quinta-feira, março 04, 2010

BRASIL BOIADEIRO

















quinta-feira, 4 de março de 2010

Expedição Mato Grosso do Sul

Em 18 de Fevereiro, uma quarta-feira de cinzas, rumamos novamente para o Mato Grosso do Sul, dessa vez com a equipe completa, fotografo e produtor: eu e Marcos Vargas, responsáveis pelo documentário fotográfico, repórter, cinegrafista e sonoplasta do Canal Rural: Cássio, Demétrio e Clóvis, encarregados do documentário para TV dessa emissora.
Fomos recebidos em Campo Grande por Delasnieve Daspet, Marley Sigrist, Edílson Aspet e Nelson Vieira. Em 19/02 a equipe entrevistou Nilde Brun, da Fundação de Turismo, e Américo Calheiros, Secretário de Cultura do Estado. Durante a noite assistimos e registramos uma apresentação do Grupo de Dança Camalote*, que trouxe em sua coreografia danças folclóricas como Catira, Siriri e Xamamé.
O Canal Rural entrevistou a Chefe de Cozinha Dedé que, em parceria com o Chefe Paulo Machado, desenvolveu um projeto de preservação das receitas tradicionais da gastronomia pantaneira, já citado por mim nesse blog.
Recebemos, ainda em Campo Grande, um novo integrante em nosso grupo, Dalfran, que dirigiu a Van, que foi colocada a serviço de nosso projeto pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e que nos levou à Fazenda Cacimba de Pedra, que foi nossa Base de trabalho no Pantanal, até o final da expedição em 28/02.
Nessa etapa o projeto contou ainda com o apoio de um avião, oferecido pelo Governo do Estado, que nos possibilitou captar imagens aéreas, que farão com que os expectadores de nosso trabalho tenham uma idéia melhor da geografia do Estado de Mato Grosso do Sul, além de nos viabilizar a chegada em locais sem acesso por terra, devido ao período de cheia do Pantanal. Ganhamos assim novos companheiros de equipe: Capitão Ênio, Capitão Katiane, Soldado Jardel e, mais tarde, o Tenente Amador. Sob o comando do Capitão Ênio, eram esses os responsáveis por nossas missões aéreas.
Agradecemos a especial atenção que nos dispensou a Coordenadoria de Policiamento Aéreo e seu coordenador geral, Coronel José Tadeu.
Vivemos ótimas experiências juntos e do ar conseguimos visualizar o que em teoria haviam nos passado: que existem diversos e diferentes pantanais, cada qual com seus ciclos de cheia e seca. Enquanto nas Fazendas: Piúva, Cacimba de Pedra, 23 de Março e Santa Cruz o solo estava seco, na Rio Vermelho apenas a casa sede, pista de pouso e algumas poucas elevações estavam fora d’água. Nessa ultima fazenda passamos por uma situação surreal, aos olhos urbanos de muitos, nosso avião encalhou no terreno molhado da pista de pouso, creio que poucos ouviram falar na difícil tarefa que tivemos: desencalhar um avião.
Não bastando isso, fomos levados à sede da fazenda em um barco puxado por mula. Um meio de transporte muito usado pelo pantaneiro, na cheia, pois com apenas um animal pode-se transportar várias pessoas e objetos, seria algo como uma carroça fluvial, ali chamada de “barco chinchado”**.
Nessa situação o gado fica, durante a noite, nas elevações secas e delas sai pelo terreno alagado durante o dia para pastar da vegetação submersa ou com as pontas fora d’água. Os bezerros em amamentação permanecem em terra firme e suas mães retornam do pastoreio, de tempos em tempos, para os amamentar. Predomina nessa paisagem o gado nelore*** e é incrível observar como esse animal se adaptou plenamente a essa situação e passa por esse período adverso com ótima condição de saúde, parecendo ter, essa raça bovina, origem pantaneira.
Sobrevoamos também a Serra do Amolar, um maciço rochoso que se eleva ao norte do Panatanal de Mato Grosso do Sul e que recebeu esse nome por ter em seu solo pedras que se prestam a amolar facas ou ferramentas. Uma paisagem de tirar o fôlego por sua beleza, tanto que nos adiantamos no horário sendo-nos impossível retornar à Fazenda, cuja pista de pouso não dispõe de iluminação noturna.
