segunda-feira, março 05, 2012

PROJETO DA ADVOGADA DELASNIEVE DASPET DE RESSOCIALIZAÇÃO DE DETENTOS NO REGIME SEMIABERTO EM ANDAMENTO

Estado B1- Edição de 05-março-2012.
                       Daiany Albuquerque
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Sejusp vai tirar do papel convênio que garante ensino superior a presos.
Acordo entre o governo estadual, a OAB e a Anhanguera foi assinado em 2009, mas até agora está engavetado.

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" Eu penso que o preso deve produzir para pagar suas despesas, cuidar de sua familia, pagar os que prejudicou com seus atos, indenizar familias, etc. Esse custo não pode e não deve ser suportado pela sociedade como tem sido - apresentei esse projeto de ressocialização e assinamos convenio com a Universidade Anhanguera Uniderp, Governo do Estado do Estado de Mato Grosso do Sul e a OAB-MS. No meu  projeto o detento tem que ser preparado para voltar e assumir seu lugar na sociedade e lá dentro - tem de trabalhar, de produzir para sua manutenção e de quem dele dependia. Inscrivi esse projeto no premio Innovare - apos dois anos o governo disse que vai começar sua aplicação. Fico deveras feliz por contribuir - como cidadã - ao meu Pais, ao meu Estado, ao crescimento dessa grande parcela de cidadãos que são os presidiários".
                                                                                                                                Delasnieve Daspet
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Convênio que previa, entre outras ações, oferecer curso superior a detentos de Mato Grosso do Sul, de autoria da advogada Delasnieve Miranda Daspet de Souza, assinado em dezembro de 2009, finalmente deve sair do papel.
A garantia foi dada pela Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).
O acordo previa intercâmbio com universidades nas áreas educacional, técnica, científica e cultural, a realização de cursos, seminários, conferências, congressos e outras atividades educacionais, culturais e profissionalizantes.
O objetivo é ressocializar presos em regime semiaberto e facilitar sua inclusão social no cumprimento de sua pena.
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Segurança Pública promete definir detalhes sobre acordo esta semana..
A parceria foi feita entre o governo do Estado por meio da Sejusp e da Agepen (Agência Penitenciária), OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e Universidade Anhanguera-Uniderp.
Entre os pontos acordados estava a possibilidade de cursos superiores on-line, pela Anhanguera. De acordo com a assessoria da Sejusp, o projeto ainda não foi executado por “problemas técnicos”. “Na próxima semana a Agepen, a Sejusp e a universidade irão fazer uma reunião. O governo ainda tem interesse em dar prosseguimento ao projeto”, informou a assessoria da Sejusp na sextafeira (2), um dia depois de ser indagada sobre as razões de o convênio ainda não ter sido executado.
Segundo a advogada Delasnieve, a parte que lhe cabia no acordo era o acompanhamento das atividades, porém, após a assinatura do acordo, a advogada disse que entrou em contato tanto com a universidade quanto com a Agepen, mas, na época, foi informada de que não teria havido entendimento entre as partes para o início das atividades. “Falei com o Ivo (Arcângelo Vendrusculo Busato), pró-reitor de Extensão da
universidade, e ele me disse que eles não se entenderam; já na Agepen me disseram que a universidade é que não tinha cumprido a sua parte”, disse Delasnieve.
O projeto, que deveria ter começado em 2010, está parado há dois anos e dois meses “Tudo que eu poderia fazer eu fiz, deixei tudo encaminhado, todos assinaram o acordo, só faltava a execução, mas isso não era comigo”, completou a advogada.
Por meio de sua assessoria, a Anhanguera limitou-se a dizer que o convênio não foi desfeito. “A Pró-Reitoria de Extensão mantém contato com a direção da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para viabilizar as ações do convênio”, disse em nota.
Quando a reportagem entrou em contato com a advogada, ela disse que não acreditava que o convênio sairia do papel. “Acho que nem vai acontecer. Infelizmente perdi dois anos da minha vida fazendo esse projeto para não ser feito. Um fica jogando para o outro e nada acontece”.
Conforme Delasnieve, ela já havia até inscrito o projeto no Prêmio Innovare, que premia práticas inovadoras realizadas por magistrados, membros do MPE e MPF, defensores públicos e advogados públicos e privados.
O projeto não tinha custo, segundo o relatório, para nenhuma das partes.





