Delasnieve Daspet
.
Não existe tempo melhor
Que o presente.
A noite está linda,
Estrelada e agradavel,
E eu quero falar.
.
Andei devagar.
Nem fiz muita questão de ganhar...
Nunca parei para pensar
Do tanto que tinha a perder
Por me abandonar.
.
Outro dia surge.
Abro as janelas de minh´alma
Para viver a vida
De verdade.
.
Cansei de apenas vagar,
De combater moinhos de vento,
Vendo o por do sol entendo,  finalmente,
Que por qualquer estrada que eu siga
Preciso de mim, inteira!
.
Não necessito outras provas.
Posso respirar e aspirar
Os ventos que vem e que vão.
.
Jogo pedras no lago
E afundo no labirinto das águas
Os sonhos que me mantém.
DD_Delasnieve Daspet - 07-08-03 - Campo Grande MS
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=77057&cat=Poesias&vinda=S
.
.
Então eis que surge mais brilhante que antes,
Essa estrela tão bonita,  destacada entre as
Mais novas,  provando a todos  espantados,
Que a luz do amor quase cega e é ETERNA!

-Marília Bechara-

DUETO: ABANDONO - DELASNIEVE DASPET X MARILZA DE CASTRO

Abandono
            Delasnieve Daspet
.
O interior é desolador...
Teias de aranhas cobrem
Frestas e cantos...
Os móveis revestem-se de
Espessa  poeira,
Marcas do  abandono.
.
Entretanto,o jardim,
É belo.Verde e com flores.
.
Alguns, somos assim,
Por fora,cintilamos,
Mas por dentro, o abandono
É  colossal...
A mobília interior esta suja e arruinada.
DD_Campo Grande-MS, 05.03.11
.
Em resposta ao poema da DD, com carinho,
Carvalho Branco
REVELAÇÃO
         Carvalho Branco
 .
Um pobre velho se arrasta
pelas ruas da cidade;
andrajos e pele é pasta
a lhe cobrir a vaidade.
Cansado de tais andanças,
seus olhos lembram as danças
em salões de qualidade...
 .
Recordando as melodias
tocadas então outrora,
esquecido que tais dias
já não vigoram no agora,
soltou a voz o mendigo,
do trânsito ele esquecido
e o caminhão o devora...
 .
Para tudo, todos param...
E um senhor mui bem vestido
desce do carro em questão.
Todos pasmam e o encaram
e num soluço incontido
levanta o corpo do chão
e grita “Bravo! Bendito!”
 .
De Deus, milagre supremo,
abre os olhos o mendigo;
num esforço mais extremo,
diz a esse novo amigo:
“Quem és tu, anjo do Céu,
que não me deixas ao léu,
e em teus braços dás-me abrigo?”
 .
“Sou o teu bruto agressor,
mas não sou mau, sou humano;
planto a semente do amor,
pois o ódio é tão insano!
Sou diretor de opereta,
quase deixei-te perneta,
és, porém, grande cantor!
 .
Põe-se o mendigo de pé,
o povo grita “Aleluia!
Foi o milagre da fé!...
O velho toma da cuia,
colhe, das gentes, moedas...
“Que não sofras novas quedas
mesmo com força tapuia,
 .
vem comigo ao teatro,
lá te visto com decência;
ganharás quarenta e quatro
vezes mais do que a clemência
do povo te dá de oferta.
O teatro é porta aberta
ao talento com excelência!”
 .
Sob chuva de muitas palmas,
foi a dupla ao caminhão.
Quando são boas as almas,
trilham fácil a evolução!
Não importa a aparência,
o que vale é nossa essência!
É de Deus boa intenção!...
 .