Pernoitamos em Corumbá e lá conhecemos o trabalho do Instituto Homem Pantaneiro. Seu presidente, Rubens de Souza, nos mostrou um prédio histórico, próximo ao Porto de Corumbá, em restauração pelo Instituto, para ali implantar um novo Espaço Cultural para a cidade. Essa entidade trabalha pela preservação do Pantanal e tem adquirido terras na região, transformando-as em reservas permanentes, uma iniciativa realmente maravilhosa.
Visitamos ainda outro bioma de serra, a Serra da Bodoquena, onde contamos com o apoio da Prefeitura Municipal de Bodoquena e do casal Acylino e Regina, proprietários do Hotel Fazenda do Betione. Visitamos a Fazenda Boca da Onça, onde fomos recebido pelo Roni, que nos levou ao topo e depois ao pé da Cachoeira da Boca de Onça, uma queda d’água de 170 metros. Conhecemos ainda a criação de Guzerá**** dessa fazenda, que dispõe de excelentes matrizes dessa raça.
Acylino e Regina nos hospedaram em sua propriedade, que é cortada por um rio transparente com lindas quedas d’água, destacando-se a Cachoeira do Pedrosian. Nos prepararam uma apresentação do grupo de Folia de Reis local e ainda nos apresentaram aos índios Kadwéu. Essa etnia é chamada popularmente de Índios Cavaleiros, pois, no passado, domesticaram cavalos deixados pelos primeiros espanhóis que visitaram o pantanal, tornando-se exímios cavaleiros, o que provocou mudanças em sua cultura, influindo em todo seu modo de vida.
Os Kadwéu usam calça de couro, especial para montaria, ao invés de tangas e criam cavalos e gado bovino. Esses índios foram aliados do governo imperial brasileiro, por ocasião da Guerra do Paraguai, tendo desempenhado importante papel em nossa vitória nesse conflito, o que motivou a doação de 530 mil hectares de terra, feita por Dom Pedro II, a essa tribo. Desses indígenas registramos a produção de cerâmica e a realização de uma pintura típica, que fazem no corpo de seus cavalos. Sua pintura tem caracteres com simbologia definida e reconhecida por eles, sendo assim uma forma de escrita com ideogramas.
Ainda na Bodoquena, Acylino nos levou ao Sr. Luiz, antigo organizador de comitivas*****, que tem o corpo marcado por diversos acidentes que teve no transporte de gado. Ele nos fez uma demonstração da formação de uma tropa com mais de 60 animais. Esse homem muito bem representa a fibra e coragem do boiadeiro de Mato Grosso do Sul, um homem forte que sobrepuja as forças da natureza, tornando-as aliadas.
Terminamos nossa expedição na Fazenda 23 de Março, onde assistimos a uma prova de laço, durante a qual pudemos observar as habilidades dos peões pantaneiros. Também provamos do churrasco tradicional, preparado pelo proprietário João Julio, que nos serviu carne oreada****** e cordeiro, ambos orgânicos, assados à lenha de angico. Essa fazenda, por iniciativa de seu proprietário, cultua as tradições pantaneiras em seu cotidiano e, em breve, será objeto de um artigo nesse blog.
Retornamos do Mato Grosso do Sul com farto material, eu com cerca de 1.500 fotogramas e o pessoal do Canal Rural com 13 horas de gravações. Isso possibilitará o registro da rica cultura desse Estado, numa iniciativa que pretende preservar, valorizar e divulgar o Patrimônio Cultural Imaterial do povo sul-mato-grossense, o que nos será possível graças aos nossos patrocinadores e ao incondicional apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
Agradecemos especialmente à Fátima, da Aguas do Pantanal, que foi imprescindível ao sucesso dessa expedição, e a Adélia,Terezinha e Fernando, da Fundaçao de Turismo de Mato Grosso do Sul.
Ao Sr. André Puccinelli, Governador do Estado, ficamos eternamente gratos por sua inestimável ajuda ao projeto Brasil Boiadeiro e apoio à cultura popular local, cuja riqueza de costumes e tradições engrandecem ainda mais nosso Brasil.