SINOPSE DO PROJETO DE DELASNIEVE DASPET


O projeto de Delasnieve Miranda Daspet de Souza visa desenvolver ações que busquem a melhoria dos apenados e do sitema penal de Mato Grosso do Sul - mantendo intercâmbios com universidades nas áreas educacional, técnica, cientifica e cultural para a busca do atendimento aos anseios dessa comunidade com a realização de cursos, seminários, conferências, congressos e outras atividades educacionais, culturais e profissionalizantes, que desenvolvam o aspecto econômico, social, do individuo e das instituições envolvidas, principalmente, estabelecendo parcerias para desenvovler pesquisas e atividades de extensão direcionada a questões de interesse cientifico e desenvolvimento regional. A parceria atuará -se possível - em todas as áreas ( faculdades ) da Universidade Anhanguera-Uniderp - pensou-se, inclusive, num outro momento, a possibilidade de cursos superiores on-line - já que a a Anhanguera-Uniderp tem vasta experiência em curso superior à distância e será fácil a instalação de uma antena para atender os detentos do semi-aberto, e, também seria possivel: 1. Ampliar a capacidade efetiva de participação dos apenados em regime semi-aberto em curso profissionalizantes que os ressocialize de fato e de direito e facilite da sua inclusão social após efetivo cumprimento de suas obrigações penais para com a sociedade. 2. Garantir o ensino e o equilíbrio das informações a todos os participantes do semi-aberto, qualificando-os, formando-os , profissionalizando-os, atendendo problemas atinentes à educação, à profissão, à saúde, ao social, em perfeita integração. 3. Realizar trabalhos com o sistema penal do estado, inicialmente, nas áreas de Veterinária, Engenharia Civil, Agronomia, Direito, Engenharia da Computação, Serviço Social, Psicologia.
Foi assinado um Convênio de Cooperação Mútua sem quaisquer ônus para o Estado e o Sistema Penitenciário - a ser iniciado pelos cursos de Direito e Agronomia.
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 Fatores de sucesso da prática:
O fato de se recuperar através do trabalho - de oportunizar aos detentos uma qualificação profissional - diminuirá a reincidencia dos mesmos na criminalidade. Um detento profissionalizado certamente encontrará um mercado de trabalho mais receptivo as suas habilidades.
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Processo de implementação da prática:
Observar, na sua ação administrativa, as diretrizes pactuadas no que se refere a estabelecimentos penais semi-abertos do estado no que concerne a educação profissionalizante, atendimento social, de saúde, tecnológica, nas áreas dos cursos existentes na universidade aos apenados;
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Explique como sua prática contribui para o combate ao crime organizado:
Ampliará a capacidade efetiva de participação dos apenados em regime semi-aberto em curso profissionalizantes que os ressocialize de fato e de direito e facilite da sua inclusão social após efetivo cumprimento de suas obrigações penais para com a sociedade, bem como irá garantir o ensino e o equilíbrio das informações a todos os participantes do semi-aberto, qualificando-os, formando-os , profissionalizando-os, atendendo problemas atinentes à educação, à profissão, à saúde, ao social, em perfeita integração. A ressocialização obrigatoriamente passa pela educação, pela cultura, pelo respeito aos direios humanos, pelo resgate da cidadania. Esta será a forma de reintegra-los na sociedade.
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Observações:
É um trabalho que pode ser desenvolvido a nivel nacional com todas as universidades e agencias penitenciárias - basta boa vontade e o interesse do Estado e demais parceiros envolvidos. Ofereço de bom grado a todo o Pais - já houvera encaminhado através da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MS - que presidi de 2007 a 2009 - ao Departamento Penitenciário Nacional e ao Ministério da Justiça.
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Inovações:
È possível ressocializar um criminoso, promovendo sua reintegração na sociedade como um sujeito consciente do seu papel, inclusive de seus direitos e limites de cidadão, diminuindo as chances de reincidência. Na maioria das vezes, o próprio detento não acredita em si mesmo nem em seu potencial como cidadão e, muito menos, na Justiça. Por isso, é fundamental que todas as pessoas que trabalham no sistema prisional tenham convicção de que é possível resgatar o condenado. É preciso tratar o preso como um cidadão que está pagando sua dívida social e deve ser preparado para reingressar na sociedade quando estiver quite. As universidades, por seu turno, necessitam fazer um trabalho social, além, de colocar seus acadêmicos na prática do aprendizado. Envolver a sociedade num problema que não é so do governo e muito menos da justiça, e, sim - de toda a sociedade.
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Dificuldades encontradas:
Até o momento nenhuma dificuldade - porque é um projeto vantajoso para as partes envolvidas. O Estado e o Sistema Penal terão um trabalho de atendimento em todas as áreas - áreas, diga-se de extrema necessidade e urgencia de serem atendidas sem qualwur custo. A Universidade Anhanguera-Uniderp terá um laboratório para as atividades de extensão - obrigatórias - em todas as áreas - sem custos adicionais - a não ser os de praxe. Estará cumprindo seu papel social - obrigatório - e, exercitando a prática laborial obrigatória a seus alunos. Os presos terão oportunidade de aprendizado e de recuperar a sua cidadania - até hoje negados pela situação penal de nosso Pais da qual não foge o estado de Mato Grosso do Sul. A OAB-MS e a idealizadora do projeto a Embaixadora Universal da Paz e advogada Delasnieve Miranda Daspet de Souza serão os avaliadores e fiscalizadores do convênio.
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Desburocratização da justiça:
Não havendo reincidencia - pois de acordo com o CNJ o percentual de reincidência de presos no país, que hoje chega a 80%. Somente com esta colocação se estará contribuindo de maneira ímpar para a celeridade e desburocratização da jsutiça.
O projeto esta em andamento desde maio de 2009 e foi assinado pelas entidades envolvidas: Estado de Mato Grosso do Sul, Universidade Anhanguera-Uniderp - Anhanguera Educacional S.A.,Agencia Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, Ordem dos Advogados do Brasil - MS e pela Embaixdora Universal da Paz - pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix - a advogada sul-mato-grossense Delasnieve Miranda Daspet de Souza ( OABMS-2181) autora e idealizadora do projeto que foi assinado pelas partes em 18 de dezembro de 2009 para ter inicio com a inauguração do semi-aberto da Gameleira - com capacidade para 1000 ( mil ) detentos. O presidio da Gameleira foi inaugurado em inicio do mes de maio do corrente ano.
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Resumo das  etapas de funcionamento:
Curso de Direito: Disponibilizando-se o PRAJUR da Universidade Anhanguera – Uniderp para a realização de trabalhos jurídicos referentes a Contagem de Pena, Previdenciários com a contrapartida da SEJUSP no tocante a qualificação dos acadêmicos e professores na parte de contagem de penas. Disponibilizar assistência jurídica gratuita para os familiares dos internos. Realizar atendimento jurídico aos internos. Realizar a revisão do cálculo de penas dos encarcerados.
Curso de Agronomia: - Projeto de se plantar lavoura com plantas que possam ser utilizadas na alimentação dos internos. O excedente seria negociado com o Ceasa ou Supermercadistas. Os valores obtidos com a venda reverteriam para a própria instituição. Projeto de criatório de peixes. Criatório de uma área com árvores da região para reflorestamento.
Para a realização e implantação do projeto a faculdade capacitaria 10 detentos que seriam os multiplicadores – com a supervisão dos coordenadores e alunos da faculdade de agronomia,
Da área ociosa de 40 has seriam plantados com gramíneas para alimento dos animais cavalares – da Polícia Montada cuja sede seria transferida para a instituição.
Meio Ambiente - Será desenvolvido pelo curso de Agronomia :
Recuperação do córrego Gameleira que se encontra totalmente degradado;
Recuperação da mata ciliar;
Reciclar o lixão – transformando o lixo em adubo orgânico.
Realizar a capacitação de multiplicadores, no Campus das Agrárias, para a condução de atividades olerícolas;
Orientar a instalação e acompanhamento da horta junto a unidade da AGEPEN no Presídio da Gameleira
Curso de Engenharia da Computação:
Os professores preparariam 10 alunos ( detentos ) que seriam os monitores no semi-aberto. Estes multiplicariam e fariam a orientação dos demais detentos – com curso básico, excel, técnico em computação, e, outros cursos passiveis na área. Curso de Engenharia Civil:
Seriam capacitados alguns detentos para servirem de monitores ou multiplicadores dentro da instituição.
Seriam ministrados cursos de mão de obra: pedreiros, serventes, carpinteiros, pintores, azulejistas e construção de moirões, de tijolos, canos e etc... Produtos que seriam – num primeiro momento – utilizados pelo próprio sistema.
Meio Ambiente - a utilização do lixão – que seriam reciclados e usados na feitura de tijolos, telhas, etc. que seriam utilizados pelo sistema.
Curso de Veterinária
Seriam capacitados alguns detentos para servirem de monitores e multiplicadores dentro da instituição;
seriam ministrados cursos de atendimentos e cuidados aos animais da instituição, bem como, qualificar os que tiverem interesse no trato com animais de pequeno porte.
Curso de Serviço Social
-Promoção da prevenção, integração social e ampliação da cidadania dos detentos e de seus familiares, garantindo a realização dos seus direitos sociais;
Curso de Psicologia
Atendimento a população carcerária, do sistema semi-aberto, na área da saúde mental com diagnóstico de distúrbios de comportamento