DUETO - NA IMENSIDÃO - DELASNIEVE DASPET E SONIA NOGUEIRA

Na Imensidão...
Delasnieve Daspet
.
12 de setembro, 05,25 hs.
Há milênios cheguei à Terra.
Eu -,  que sou pó e terra,
Voltei para integra-la e nela
Me diluir,  um dia.
.
Para fazer parte do cosmo -
Pó cósmico que sou, 
Voando como uma nuvem rosa em céu de anil,
Ou ainda pairar na beira do cerrado,
Carregada pelo vento sul que amaina
As tardes de minha terra...
.
Cheguei, como todos, com o  assento 
Reservado na imensidão
Para viver os momentos dos mistérios
Que compõem nossas almas
E nossas vidas...
.
Cada momento  é um presente  reservado.
Cada encontro  é um  bálsamo que  acaricia
As dores d´alma com a doce melodia da poesia.
.
Tudo é parte do ser humano que somos:
Alento, calor, carinho, amor e amizade.
Somos irmãos de caminhada.
.
A cruz nossa de cada dia  não será um peso
Mas um caminho, conquista, esperança,
Diante de tudo que destrói e agride.
DD_Delasnieve Daspet - 12-09-03 -Campo Grande MS
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=161908&cat=Poesias&vinda=S
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3746688
http://www.prefacio.net/index.php?view=detalhesartigo&codigo=5710
-

* Na Imensidão
 Sonia Nogueira
.
Sou partícula, sou mistério mudo,
Não sei do poço escuro tão profundo
O dilema. E trôpega vou sem rumo,
Oras, me encontro, oras sou consumo.
De tanto olhar estrelas aos milhares,
O pensamento embota e sem pilares,
Despenco meu olhar mirando a terra,
A mesma incerteza se encerra.
Vou rumo à floresta e fico imune,
Dos males e no clarão do vagalume,
Medito na grandeza do artista...
Torno-me pequenina e repentista
Escrevo estes versos sem defesa
Que posso eu, ó poder da natureza!
 http://www.recantodasletras.com.br/duetos/3765024


 

DUETO:DELASNIEVE DASPET X SONIA NOGUEIRA

 Solidão  Escolhida.
         Delasnieve Daspet
.
Aproveito o tempo,
sem medo de esperar.
Foi esta a decisão pesada, ponderada.
Pode não ser a mais certa
mas é a que mais me agrada.
.
Queria passar momentos em paz
dentro de todos os dias da minha vida,
sem me preocupar com nada,
ambiente, amigos,  desconhecidos
sem festas ou sorrisos,
apenas eu, comigo.
.
Cansei do tudo sempre  igual
desse vício que mantemos n´alma:
esse, de se cumprir - sempre - os requisitos.
.
Não estranhem - não vou mudar
d´água para o vinho.
Nem ficar em clausura deliberada,
absolutamente só...
Apenas vou buscar outras convites da vida
numa solidão escolhida.
.
E, em meio a felicidade interior que sinto,
que me enleva o espirito,
que alegra meu sorriso,
vejo da minha janela o mar,
que bate incessantemente nas pedras,
sem nunca cansar,
me faz permanecer inteira, sem artifícios.
.
Sou testemunha de um enorme prazer
que compartilho emocionada:
existe a pureza
existe a sensibilidade
existe a beleza
existe o amor,
na plenitude da imensidão do céu azul e do verde mar...
Existe paz neste novo  iniciar!
DD_  Delasnieve Daspet -  Salvador, 20 janeiro de 2004.
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=85893&cat=Poesias&vinda=S

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*A Solidão
Sonia Nogueira
.
Distante doutro olhar solidão vem
Envolta a vista foge sai de sena,
Melhor está sozinha sem ninguém
Do que na companhia que condena.
Dizia uma amiga há poucas horas,
E fui pensando e vendo desengano,
A solidão frequenta sem demora
O coração que anseia sede e canto.
Procuro de esta dor ficar distante,
Das letras faço pouso e harmonia,
Levando luz ao poeta afagante.
Quisera ser a luz qual pirilampo,
Faria dos amores alquimia,
Na mesma agilidade do relampo.
 http://www.recantodasletras.com.br/duetos/3752687

terça-feira, julho 10, 2012

DELASNIEVE DASPET - " NEM SAI DO NINHO"