* Camalote - nome popular de uma planta aquática flutuante do Pantanal.
** Chinchado - Preso à chincha. Chincha é um tipo de cinta com argolas colocada sobre os arreios dos cavalos, na qual o cavaleiro prende a extremidade final de seu laço ou corda para puxar ou sustentar algo laçado ou preso à outra ponta.
*** Nelore - Raça bovina, adaptada ao Brasil, mas de origem indiana, originalmente denominada Ongole.
**** Guzera - Raça bovina, adaptada ao Brasil, mas de origem indiana, originalmente denominada Kankregi.
***** Comitivas - Grupo de peões transportando boiadas. As comitivas ainda são frequentes no Pantanal. O gado é tocado, numa marcha lenta, podendo este pastar durante o trajeto.
****** Carne Oreada - Tipo de carne salgada e depois seca, normalmente pendurada em varais ao sereno da noite.





sábado, fevereiro 27, 2010

Nenhum Elo




Nenhum Elo.
Delasnieve Daspet
Um dia a certeza da solidão.
Nem amigos; nem parentes, ou um amor.
Mas preciso falar, por isso escrevo,
e escrevendo, condeno-me mais e mais
à sozinhes, pois permaneço apenas espírito.
Escrevendo eu conto a minha fala,
não importa que ninguém ouça ou leia,
pois sou eu mesma quem precisa
ouvir, falar e compreender.
Ouvindo, falando, compreendendo
liberto-me dos costumes arraigados,
de hábitos desnecessários
que me tolhem o viver e o repensar.
Quebro-me contando o tempo que resta,
pensando na hora da partida...
Alguém chorará?
Alguém sentirá falta?
Como o botão de rosa arrancada
de sua haste partirei como cheguei -
sem deixar nenhum elo,
nenhum sopro de esperança....
Feneço como a cigarra, cantei,
alimentei sonhos, ri e fiz rir,
palhaça de ilusões!
DD_09-04-03 - Campo Grande MS

PAZ


aniversario

Marcel e Edelmira
Tia Lidia




Jazinha e Carminha

Jazinha e LOU
DD e Carminha


amigas...


Aida - VAnda e....

Caminhada da PAz


domingo, fevereiro 21, 2010

Cada lágrima que guardo ... - Poesia -

 Cada lágrima que guardo ...
Delasnieve Daspet
Somos tão absurdamente frágeis ...
Tão frágil que não entendo que
Somos apenas humanos.
Questiono-me, em alguns momentos,
De solidão recolhida,
Qual o propósito da vida?
Quanto tempo vamos durar?
Qual é a nossa missão?
Que existe, existe ... Não teria sentido
Estarmos por estar, apenas!
Olhar o pôr-do-sol, uma gota da chuva,
O riso, vivendo, amando, odiando,
Magoando, chorando, sorrindo, estamos aqui,
É este o nosso destino?
Como preservar-nos?
Existe um dia definido para as coisas?
De que vale uma vida que sorrimos ou
A morte Lamentamos que?
Canto-a hoje ... Canto-a sempre ...
Canto-a porque, eu e ela nós,
Quando - nascemos chegamos juntos,
Anunciada ou escondida cada dia,
Sinto-a tão presente, mansa e sorrateira,
Com sua ceifadeira!
Enfeito-me ó morte, vivo-a em vida ...
Vivo em toda a essência,
Aproveitando que o ideal me abrasa
E que me faz parte de um Todo!
Meu destino meu fim,
Tão igual ao Milhares de ...
Imperscrutável!
Não serei nem lavada com mirra ou incensos,
Não estarei nem coberta de ouro ou pedras,
Mas, na cova rasa, Terra de ...
No céu, a lua é quase nova,
Mercúrio e Vênus ingressam em Capricórnio,
Aqui na Terra - nenhuma alma de boa vontade
Pode explicar como mutações tão radicais que
Chegam ...
Tornamos tudo mais difícil,
Mantemos tantos Conflitos,
Promovemos guerras e preconceitos,
Ainda não Percebemos que estamos
Num processo de mutação radical
E que estamos saindo de cena ...

Em meu peito, cada lágrima que guardo,
É para chorar porque sou humana,
Demasiadamente humana ....
Em Campo Grande MS
Às 23,30 hs

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Poesia




Dissimulada
        Delasnieve Daspet

Sorris.
Nem ergues o sobrolho.
Tens a voz suave.
Nem arrogante és.


Impressionas a todos com
Tua doçura.
Mas é isto que te torna perigosa,
Pois és falsa.
Uma vilã!

Tens cara e jeito de anjo,
Trejeito de boa pessoa.
Mas és diabólica,
Ages na surdina,
Aprontas na encolha.


Teu ferrão é quem te derrota
Dia a dia aprofundas
O destino que cavas:
Tua sozinhez!
DD_08-01-2002 - Campo Grande MS














sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Palavras... ( Poetrix 3 )


Palavras... ( Poetrix 3 )
Delasnieve Daspet
I
Eis-me, de novo,
Tateando, às cegas,
Esta forma de poetar...
II
Quero porque quero
Poetrix aprender,
Nem me abalo se não der.
III
Falsifico as letras,
Vala comum
De sonhos não realizados...
IV
Se não forem o que penso
estes versos que faço
São tercetos com certeza ...
V
Escolhi como tema,
- a fria morte -
Nuances do adeus.
VI
Não... não digo adeus...
meu pensamento, minh´alma inteira,
te seguirão na aternidade!
VII
A esperança, aurora suave,
páira na atmosfera,
Flutua nas ondas do éter...
VIII
Tenho de ir, a vida segue...
Mas é nos teus olhos
Que eu gostaria de ficar.
IX
Negra noite... a escuridão rasgada pela
rápida claridade dos relampagos,
Que como ogivas caíam dos céus...
X
Sinistramente as árvores
gemiam...
Almas em penitência.
XI
Toda minh´alma estremece
Ansiosa para abandonar este corpo
E projetar-se no espaço.
XII
Que a luz se acenda
E me permita acompanhar
Almas amigas de minha evolução...
XIII
Gélica mão,
Profunda saudade,
O silêncio toma conta.
XIX
Já não me verás...
Teus sorrisos, teus beijos,
Outra gozará...
XX
Triste que sou,
Nem me percebes roubar de teus lábio
O nectar suave do amor.
XXI
Entre juncos corre sereno,
Nas águas prateadas,
Cintilou o dourado raio de sol.
XXII
E no olhar seco como deserto,
Mentira é o que
Pairava no teu sorriso.
DD_20/12/09 - Campo Grande-MS

sábado, janeiro 30, 2010

Poesia


Despedindo-me do passado...