Infraestrutura
Toda a infra-estrutura do Sistema Penal Semi-Aberto da AGEPEN-MS e da Secretaria de Governo de Justiça e Segurança Pública e a Universidade Anhanguera Uniderp - com seu campo de pesquisa, de professores, técnicos e academicos extensionistas.
Equipe
Custos - serão mínimos: Ao estado ( AGEPEN-MS ) - cuidar da segurança dos academicos e professores quando estes estiverem nas dependencias da pentienciaria, e, também - cuidar do transporte dos mesmos desde a universidade-pentienciaria-universidade. À Universidade - não terá custo algum - pois as aulas serão consideradas cursos de extenção - e a esses alunos e professores já é garantido por lei o seguro. Quanto ao salário do professor é o mesmo que já estaria percebendo como titular da cadeira. A OAB-MS e a advogada idealizadora do projeto - terão apenas - em período determinado pelo convenio.
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Parceria
Governo do Estado de Mato Grosso do Sul através da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Agência Estadual de Adminsitração do Sistema Penitenciário, Universidade Anhanguera-Uniderp S.A, Ordem dos Advogados do Brasil, e, a idealizadora do projeto Embaixadora Universal da Paz - pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - advogada Delasnieve Miranda Daspet de Souza
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Equipamentos / Sistemas
O Estado ( AGEPEN ) fornecerá aos professores e acadêmicos os maquinários e utensilios necessários para a realização, implemntação e cumprimento do conveniado.
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Orçamento
Sem custos.
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Beneficios a serem alcançados:
A ressocialização não será vantajosa apenas aos presos. A justiça tem de ver o apenado não apenas nesta condição - mas acima de tudo como um cidadão.O preso renascerá com uma profissão, com cultura, com saúde, vendo seus familiares atendidos. Se abraçarmos o projeto reduziremos a reincidencia e a jsutiça ficará menos emperrada, se levarmos em conta a reincidencia de cerca de 80% dos apenados

domingo, março 04, 2012

Longitudinal - poesia de Delasnieve Daspet

Longitudinal
Delasnieve Daspet
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Disponho meu corpo
Em sentido longitudinal...
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Faça o corte
De cima, abaixo,
Diga-me, ainda sou eu ?
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Rasga-me a pele,
Abra-me...
Procuro-me...
Já não me reconheço!...
DD – Campo Grande, 06.01.11
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=158934&cat=Poesias&vinda=S

sábado, fevereiro 25, 2012

abandono - poesia de Delasnieve Daspet

Abandono
            Delasnieve Daspet
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O interior é desolador...
Teias de aranhas cobrem
Frestas e cantos...
Os móveis revestem-se de
Espessa  poeira,
Marcas do  abandono.
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Entretanto,o jardim,
É belo.Verde e com flores.
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Alguns, somos assim,
Por fora,cintilamos,
Mas por dentro, o abandono
É  colossal...
A mobília interior esta suja e arruinada.
DD_Campo Grande-MS, 05.03.11