 
Foto de Aurora - às margens do Rio Paraguai - em Porto Murtinho-MS
Nem sai do ninho....
Delasnieve Daspet
.....Deixei que a vida escorregasse
Como gota de chuva.
Senti cheiros, relembrei atitudes,
E tomou conta a saudade ...
...O outono apareceu em todas as folhas,
Sumiu com o verde das árvores;
Irriquietos, os passarinhos me trouxeram,
Lembranças de alhures...
.Preciso de mais tempo,
Um tempo aliado, que não cobre,
Pois, bem sei,
Não dá para viver de poesia
..Também não posso viver de adeus....
Debaixo de um olhar em chamas
Sempre existira um sonhador.
E não há adeus quando não se esquece
..Amanhece... a manhã chega lépida,
E eu ainda não estou  pronta para  o palco...
Nem sai do ninho....
..
É descorcentante a forma como nos deparamos conosco...
A angústia se agiganta e a gente não acha solução...
Quando me encontro assim sou como   uma bolha enorme...
Õca de sensações  e, aí  saio a esmo,  vendo as coisas,
Vendo-me , sem as vendas,  que me vendam...
DD_Delasnieve Daspet -Campo Grande-MS - 03-04-05

domingo, julho 01, 2012

OBLATAS PARA BANDITH - por Delasnieve Daspet



Oblatas para Bandith
        por  Delasnieve Daspet
.
Como podemos quantificar a dor que sentimos quando morre alguém que a gente gosta ?
A morte deixa um grande vazio. Uma saudade enorme.
São pedaços diferentes da mesma dor; A dor da ausência.

Dia 29 de junho  eu levei o Dith para uma cirurgia. Acreditei que não
teríamos problemas. O nódulo em seu testículo estava enorme. Doia. Ele já não pulava. Andava devagarinho. Estava apegado a mim, totalmente, queria ficar no meu colo apenas.
Eu pensei em dar-lhe qualidade de vida. Ele  merecia. E como merecia.
Esse meu amigo, o Bandith, eu o comprei há 16 anos. Foi o único cachorro que eu comprei. Os outros eu ganhei. Era um poodle ( eu adoro poodles ) cinza,  meio preto e branco. Já estava com cataratas. E como bom velhinho já estava temperamental, ciumento, cheio de broncas. Mas um doce.
Era calado, carinhoso, confiável, leal. Por dezesseis anos privamos de sua companhia calma e amiga.
Sem arroubos, sempre presente.
Após a morte da Misha tornou-se exigente de minha presença. Assim era para sair na varanda, para comer.
Se posicionava ao meu lado e derramava em mim seu olhar enorme e doce, negro como seus pelos.
Nos amávamos. Nós a ele e ele a nos.
Por isso aceitei operá-lo. Nunca imaginei que ele fosse cardíaco. Não apareceu nada nos exames. Na ultrassonagrafia. Tudo estava Ok apenas senil, disse a veterinária. Mas a senilidade foi fatal junto com o coração idoso – teve três paradas cardíacas, e, mais uma vez vejo-me despedindo-me de alguém a quem muito amei e amo.
Fiquei com ele até o último suspiro. Falei com ele. Dei-lhe força e ânimo. Não adiantou. Foi-se. Seu coração grande e lindo parou de bater. Ele tinha um problema no coração e o sangue já não bombeava para o corpo. Complicou tudo....
E, ainda no domingo passado fomos ao parque, não nos deixaram entrar. Demos uma volta de carro e voltamos para casa.
Creio que quando perdemos um amigo nos tornamos menores.
Nossas referencias diminuem. O mundo meio que se achata.
Ficamos doloridos. O coração apertado. A  tristeza toma conta.
Vazio que não serão preenchidos por nenhum outro ser vivo.
Não posso evitar as lágrimas  de  minhas saudades... Pedaço diferente da mesma dor!
Obrigada, Bandith.
Conviver com você foi de muita valia para meu crescimento.
DD_ Delasnieve Daspet em 1º de julho de 2012 – 23,06 hs