Delasnieve Daspet


Foi tudo tão breve.
A tua presença, estrela peregrina,
foi tragada pela terra,
naquela noite triste.

O céu fez questão de ocultar
qualquer lembrança tua,
e no silêncio profundo,
que validade teriam minhas saudades?

Duas lágrimas quentes rolam pelas faces,
pois te lembro, tênue luz brilhante,
que o tempo vai esmaecendo...
Mas, vou me lembrar para sempre!

Oh! quantas vezes te busquei?
Vasculhei oceanos, desci a abismos,
viajei o cosmo inteiro.
Movi céus e terras,
finalmente, te encontrei!

Pássaro errante,
sinto tua presença
como sinto o vento.
Sei que estas ao meu lado,
mesmo não te vendo!

Te ouço, te sinto, te espero
séculos e séculos.
Perdura, em mim, o som de tua melodia,
e me chegas no frescor da manhã,
como uma rosa matutina.

Despeço-me do passado triste e solitário,
sei, hoje, o meu destino,
sem ti, tudo foi dor e treva..
Mas eu te encontrei,
juro, ser tua, para sempre!
DD_17 - 04 - 04 - Campo Grande MS

domingo, janeiro 24, 2010

Carta nº XI - Para meu Pai


Carta nº XI


Pai,

Hoje, não te escrevo à luz de lamparinas no silêncio da noite.
A parede que me rodeia é cheia de luz, clara, não como aquela pálida e oscilante luz de outrora. Minha mesa é de fina madeira, teclo num computador, e, a casa não é aquela de
de barro amassado, piso batido, telhado de capim, sem forro que deixava passar a ventania chorosa do pantanal.

De madrugada já não vou ao mangueiro soltar os bezerros, já não trato dos animais, cuido apenas dos pratos da Misha e do Bandit e dos passarinhos ( bem-te-vis, pardais, sabiás, joão-de-barros ) que fazem algazarra e me cobram a alimentação da manhã. Não, pai, não os tenho preso, são livres como o sol da manhã, apenas vem em busca do seu farnel diário. Os acostumei assim. São mansos e me premiam com lindos cantos.

Eu te escrevo, hoje, para te dizer que ainda vivo do amor que me ensinastes, como o mais nobre dos seres humanos, e, se em outras vidas retornar, e, isso deverá ocorrer face as minhas necessárias lapidações, gostaria de voltar a ser sua filha.

A saudade do teu carinho e da tua amizade leva-me ao Rancho Alegre de minhas recordações...

Gostaria de afagar as tuas mãos calejadas e trêmulas das lidas campesinas – que hoje transcendem a luz, pois já não és deste mundo onde sonhamos e sonhamos e quase nada realizamos.

A morte, meu pai, é parte da vida mas não dissolve os elos do espírito, por isso estamos sempre juntos, seres afins - na melodia do tempo.

Não a temo e a aguardo sempre, é verdade que nunca estamos prontos... mente quem diz estar apto para realizar a passagem... sobra sempre o imaginário - criações de nossas mentes.

O olhar se estende no infinito buscando o que esta além do incomensurável, e, o tempo se dobra, inclemente, e vejo surgir no horizonte, ainda que distante, palidamente, o caminho que seguiremos...

E sei que a qualquer hora estarei chegando para continuar a viagem pelo infinito porque aqui á apenas uma passagem, e, a minha espera sei que estarão os amigos de outras eras, e, tu meu pai ao lado de mamãe, frondosas árvores que me ofereceram sombra, dedicação e amor fraterno.
Até logo!

Delasnieve Daspet
DD_24-01-2010 – Campo Grande MS

sexta-feira, janeiro 22, 2010

...AS LÁGRIMAS LAVAM A ALMA - Delasnieve Daspet



... As Lágrimas Lavam A Alma!
Delasnieve Daspet
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=101911&cat=Poesias

Há quem goste de cutucar feridas;
De ver o sangue pingando;
Não deixar o machucado secar,
Não permtinto que lindas quimeras
Voltem a sonhar...


Os tempos mudaram mas a dor de cotovelo,
A possobilidade da perda,
A dor contínua da espera,
Do amor que esta fadado a morrer...
Angustiante, permanecem únicos,
Nos fazendo esmorecer!