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Há alguem que me toca a alma... poesia de Delasnieve Daspet

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Há alguem que me toca a alma...
          Delasnieve Daspet
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Há alguem que me toca a alma.
Não sei quem é.
Pois sonho acordada e não consegui
ainda atinar.
Quem será?
Me dirá o vento?
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Ó murmurio da tarde tu
me dirás quem é que me abraça
cheio de amor?
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A canção de amor que ouço,
o coração cheio de luz que sinto,
um amor cheio de mim -
diga-me brisa - de quem é ?
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Ó penumbra - diz-me
estes braços que me abraçam,
que me dizem: estás em casa!
- a quem pertencem?
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Ó mar!
Quem é que murmura em minh alma
doces palavras de ternura e que
me diz: sejas livre como o vento
de um sonho de verão? Quem?
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Chuva! Frio! Solidão!
Já nao me maltratam,
não mais os temo!
Porque dormirei nos braços
de quem me quer...
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E na flor que se abre
após a chuva e o frio
virão as cores que me negastes um dia...
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Já vivo sem medos,
Sem noites frias,
Sem arrependimentos,
Aguardando o chamado -
de alguem que me toca a alma!
Vem!
DD_Delasnieve Daspet  
Manhã de 28 de dezembro de 2.000
às 10,29 hs - Campo Grande MS
Elodie-loop.wav

sábado, fevereiro 18, 2012

A Lírica de Delasnieve Daspet - Ensaio de Helenice Maria Reis Rocha


Literatura
 
Estado Mato Grosso do Sul -  C7
Sábado, 18 de fevereiro de 2012
Jornal O
http://www.oestadoms.com.br/flip/18-02-2012/p23b.pdf

Autora Helenice Maria Reis Rocha é graduada em Letras pela UFMG
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Lírica de Delasnieve Daspet  - Ensaio
        de Helenice Maria Reis Rocha*
Pensando na possibilidade de configurar um conceito de lírica pós moderna ao sabor das mídias contemporâneas, detenho-me na poesia de Delasnieve, líder brasileira de Poetas del Mundo, poesia em trânsito na modernidade global num momento de desconstrução das lógicas discursivas hegemônicas e de babelização das estabilidades conceituais dos discursos canônicos.

Se existe algo, em termos conceituais, que nos garante a possibilidade de definir algo como fenômeno de linguagem inscrito na compreensão de uma dicção lírica,o que seria esta dicção no bojo dos falares contemporâneos,da linguagem de massas , da secreta fabulação dos teóricos da academia é o que me cabe perguntar neste trabalho. Remeto-me a um verso de Safo,a grande voz feminina da lírica grega,sobre solidão e lua e aporto no seguinte verso...¨somente a Lua, indiferente, continuou iluminando a cidade escura pela tua ausência(Daspet,20,2003).

Safo, num momento de profunda solidão expressa a sua condição humana de criatura sem defesa diante do abandono (as ninfas se foram,o dia também) eterno abandono de toda criatura diante da realidade única: sou o único ser com o qual realmente estou neste momento a ausência. Delasnieviana se aproxima
da ausência do poema imortal de Safo, aquela que nos remete a nós mesmos.
 
A poética do desencanto que nos descentra da palavra de aprovação, seja da academia ou mesmo daquele discurso hegemônico que legitima, ou quem sabe, da benção do pai, fundamento, saber por excelência, ratificado pelo aristotélico verbo de identidade, e estabeleço a crise, o não lugar,a possibilidade da utopia ou da ausência total dela.
 
O Não LugarDicção migrante entre os saberes do mundo e a palavra. A dicção aparentemente simples, quase midiática (música sertaneja,hip hop) entremostra a inquietante decisão da palavra que afirmativa que diz do que sabe e a instigante fragilidade do non sense. Deixar de existir é impossível para o cantor sertanejo, uma vez que este não lugar exila o sujeito da identificação afetiva. Se o corte epistemológico que cinde os saberes do mundo com a emoção do poeta realiza esta desidentificação com o status hegemônico, tanto a hegemonia do discurso oficial, quanto a hegemonia do discurso da margem, na sua pluralidade, estamos diante da singularidade da linguagem poética, terra estranha, mundo insólito de selvagens, redutíveis apenas à beleza, por ela mesma, e à estranha humanidade da razura,da perda, de todos os perdidos no mundo e enclausurados na única realidade mesma do homem, o intangível da comunicabilidade através da palavra.
Novamente
Lua e Desencanto
Encostada na janela senti a serenidade da noite
A Lua começava a surgir num suave prelúdio da
bela luz refletida na areia(Daspet,23,2003)

Retomando a sábia ironia de Ruth Silviano Brandão sobre uma certa idéia de logus, teia iluminadora da razão, invenção de homens, reivindico aqui o direito à sombra, à ambiguidade do inconsciente , à uma certa clandestinidade que esta poesia evoca. A lua refletida na areia é uma entreluz , não uma luz total ou a completa ausência delaArs Poética.

Em Um Ser Partido,vejamos:

O que pulsa em mim
Vê-se no espelho partido
Irrevogavelmente viva
Povoada de ausências...
O sangue segue seu caminho
E, torna-me uma mera sátira!
Uma sátira de involuntários movimentos(Daspet,90,2000)

Flor de Logus estilhaçando os recursos da linguagem pré socrática. O espelho partido , a recusa da identificação que legitima a autoridade, a presença, e que, no feminino, estabelece o caldo de rebeldia que reconduz dolorosamente à vidaDesidentificada e sóSem o shtablisment. Então, algo da ordem do indizível se instaura porque, aquele que deixa de existir, desiste de qualquer legitimação, o que é impossível para qualquer arte inscrita no escopo da ideologia, dos discursos hegemônicos...

