domingo, fevereiro 21, 2010

Cada lágrima que guardo ... - Poesia -

 Cada lágrima que guardo ...
Delasnieve Daspet
Somos tão absurdamente frágeis ...
Tão frágil que não entendo que
Somos apenas humanos.
Questiono-me, em alguns momentos,
De solidão recolhida,
Qual o propósito da vida?
Quanto tempo vamos durar?
Qual é a nossa missão?
Que existe, existe ... Não teria sentido
Estarmos por estar, apenas!
Olhar o pôr-do-sol, uma gota da chuva,
O riso, vivendo, amando, odiando,
Magoando, chorando, sorrindo, estamos aqui,
É este o nosso destino?
Como preservar-nos?
Existe um dia definido para as coisas?
De que vale uma vida que sorrimos ou
A morte Lamentamos que?
Canto-a hoje ... Canto-a sempre ...
Canto-a porque, eu e ela nós,
Quando - nascemos chegamos juntos,
Anunciada ou escondida cada dia,
Sinto-a tão presente, mansa e sorrateira,
Com sua ceifadeira!
Enfeito-me ó morte, vivo-a em vida ...
Vivo em toda a essência,
Aproveitando que o ideal me abrasa
E que me faz parte de um Todo!
Meu destino meu fim,
Tão igual ao Milhares de ...
Imperscrutável!
Não serei nem lavada com mirra ou incensos,
Não estarei nem coberta de ouro ou pedras,
Mas, na cova rasa, Terra de ...
No céu, a lua é quase nova,
Mercúrio e Vênus ingressam em Capricórnio,
Aqui na Terra - nenhuma alma de boa vontade
Pode explicar como mutações tão radicais que
Chegam ...
Tornamos tudo mais difícil,
Mantemos tantos Conflitos,
Promovemos guerras e preconceitos,
Ainda não Percebemos que estamos
Num processo de mutação radical
E que estamos saindo de cena ...

Em meu peito, cada lágrima que guardo,
É para chorar porque sou humana,
Demasiadamente humana ....
Em Campo Grande MS
Às 23,30 hs

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