Quando se perde um amor,
O vazio e a desilusão, são iguais.
Não se come, não se dorme, não se vive,
A tristeza atravessa o peito, o ar se esvai.
E todas as noites, no travesseiro amigo,
Depositário de nossas lágrimas,
É que encontramos consolo e paz...

Ah! quem já não passou por esta dor?!
Quem já não encheu um amigo de lamúrias,
Já não fez loucuras ?
Vou fundo na tristeza,
Busco dentro de mim o meu eu.
Procuro as respostas que não chegam...
Infinitamente reverbero
Do reflexo de luz que emana
No vento, na luz, n´ água , nas chamas,
E descubro, em nublado olhar, que
As lágrimas lavam a alma!
Campo Grande_MS
23,00 hs - 14-01-05


quinta-feira, janeiro 21, 2010

O silêncio das Almas


O Silêncio das Almas

Delasnieve Daspet



Desnudo-te.
Fito teus olhos e passeio em teu corpo
Mal dormidas noites de saudades
Que suspiram numa mente sem lembranças.


E o que vês em meu olhar
Com certeza não traduzirá
O que o tremor do meu corpo dirá ao teu,



Não digas nada, pois, nada é preciso.
Ao teu lado, convexa, anverso, reverso, sou eu.
Observa e aprende: no silêncio das almas
Está a liberdade do amor.
DD_13.08.05 -Campo Grande MS

terça-feira, janeiro 19, 2010

http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm



Varal nº 05 Edição 421 - Ano 9 - Grupo de Poesias Luna & Amigos

Tema Chuva Fina

http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Beijo de Adeus...


Beijo de adeus...
Delasnieve Daspet

Uma profunda paz desceu sobre os olhos;
O tempo parou... esperava.
Que não haja tristeza no adeus!

Ternas palavras subiam ao olhar,
Com o pôr do sol o dia terminava...
A estrela da tarde se aproximava,
Como um clarim, a chamar...
O que dizer ?

Eis que chega a hora da partida.
Um vento leve, brisa suave do alvorecer,
Perfeita alegria.

Nos lábios o toque da morte...
Ceifada a flor no beijo de adeus!
DD_ Campo Grande-MS, 16.10.09

Através da Vidraça...


ATRAVÉS DA VIDRAÇA
( HOMENAGEANDO DD)
Aconteciam festas
Arco-íris de luzes, janelas abertas
Recebiam sons e risos
Da casa impregnada de alegrias
Papai Noel de corpo inteiro
Em corpo de mulher
Envolta em arminhos
Capuz vermelho,rosto saudável
E a pinta,ah... a estigmatizava!
A serena presença
Não era vulto por entre as frestas
Descortinando o futuro chegante
Era ela,a mulher forte,transparente
Amiga,batalhadora,onipresente!
Nas mãos, a coleta de presentes
Conquistados,merecidamente
Nesse ano que, rapidamente, se finda
Para recomeçar mais um outro,bem novo
De belas emoções,renovações
De quem colheu tanto, entre tantos,
Na grande família "Poetas del Mundo"!

Arahilda Gomes Alves, ante a imagem de
Boas festas,de Delasnieve,hoje 31/12/2009-18,30h

domingo, dezembro 27, 2009

Todos Os Natais Que Não Passei


Todos Os Natais Que Não Passei

Delasnieve Daspet

Gostaria de voltar ao tempo

Em que o Natal era o melhor dia do ano.

Criança, feliz com qualquer bala,

Que encontrasse debaixo da cama,

Onde Papai Noel tinha deixado...

O Natal, de hoje, não tem a menor graça,

Tudo tão mecânico e sofisticado,

Já não vejo os burburinhos,

As esperas, nas janelas, sem pressa,

Com sorrisos de felicidade estampado ,

E o vestido de chita cheirando guardado.

Perfume de alfazema e

Flores para enfeitar a saudade

Espiando minhas lembranças, me emociono,

Fico olhando as pessoas irem e virem,

Entrando e saindo, procurando, procurando..

O que buscam, realmente?!

Panetone, tender, rabanadas,

Ou acabar com a falta de afeto,

E a solidão anunciada ?

Buscam... eu sei o que buscam...

Buscam um último raio de sol antes do anoitecer,

Uma nota, um compasso, a composição...

Procuram os caminhos dos vales,

Quando o que se busca esta no coração...

Sinto saudades de todos os Natais que não passei,

Sinto saudades das alegrias que não vivemos,

Sinto falta das coisas que não fizemos,

Sinto falta da Tua Luz pois agora sei

Que sempre é mais escuro ao amanhecer!

**

Delasnieve Daspet

Campo Grande-MS, 14 de dezembro de 2004.

23,43 hs

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Mensageiro


Mensageiro
Delasnieve Daspet

Quando retornas?
No teu nascimento questiono tua volta...
Te necessitamos agora,
A fome enconva millhares,
Outros, a violência - extermina,
O descaso abandona - crianças e velhos
Perambulam pelas cidades à tua espera....