Poeta trilhando o heróico caminho da lírica feminina pós moderna que estilhaça as dores clássicas da romântica Cecília Meireles e suas jovenzinhas torturadas, ou a contemplativa Henriqueta e seu sublime elogio da morte. Se todas as Mariazinhas foram educadas para a arte do encontro, Psafo, a três mila anos atrás já tinha desistido dele, assumindo a sua solidão diante da Lua, que nesta lírica não é a dos namorados. O desencanto desta dicção deságua no inusitado de
 
São Difíceis as Coisas que quero dizer
Esperou tanto um novo encontro
que a esperança se esvaiu
como um copo d'água
esquecido(Daspet,77,2001)

Só uma dicção lírica como esta daria lugar à arte do desencontro. Uma água que não sacia, parte de um esquecimento que não ousa ser esquecido. Saindo da lógica estabelecida do encontro feliz, do casamento com a eternidade,  proponho aqui a seguinte reflexão Otávio Paz,em Os Filhos do Barro - nos diz da tradição da ruptura, ou seja:o esforço de romper com os parâmetros tradicionais da linguagem, nos joga na armadilha de transformar em tradição, a pretensão à subversão. Sem recorrência à nenhum dos recursos formais da recolocação matérica dos recursos da linguagem poética, propostos pelo formalismo e estruturalismo russo estaria aqui a arte poética fundamentalmente no modo de dizer. Advogo aqui a força do que se diz para além das possibilidades do dizível

Em Transpondo Barreiras,Delasnieve diz:

Vou trabalhar meus medos
o temor do desconhecido
De não mais existir
Do primitivo homo sapiens
ao que cheguei ser
Vou transpor minhas fronteiras(Daspet,88,2002)

O salto mortal da experiência primeva de existir à possibilidade da não existência, elide o sujeito, assunção que razura o estar no mundo em relação aos saberes, aos falares, aos discursos, tanto oficiais quanto não oficiais. Se não existo, caminho rumo a pátria incerta, socrática, daquilo que não sei. Triunfo sobre logus, afirmativo por excelência, mesmo quando nega. Crise, fenda, cisura que exila o sujeito da autoridade que vem de fora (do pai,dos discursos hegemônicos,das narcísicas tradições culturais de autoridade ou da dialética pretensão à ela).
Rebeldia e simplicidade. Excêntrica simplicidade recusando os latifúndios culturais das modernas teorias da linguagem. Linguagem de massas circunstanciando a dicção de uma lírica de três mil anos.

A vida é um caminho
Reclamo a minha estrada
O reencontro comigo!(Daspet,20,2002)....

Retomando João Ribeiro em Páginas de Estética, números 45 e 63 numa reflexão de A.M.Teixeira....o aspecto essencial da beleza é não ser intelectualmente
compreendida e não conter um só elemento de inteligência ou razão. Pode ser explicada: podem-se perscrutar as leis secretas que a regem como todas as coisas; mas sentí-la não é matéria da ciência(...)A obra de arte precisa 'conviver' e 'con-criar' conosco. Para que haja mistério na obra literária ou plástica é mister que haja incompreensão, mas sem obscuridade; que a alma que as escute ou as sinta se embeveça e continue a cismar o sonho do poeta.....Cada um se perfaz e completa a sua impressão própria e pessoal. A verdadeira obra de arte é mais um estímulo....do que idéia.

Esta Lua que se recusa, tanto à obscuridade quanto à Luz plena se me afigura o lugar provocador da linguagem poética que se recusa à estabelecer-se, levando a produção de sentidos a migrar, junto com aquele que lê, tanto à possibilidade de criação quanto à de recriação.
 
Inscreve-se assim nesta poesia, a possibilidade permanente da rediscussão da  estabilidade que nos impressiona nas teorias contemporâneas da linguagem poética. Não se trata aqui do experimentalismo formalista ou estruturalista nem tão pouco das modernas posturas das poetisas contemporâneas diante da nossa eterna condição humana.  Simplesmente a serena postura de alguém diante da Lua, se desligando do mundo com todas as suas linguagens, sedução e formas de autoridade.
 
Rebeldia total. Esta recusa ao mundo através da contemplação da lua. Me parece o corte epistemológico que nega dialeticamente a identificação narcísica com a autoridade como poder. E consequentemente as formas de identificação que legitimam a tirania do discurso oficial,de qualquer poder hegemônico. Bhabha nos diz:
Não passará a linguagem da teoria de mais um estratagema da elite ocidental culturalmente privilegiada para produzir um discurso do Outro que reforça a sua própria equação de conhecimento e poder....(Bhabha,1998:45)

Pensando na poesia de Delasnieve como quem frui um fenômeno de dicção que é parte da diáspora pós colonial (antes do 11 de setembro) é interessante
associar visões de lírica de três mil anos atrás com a contemporaneidade.

A simplicidade desta linguagem me remete à comunicabilidade midiática, à lírica de todos os tempos, ao que parece banal e é complexo.  Se pensarmos que, em termos de lírica trovadoresca,  passando por Camões(Lírica),  que usa o modus operandi da redondilha, essencialmente popular,  talvez tenhamos uma pista para compreender esta junção entre comunicabilidade imediata e complexidade,  uma vez que a também aparente simplicidade de Safo atravessou três mil anos. 
 
Se Benjamim (Magia e Técnica,Arte e Política) nos diz que a lírica,  bem como toda a poesia,  nos diz que a arte não é reprodutível em série,  penso ser perfeitamente possível dizer que o formato,  a forma linguageira,  pode ser reprodutível,  os sentidos produzidos certamente não.
 
Vivemos dentro de uma estrutura de linguagem aristotélica, conceitual, estruturada sobre o verbo ser que funciona como um princípio de autoridade que legitima ou não alguém . Os marxistas questionam isto o tempo todo.  A dialética também e a poesia de Delasnieve  me lembra muito Safo no momento (e este verso de três linhas atravessou  três mil anos). Ela se  posiciona diante da sua Lua como se desconhecese o barulho do mundo.  Apesar de ser uma autoridade legal não parece buscar nenhuma forma de legitimação por um princípio de autoridade, seja teórica, seja epistemológica (teorias contemporâneas sobre o fazer poético)Isto é muito revolucionário e fui precebendo que é uma poesia belíssimas.
Lembro  que a  liberdade é a única forma de servir à humanidade como artista.
 
Em termos de Delasnieve, quanto de todos os líricos,  advogo a possibilidade de estarmos diante do que Adorno,  Herbert Head chamam de objeto único.
Irredutível senão aos seus próprios termos .
Misterioso e belo na sua intraduzível simplicidade.
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Helenice Maria Reis Rocha  -Perfil
Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e mestrado em LETRAS: ESTUDOS LITERÁRIOS pela Faculdade de Letras (2000); Título: Sinais de Oralidade:A Transfiguração da Voz em Cobra Norato, Ano de Obtenção: 2000.;atuando principalmente no seguinte tema: Amazônia, Vida.Especialista em Música, área de Concentração: Educação Musical.Crítica.
De Belo Horizonte -MG - Brasil
helenice@task.com.br .
O presente ensaio será apresentado pela autora junto a ABRALIC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA..
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Produção em C,T & A Textos em jornais de notícias/revistas 1. ROCHA, H. M. R. . As Marcas da Alteridade em Cobra Norato. Revista da Pós-Graduação em Letras da UFPA, Belém, p. 95 - 102, 10 jun. 2006. Trabalhos completos publicados em anais de congressos 1. ROCHA, H. M. R. . As Veredas da Palavra: uma tautologia do sertão. In: Encontro Regional da ABRALIC, 2005, Rio de Janeiro. As Veredas da Palavra: uma tautologia do sertão, 2005. 2. ROCHA, H. M. R. . Os Arquétipos Femininos na Poesia de Ana Miranda. In: XI Seminário Nacional Mulher e Literatura II Seminário Internacional Mulher e Literatura ANPOLL, 2005, Rio de Janeiro. Os Arquétipos Femininos na Poesia de Ana Miranda, 2005. 3. ROCHA, H. M. R. . Comunicação Riobaldo Tatarana entre o Ser e o Nada. In: III Seminário Internacional Guimarães Rosa, 2004, Belo Horizonte. Comunicação Riobaldo Tatarana entre o Ser e o Nada, 2004. Apresentações de Trabalho 1. ROCHA, H. M. R. . 8º Salão Minastenista de Pintura. 2004. (Apresentação de Trabalho/Comunicação). 2. ROCHA, H. M. R. . 1ª Exposição Minas Tênis. 1991. (Apresentação de Trabalho/Comunicação). Produção artística/cultural 1. ROCHA, H. M. R. . Sinfonia dos Elementais. 2004. (Apresentação de obra artística/Musical). 2 ROCHA, H. M. R. . Cameratinha Dissonante para Cordas. 2005 (Musical).
 




quinta-feira, fevereiro 16, 2012

DELASNIEVE DASPET - SAUDADE SERÁ TEU NOME - ARTE: VANDA GIGO

arte de Vanda Gigo
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Saudade será teu nome...
       de Delasnieve Daspet
 
 
Não quero retalhos de querer.
Não quero pedacinhos de carinhos.
Quero amor por inteiro .
 
Ter um amor truncado?
Melhor seguir a sós a sinuosa estrada.
Ultrapassar as encruzilhadas
Sem jamais olhar para trás.
 
Não caminharei como sombra
A teu lado.
Não culparei o destino
Quando a melancolia se abater sobre mim.
 
E quando eu for embora
Olvide-me!
Faz de conta que não nos tivemos,
Que tudo não passou de ilusão dos sentidos!
 
E  nas noites
Quando o luar te banhar a fronte
Sufoca o pranto que te sacode
A dor dos sonhos desfeitos.
 
Saudade será teu nome
Quando ousar levantar a cortina
De teus olhos,
E ver que nada restou - além de ti -
Na vazio de tua existência.
 
Eu seguirei em frente.
Irei em busca do arco-íris
Jamais me contentaria
Em viver retalhos de amor!

 
DD_31 de julho de 2001 - 16,00 hs

 
Campo Grande MS



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Sótano - poesia de Delasnieve Daspet

Sótano.
Delasnieve Daspet – 18 de outubro de 2006.
En mi  sótão interior acumulo las cosas de la vida,
Virtudes, afectos, disgustos...
Situaciones  embarulladas por el  tiempo.
En la vida tenemos tantas partidas y llegadas.
Tenemos idas y venidas,
Lo que para unos es llegada para otro es partida...
Con eso guardamos tantos quereres!
No consigo deshacerme de las cosas innecesarias,
En la amagura, descubro,  que en el dolor
Se acumulan las tristezas!
Y creamos crostas.
Crostas de secura y de impaciencia...
Tengo de asumir las culpas?!
No soy culpada de nada,
Por las calles no busqué facilidades,
En la dureza  -  me torno seca... YO!
 