Tua presença é necessária,
Corajoso e decidido
Denunciarás os desmandos.
Anunciando novo modo de ser e de fazer...

Claro, te contestaríamos de novo,
Até - quem sabe - voltaríamos a te crucificar...

Tua voz mansa e suave
Faz estremecer as bases.
O neo-liberalismo te teme, libertas,
Enquanto escravizam os menos favorecidos.

Tua presença já tarda,
Condenarás a injustiça social,
A corrupção de centenas,
A vida sem dignidade...
Organizarás um novo levante!

E a tua arma como sempre
É a Palavra,
Como começo, meio e fim.

És o porta-voz do justo,
O testemunho do amor total,
Expressão de alegria e esperança!
DD_23_12-08

sábado, dezembro 12, 2009

AOS AMIGOS DO MENSAGENS DO LUNA&AMIGOS



O Grande Presente
Delasnieve Daspet

Natal - os seres humanos ficam mais amáveis,
Trocam presentes, carinhos...
Nesta data lembramos
O grande presente que ganhamos!

A escolhida foi Maria,
Sobre ela bênçãos e graças,
Em seu ventre a luz, a proposta de
Transformação da sociedade.

E a a resposta
Ficou a critério de cada um
DD_22.12.08


TURMA AMIGA DO GRUPO DE MENSAGENS LUNA&AMIGOS

OBRIGADA PELO CARINHO E ATENÇÃO ESPERANDO ESTAR

COM VOCES TODO O ANO DE 2010.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO!











segunda-feira, dezembro 07, 2009

sábado, dezembro 05, 2009








Reminiscências...
Delasnieve Daspet
Incenso.
Cheiro de madeira...
Teu odor e calor atravessavam minha pele.
Há reminiscências que se perpetuam
Como ecos do passado.
Fecho as portas das conveniências sociais,
Abro as da imaginação.
Com a alma liberta
me entrego a pratica do que me faz feliz.
Navego e navegas em mim.
Acendo as velas,
perfumo nosso jardim.
Queria deitar-me em teu colo,
sentir teus lábios quentes, te amar.
No burburinho da manhã
com o gorjeio dos pássaros acordar.
Lembrar o ontem ainda machuca
e acordo com o gosto amargo do suave
e doce pranto, até hoje, ainda triste!
O silêncio e o medo estrangula
sem coragem abro os olhos e fecho a porta.
Abandonada no fragor da tempestade,
Nossas vidas pulverizadas, sem luz,
somem na claridade do tempo.
DD_20-10-03 - Campo Grande MS









































































































sexta-feira, dezembro 04, 2009















Beijo de adeus...
Delasnieve Daspet



Uma profunda paz desceu sobre os olhos;
O tempo parou... esperava.
Que não haja tristeza no adeus!



Ternas palavras subiam ao olhar,
Com o pôr do sol o dia terminava...
A estrela da tarde se aproximava,
Como um clarim, a chamar...
O que dizer ?



Eis que chega a hora da partida.
Um vento leve, brisa suave do alvorecer,
Perfeita alegria.



Nos lábios o toque da morte...
Ceifada a flor no beijo de adeus!
DD_ Campo Grande-MS, 16.10.09

domingo, novembro 29, 2009

Poesia - Delasnieve Daspet



Será possível amar assim ?
Delasnieve Daspet – 29.11.09


Tu que abres mentes e corações
Que mostra os caminhos mais nobres
Nos anseios do amor, dissestes:
“Amem-se uns aos outros...”

Tão difícil, Senhor, este mandamento!
A questão é amar os outros como nos amastes...
Nosso amor é calculista, a espera de loas,
Retribuições... um amor tão pequeno!

Não é fácil a proposta...
Vivemos numa sociedade de bajuladores,
E a mão que afaga hoje
É a que faz escárnio – amanhã!

Amem-se...
Como poderemos amar assim ?
Só é possível o amarem-se
Pautando nosso viver na paz e na liberdade.

Somente despojados do preconceito profundo
Livres da fantasia do real e do imaginário,
Conhecendo crenças e idéias diferentes...

Então, Mestre, o amor não será
Um mero sentimento
Mas uma ação concreta.

E o mundo calculista e invejoso
Será de paz e de serenidade.

E no coração de todos reinará o amor aos outros,
Aos que me amam e aos que não me amam,
Aos que eu gosto e aos que não suporto,
Amigos e inimigos, ao bem e ao mal...

Um amor que tudo renova...
Será possível amar assim ?
- Amem-se uns aos outros... como eu vos amei... ( João, 13, 14 ) -

sexta-feira, novembro 06, 2009

SOMOS PELA VIDA CONTRA AS DROGAS!