Tradução: Betty-Betina

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Gratuidad - Delasnieve Daspet

ARTE DE AILA TAVERNARD
.
 
Gratuidad
               Delasnieve Daspet
                           02.07.08-C.Grande- MS
 
Ojos en los ojos de la inmensidad
Percibo la grandiosidad de las cosas,
Todo lo que es bello es gratuito.
 
Por la vida nada se paga,
Concebidos y generados
Somos en el amor.
 
El nombre que se carga,
Nos es dado, así como,
la raza, la cultura,el color...
 
Gracioso, tambien, es el aire que se respira,
El sol que nos despierta e ilumina,
El oxígeno que nos llega de las matas,
Algunas flores que nos hechizan,
el fruto que nos alimenta.
 
De gracia, tambien, es la inteligencia
Que elabora el pensamiento,
la decisión de la elección,
y el amor que cambiamos...
 
Y la memoria que armalcena
Algunas añoranzas, las   metas trazadas
Del ideal que se asume...
 
la vida – bien,  sien precio  de los seres vivos,
Riqueza mayor del hombre,
Es transmitida y garantida, y, debe ser
Compartida y vivida en armonía.
   
Todo que es perfecto,
Recebemos de gracia,
Por qué, entonces, la cobranza?
   
Por qué tanta gente con hambre.
Con sed y con frío,
Tanta gente sin hogar,
Sin aconchego  al lugar?
 
Por qué tantos abandonados a la suerte,
Infeliz suerte,
en un infeliz caminar ?

domingo, fevereiro 05, 2012

Reminiscências por Delasnieve Daspet

 
Reminiscências
 Delasnieve Daspet
              .

Hoje, serpenteando, como um rio,
Por vales, montanhas, flores e espinhos,
Confundo-me na correnteza
De minhas múltiplas existências...
 .
Ávida, sem qualquer repouso,
Pesquisei o princípio e o fim,
Que permanece envolto em denso véu...
 .
O incompreensível é tão monótono!
Agora percebo que nada importa
Neste  mundo transitório,
E minh´alma se espalha
Nas diversas nuances da imensidão...
 .
Numa retrospectiva, relembrando, vejo
Um oásis – que à minha lembrança –
É permanentemente verde,
Flores pela manhã e a noite,
Onde os pássaros fazem ouvir seus trinados.
 .
Na matina o orvalho cintila
Como pétalas perfumadas
Aos meus pés.
 .
E o rio de minha infância,
Onde as flores se miram,
Brinca, cristalino, nas matas,
No suave burburinho do amanhecer.
 .
Olho-me, eu também, quero ver-me
Refletida nas águas do Rio Tereré,
E vejo, não as cãs brancas pelo tempo,
Mas a imagem de uma pequena flor do mato,
Que balança, suave, impelida
Pela brisa da manhã...
 .
Do átomo que sou
Do grão de areia, do rochedo,
Do ar, da água, da flor, da  ave,
Dos animais de todas as espécies,
De toda a atmosfera, de toda a terra,
Que circundam todos os caminhos
Completamos  a Humanidade!
DD_ 13.10.09 – CGrande-MS

segunda-feira, janeiro 30, 2012

QUEM DIRIA, DELASNIEVE DASPET FOI PARAR EM SACOS PARA PÃES!

QUEM DIRIA, DELASNIEVE DASPET FOI PARAR EM SACOS PARA PÃES!

Nelson Vieira
As culturas não têm fronteiras (ora se mesclam, ora dominam, ora são subjugadas) e tem muitos espaços a serem aproveitados na imaginação daqueles que são portadores de senso criativo que, flui ao natural, sem a exigência de esforços exagerados. Tal qual a água que brota do solo lentamente, e paulatinamente fica volumosa e tornar-se um rio, cheio de riquezas naturais, em benefício do homem, em especial.
Basta observar o cair das folhas, num bailado valseado de um para cá e outro para lá, e ao caírem, repousam inertes no chão. Do interstício das viagens empreendidas pelas folhas que acontece em segundos, desde o desprendimento depois de cumprirem suas fases, enquanto apêndices das árvores, durante um período determinado. Tem ainda prosseguimento à utilidade das mesmas no cotidiano, tudo se transforma, de conformidade com o dito, tempos passados pelo cientista Antoine Lavoisier: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Aos olhos dos poetas pode causar lindas poesias.
Em assim sendo, os poetas com a marca da sensibilidade aguçada são capazes de criar situações homéricas, nem tanto pelo tamanho e, sim pelo conteúdo, brilhante as vistas dos espectadores e apreciadores dos cantares em poesias.
Da terra, das águas provem nossos alimentos. O homem não pára um átimo, nunca está satisfeito. Segue sempre em busca de algo mais. Alguns vêem mais, enxergam além do normal. Tudo está aí ninguém é impedido de ver, pelo menos até onde é possível. Agora, depende como enxergar!
Por exemplo, um tronco que outrora fora uma árvore frondosa, gerou alimentos, deu guarida, acobertou seres e, posteriormente é colocado de lado sem serventia, e para a maioria servir de lenha. Na visão do artista poderá ser transformado em peça (s) de arte a ornar ambiente (s) ou objetos úteis do tipo: mesa e banco.
Imaginar é livre, mas empreender é outros quinhentos e, segundo os entendidos na matéria, empreendedor é quem executa. Ideias paradas não vingam. Entretanto, se colocadas em pratica podem ser equiparadas as alavancas. Que a partir de um ponto de apoio podem deslocar corpos pesados.
Então, eis que de repente surge uma ação que não é de outro mundo, algo simples, presente para quem quiser constatar. Trata-se do “PAO E POESIA”, uma iniciativa de Delasnieve Daspet e Ariadne Cantú, que foi ao encontro do Grupo COMPER, rede de supermercados que atua em vários estados do Brasil. Essa empresa (com sabedoria peculiar) abraçou o projeto, pondo seus estabelecimentos a disposição. E, hoje, está em andamento em todos os locais, onde comercializa.
A intenção do “PAO E POESIA” foi a de criar mais um canal para (fomentar) dar visibilidade aos poetas do Estado de Mato Grosso do Sul, na medida do possível, obedecidas regras para tal, sem nenhum custo.
Outros já fizeram, e agora também se faz aqui. Ao adquirir pães ou outras guloseimas no setor de padaria, são os produtos acondicionados em sacos que tem poesias. Que poderão ser “degustadas” no instante que o cliente desejar.
Pois é! Quem diria, Delasnieve Daspet foi parar em sacos para pães, na companhia de Ariadne Cantú.
É graduado em MKT e membro da AMLMS e AACLCARS.

    



  


Só há espetáculo quando há platéia.



bom dia amigos!!!

Recebi de uma querida amiga um comentário feito por alguem sobre minha pessoa...
Obrigada pelo envio.
MAs, optei por não ligar para o que referido poeta escreve - ate pq se eu der bola - ele é quem que fica no lucro.
Sabe falar não resolve nada - tem é que provar.
E se eu ficar respondendo - consegue o que quer : IBOPE.
Só há espetáculo quando há platéia.
Tem dias eu penso - por que ele comportas assim comigo ? eu nunca fiz nada para ele - nem de bem nem de ruim.
Seja como for, as pessoas sempre "dão show" quando há alguem para participar.
Se ele se comportas de forma grosseira, mente, procura me atiçar.... eu fico neutra, par de reagir ao ataque, e, a coisa morre. Li um artigo uma vez do Aldo Novak onde ele afirma uma coisa que eu concordo: PARAR DE REAGIR.
Tudo aquilo que a gente resisite PERSISTE.
Uso contra os atos dele a sua propria força negativa e suja. Se eu der atenção aos seus ataques verbais - ele tornaras plateia e terá conseguido o seu show.
É só o que vai conseguir.
Não permito que essas bobeiras entrem em minha mente. Afasto-me. E, aí, ele morre de raiva - risosss.
Continue falando, não me olvides, mas não terás meu aplauso,nem minha vaia, não comento com ninguém...
Na verdade - pela sua pequenez - minha lástima.

.
Delasnieve Daspet

quinta-feira, janeiro 19, 2012

O Pão e Poesia em Mato Grosso do Sul



O Pão e Poesia em Mato Grosso do Sul           


Em agosto ultimo   propusemos ao Presidente do Grupo de Supermercados Comper, em  Mato Grosso do Sul  uma idéia que eu acho excelente: O Pão e Poesia.
A idéia que não é minha mas sim,  originária de Diovani Mendonça, poeta  de Contagem-MG e que circula pelo Brasil, sempre com aprovação de todos.
Já foi realizada em  varias cidades do Brasil – e que eu me lembre, inclusive em Blumenau – onde tomei conhecimento do projeto. Foi realizado naquela cidade pela Fundação de Cultura http://www.blumenau.sc.gov.br/gxpsites/hgxpp001.aspx?1,20,28,O,P,0,PAG;CONC;26;1;D;6981;1;PAG;
Acho que comentei a idéia no grupo e o  Dely de Souza ele me disse que o projeto originário fora do Diovani Mendonça.

Na proposta que apresentamos a empresa em questão figura o nome do autor do projeto – como se  vê abaixo:

Sr. Luiz Humberto


Oferecemos ao empresário, e, em seu nome aos sul-mato-grossenses, em especial aos campo-grandenses, uma receita que já circula pelo Brasil,  idéia inicial do poeta mineiro Diovani Mendonça, que consiste numa saudável dieta à base de pão e de poesia.

Procuramos adequar a idéia do poeta Diovani Mendonça de acordo com o que pretendíamos e da idéia inicial ficaram estampados os poemas nos sacos para pão.
No nosso caso – sacolas de plástico.

A partir de agora teremos  realização mensal de um sarau nas dependências do supermercado aberto aos poetas de Mato Grosso do Sul e aos que por aqui estiverem de passagem. Fomos atrás de novas formas de agir e de cumprir o sonho do criador dentro dos parâmetros propostos, bem como, a cada três meses trocarmos os poemas e os poetas.

Financeiramente falando,    ninguém ganha nada com isso, o poeta –  nada ganha, pois abre mão dos seus direitos autorais, quem ganha – na minha ótica é a população que passa a conhecer os seus escritores.

E nada foi usado indevidamente – já que tudo foi nominado.
Hoje foi o lançamento – foi excelente participaram vários poetas – Ariadne Cantu,  Aida Domingos, Nena Sarti, Nelson Vieira,  e imprensa escrita e editoras.
Um público ótimo, de gente que vem e que vai, já que estávamos num supermercado.
Na abertura, tomei da palavra, e falei do projeto originário  de Diovani Mendonça, de quem já falara na proposição da idéia.
Que bom que belas idéias podem ser copiadas e/ou aprimoradas – desde que se diga de onde surgiram. Como, alias, fizemos.
Tenho como parceira nesse empreendedorismo a poeta Ariadne Cantu – a quem agradeço.
Agradeço, também, ao Grupo Comper que aceitou sonhar o sonho de Diovane  e os nossos.
É isso!
Sucesso a todos!

Delasnieve Daspet
Poeta.