Sem chance, não dou pérolas a porcos,
Questionada se não iria responder aos ataques que temos sofridos por exdrúxula figura, nada mais temos a dizer.
Tudo já foi dito. Exaustivamente.
Digo apenas - que não dou pérolas a porcos.
No mais o que a figura deseja e manter ibope a nossas custas - vai chafurdar solito. Em boa lama.
Todos os argumentos e falatórios caem no vazio - não tem eco... apenas mostra a fossa que existe entre pessoas
que lutam o bom combate - pessoas comprometidas com o social, pessoas que são amigas, pessoas solidárias,
pessoas que respeitam seus semelhantes, que não prejulgam, que não se acham superiores aos outros!
Agora, essas pessoas que se acham acima de quaisquer erros, que não tem compaixão e que tiram as outras pela sua própria maneira de ser, são seres humanos ôcos e nem merecem nossa atenção.
Vamos deixa-las no ostracismo, morrerão em seu prórpio veneno.
Assim é que funciona.
Vamos ao que interessa:
SOMOS PELA VIDA CONTRA AS DROGAS!

Domingo

Dia 8 de novembro

Caminhada em direção ao Leme

Concentração a partir das 14 horas

No Posto 6, em Copacabana

Em frente ao posto de salva-vidas

Hoje nossa campanha ganhou um forte apoio: Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio de Janeiro.
Não podia ser diferente. A OAB sempre pautou por batalhar as causas dos cidadãos.
É o que se faz neste caso - não se luta por quem matou ou por quem morreu - luta-se para que não hajam novas mortes, novos assassinatos, novas perdas.
LUTAMOS PELA VIDA E CONTRA AS DROGAS!
Delasnieve Daspet
Embaixadora Universal da Paz
Embaixadora para o Brasil e Sub-Secretária para as Américas de Poetas del Mundo

domingo, outubro 18, 2009

Atualização do www.lunaeamigos.com.br


http://www.lunaeamigos.com.br:80/lunas/especiais.htm

http://www.lunaeamigos.com.br/index2/index2.htm

http://www.lunaeamigos.com.br/mulher/indice.htm

http://www.lunaeamigos.com.br/dia_do_poeta/indice.htm


http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal44ano8.htm

http://www.lunaeamigos.com.br/classificados/vassouras.htm

Delasnieve Daspet


No site do Antonio Poeta:
http://delasnieve-daspet.blogspot.com

No site da Lúcia Pereira:
www.outraseoutras.blogspot.com

Américo Calheiros - David Cardoso e Eu

Foto de Rodrigo Ostemberg

Eventos



PROGRAMAÇÃO 2009 CENTRO DE CONVENÇÕES 1 DO HOTEL ARMAÇÃO
Porto de Galinhas - PENA INTERNET: www.fliporto.net
DIA 7 (SÁBADO) - 11 - 09
14:00h – “Editores de sites literários, investimento ou desperdício?” Antonio Miranda, Delasnieve Daspet e Cláudia Cordeiro narram suas experiências no desenvolvimento de seus sites literários e abrem debate com o auditório. (Transmissão ao vivo)

Poesia...




Hora de Acordar...
Delasnieve Daspet

No dia a dia descortinam-se
Barreiras de indiferenças
Do homem para com seus semelhantes,
Do homem para com a natureza,
Do homem para com a Humanidade....

Criados para o amor
Temos nos refugiado na descrença,
Criados para viver
Temos nos aperfeiçoado no matar ou morrer...

Criados para a luz
Inventamos – no egoísmo – na falta da sensibilidade
A escuridão para a vida!

Noites sombrias de embriaguez,
- em loucos delírios –
Aumentamos o vazio da existência...

Criados para a alegria
Nos perdemos para a satisfação do momento
No nosso labirinto íntimo...

Não seja indiferente...
Ouça o chamado... vem... vem, agora!
Saia de dentro de ti,
Da prisão de tua frieza,
Da escuridão que te cobre...

Vem!
Vem, para fora!
Saia do teu íntimo egoísta,
Reveste a alegria e da liberdade,
Na construção de um mundo de PAZ!

Vem!
Te chamo.... Chamo a ti e a todos,
Está na hora de acordar,
Está na hora de jogar para o escanteio,
A fome, a miséria, a injustiça e a guerra,
E tantas outras violências...

Vem!
Te espero e te busco nesta caminhada!
Abra os olhos e o coração
Para partilharmos o incomensurável dom da vida
Que recebemos!
12-03-08

domingo, outubro 11, 2009

Daisaku Ikeda


sábado, outubro 10, 2009

Varal do Luna&Amigos

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VARAL Nº 43 - ANO 8 - "De Passagem..."

quinta-feira, outubro 08, 2009

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
OAB-MS denuncia precariedade de presídios do Estado à Comissão de Direitos Humanos da OEA
08/10/09 09:15Por: Reprodução/Correio do Estadohttp://www.oabms.org.br/noticias/lernoticia.php?noti_id=6757
http://www.correiodoestado.com.br/?conteudo=destaque_detalhe&destaque_id=10144



Foto:Elizabeth Nogueira - OAB/MS

Da Redação

A precariedade do sistema carcerário de Mato Grosso do Sul está sendo denunciada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). A medida foi adotada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, diante da gravidade da situação, constatada durante as recentes visitas de inspeção da equipe do Mutirão Carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como em razão da falta de providências para a solução do problema.
A superlotação dos estabelecimentos penais, detentos de regime semi-aberto cumprindo pena no fechado, insalubridade, falta de trabalho e outras irregularidades são alguns dos pontos citados na denúncia.
"O que se tem nos presídio de Mato Grosso do Sul é a negação plena da condição humana daqueles que ali cumprem pena. As fugas constantes e reiteradas, são perfeitamente naturais nesse ambiente de horror e medo. Aliás, plenamente justificadas pela simples verificação dos espaços onde pessoas são recolhidas. Algumas pocilgas são espaços mais dignos do que os alojamentos dos nossos presidiários", diz o presidente da OAB-MS, Fábio Trad, na reclamação encaminhada à Comissão Interamericana.
De acordo com levantamentos da Comissão de Direitos Humanos da Seccional da Ordem, os presídios do Estado têm capacidade instalada para 5.251 detentos, entretanto, hoje abriga mais de 10.500, o dobro de suas condições.
A presidente da comissão, Delasnieve Miranda Daspet de Souza, cita que "a precariedade dos alojamentos e a condição inominável em que estão recolhidos os condenados é chocante. Presos deitados no chão das celas e até no "boi" (banheiro), sem colchões, no chão gelado; lixo por toda parte; agentes penitenciários em número insuficiente; esgoto a céu aberto no pátio, levando o odor fétido para o interior dos alojamentos; homens clamando por atendimento médico e jurídico; detentos com doenças transmissíveis junto aos outros; baratas e ratos"
Em sua visita ao Estabelecimento Penal de Regime Semi-Aberto Urbano, por exemplo, o juiz federal Roberto Lemos, coordenador do mutirão em Mato Grosso do Sul, encontrou 73 detentos em regime fechado, sob a alegação de que eles estavam retidos porque não tinham conseguido emprego. Com isso os internos acabavam regredindo de regime (semi-aberto para fechado).
Outro exemplo de precariedade é a Unidade Educacional de Internação (Unei) Novo Caminho, no Jardim Los Angeles. No local, destinado à internação de menores infratores, a equipe do Conselho Nacional de Justiça detectou várias irregularidades, como superlotação, falta de higiene, alojamento com iluminação e ventilação insuficientes, e falta de espaço para internos que necessitam de isolamento ou estejam doentes. Isso levou a Defensoria Pública a pedir a interdição da unidade, com a remoção dos menores.
A OAB-MS afirma que, esgotados os recursos internos disponíveis, quer que a Comissão Interamericana da OEA declare que o Estado brasileiro viola dispositivos da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), que desde 2002 recomenda medidas com intuito de solucionar a situação dos presídios, como também a Declaração e Convenção dos Direitos da Criança; Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça de Menores e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Paralelamente, pede que o organismo internacional, entre outras providências, recomende ao Governo brasileiro que interdite os estabelecimentos carcerários que não respeitam as regras da arquitetura prisional ou que sejam inadequados à vida reclusa e à dignidade da pessoa humana, com a responsabilização das autoridades judiciais que se demonstrarem omissas.


sábado, outubro 03, 2009


ATUALIZAÇÃO DOS VARAIS DO LUNA&AMIGOS
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/ano08.htm
Arte: OLGA FONSECA

Varal n. 31 Edição 395 - Ano 8
AMIGOS
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal31ano8.htm

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Varal n. 32 Edição 396 - Ano 8
SITUAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal32ano8.htm

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Varal n. 33 Edição 397 - Ano 8
AMOR PROIBIDO
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal33ano8.htm

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Varal n. 34 Edição 398 - Ano 8
Por imagem
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal34ano8.htm


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Varal n. 35 Edição 399 - Ano 8
Por imagem
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal35ano8.htm

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Varal n. 36 Edição 400 - Ano 8
MEDITAÇÃO
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal36ano8.htm

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Varal n. 37 Edição 401 - Ano 8
AMOR DE PERDIÇÃO
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal37ano8.htm


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Varal n. 38 Edição 402 - Ano 8
RECORDO-TE
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal38ano8.htm


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Varal n. 39 Edição 403 - Ano 8
A JUSTIÇA RICA EM FALHAS
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal39ano8.htm

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Varal n. 40 Edição 404 - Ano 8
O CAMINHO É A PAZ
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal40ano8.htm

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Varal n. 41 Edição 405 - Ano 8
ABRAÇO
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal41ano8.htm

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Varal n. 42 Edição 406 - Ano 8
ETERNIDADE
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal42ano8.htm