domingo, março 14, 2010
sábado, março 13, 2010
O poema que ressoa em mim
Delasnieve Daspet
Sem aviso, surgistes.
É tudo tão novo, como o dia,
que começa bem cedo.
Não sei o que acontece...
A estrada parecia tão longa,
de repente, sinto-me em casa.
Duas vidas.
Dois mundos.
Me estendestes a mão e o coração.
Que sei agora?
Quem somos?
Quem sou eu?
Quem és tu?
Estava tão só até tua chegada,
Poema, perdido, que ressoa em mim!
E volito... me dispo, mundana,
escrava que sou de teu poder...
Assumo outro eu, sonhador,
que vive, no abissal mundo, que sou.
Me entrego a ti, palavra,
perdida, solta, cheia de vida,
tantas vidas, sou eu, em mim...
CAMPO GRANDE MS
27 DE MAIO DE 2004.
Vozes da Manhã

Delasnieve Daspet - 06-05-07
Logo cedo , aqui na minha terra,
Brilha o sol, o céu é azul e uma suave brisa balança
A primavera da minha janela...
(Tenho quatro pés de primaveras em meu quintal),
E os pássaros pela manhã
Me chamam para a ração matinal...
Sim, todos os dias, as seis horas, chovendo ou não,
Dou um punhado de ração e os deixo a vontade...
Não imaginas a bagunça que fazem...
Temos bem-te-vis - pardais, chupins, alguns beija-flores
( estes não se misturam ) chegam as onze horas,
Quando a rosa malva se abre à vida,
E, amantes que são - lhe cede a seiva...
No poste de luz - arrulha a pomba-branca,
Um quero-quero madrugador já no seu
posto de sentinela me informa
quando alguém se aproxima...
É tanta vida que rumoreja nas folhas
das paineiras da praça....
Que a quaresmeira envergonhada
fica escarlate e altaneira se balança!
Um grito corta o horizonte...
Um não, dois, três, quatro,
Milhões em minha mente,
São as araras azuis que chegam para o café da manhã
Nas inúmeras palmeiras da bela Morena!
Caminham ao meu lado " jaguás de rua",
Na padaria " Das Garças" o cheiro do pãozinho
Maltrata...
Sim , aqui neste pequeno canto
Vivemos a paz,
E, e é esta mesma mas que lhes desejo
Neste lindo domingo que se faz cada vez mais azul
sábado, março 06, 2010
Sou Mulher!

Sou Mulher! ( Sonhos Mais Íntimos )
Delasnieve Daspet
Não há um instante.
Não há um momento.
Nem o suave sussurro da brisa.
Nem as saudades que sobraram
De andanças antigas,
Me deixam esquecer
Que sou vento. Que sou terra.
Que sou canto.Que sou quimera!
Que tenho no corpo o cheiro da noite.
Nos lábios o gosto do mato.
Nas entranhas, o mel silvestre,
E no olhar orvalhado trago o
Doce e meigo luar do sertão!
Sou humilde flor pequenina
Que se abre pela manhã
À espera do sol
P'ra desabrochar seu amor!
Sou o sertão.
Sou o sabiá que canta
No galho da mangueira.
Sou a chuva que pinga e respinga
Molhando a terra seca
Que faz florescer a roseira!
Sou o cheiro da terra molhada,
Da fantasia alucinante,
Dos rios, cascatas, pântanos,
Sou o verso único e maior
do poeta sonhador!
Sou a mentira. O sonho. A ilusão.
Sou a verdade da lágrima
No bom dia que raia!
Sou a canção de ninar.
Sou a agulha do bordado.
Sou a broa quentinha,
Sou o fogo no chão,
Sou paixão.
Sou o teu lugar vazio.
Sou a melancolia.
Sou a ausência total
Dos movimentos e de vozes!
Sou companheira. Sou parceira.
Que mais queres de mim,
Se já sou tu e não eu?
E na saudade que nos afasta
Sou a lembrança
Dos sonhos mais íntimos!
DD_ 27 de agosto de 2001
Campo Grande MS
Dia da Mulher

Ser-Mulher!
Delasnieve Daspet
Num planeta comum
convivendo entre todos os seres
a mulher que se aceita mulher,
cultivando os traços próprios,
gera vida. É mãe!
Mas só gerar vida - não adianta!
Tem de gerar e assumir,
gerar e educar, gerar por amor,
gerar na riqueza e na pobreza,
dar e ser amor!
É essa a mulher que reverencio.
Essa que não se acovarda,
mãe, que trasmite ao ser que cria,
no carinho e atenção possiveis,
todo o amor que, ainda, pode ser.
Reverencio esse ser-mulher,
que não deixa faltar um sorriso feliz,
um olhar alegre que dá sentido a vida.
Penso em ti, mulher, com enorme
gratidão, pois se estou aqui,
te reverenciando, é porque me amastes,
me gerastes, me destes vida,
assumistes ser mulher!
DD_11-05-04- Campo Grande MS
Being a woman
Delasnieve Daspet
On a common planet
Living among the other beings
the woman who accepts to be a woman,
accepting the way she is.
This woman creates life.
This woman is a mother!
But, to create life is too little!
You’re supposed to generate and assume it
Generate and bring up, generate for love,
Generate on wealth and on poverty,
You’re supposed to give love and to be The Love!
This woman is the one I honor.
This one who is always brave,
Mother, who shows all the love she can feel
And all the love she can be.
I honor this being-mother,
Who always has a happy smile on her face
Who always shows happiness on her eyes
in a way that always makes sense on life
I think about you, woman, with a tremendous gratitude
If am here, honoring you, is because
you loved me, you generated me,
you give me my life.
But, above all, you accepted to be a woman
tradução interpretativa de Cleusa Bechelani
Dia da Mulher

Being a woman
On a common planet
Living among the other beings
the woman who accepts to be a woman,
accepting the way she is.
This woman creates life.
This woman is a mother!
But, to create life is too little!
You’re supposed to generate and assume it
Generate and bring up, generate for love,
Generate on wealth and on poverty,
You’re supposed to give love and to be The Love!
This woman is the one I honor.
This one who is always brave,
Mother, who shows all the love she can feel
And all the love she can be.
I honor this being-mother,
Who always has a happy smile on her face
Who always shows happiness on her eyes
in a way that always makes sense on life
I think about you, woman, with a tremendous gratitude
If am here, honoring you, is because
you loved me, you generated me,
you give me my life.
But, above all, you accepted to be a woman
tradução interpretativa de Cleusa Bechelani
quinta-feira, março 04, 2010

SÉRIE: AUSENCIAS...
Um dia sem fim!
Delasnieve Daspet
Finalmente o silêncio...
Andei até a janela,
Deixei que a cabeça pendesse contra a vidraça,
O tempo se fazia extremamente curto...
Fitava a imensidão que se descortinava,
Do olhar se desprendia tanta saudade...
Tempo de partida, de adeus...
De novo nos veremos onde as
Perfeitas alegrias se encontram...
Falo de eternidade,
Do espaço entre as existências!
O por de sol e a estrela da noite
Chamam por mim...
Como é triste e solitário ter tudo e nada ter...
Quão lentamente os dias transcorrem,
Lua e noite – ambas,
Serão um dia sem fim!
DD_19.01.10 – Campo Grande – MS
( Da série – Ausências...)
BRASIL BOIADEIRO




quinta-feira, 4 de março de 2010
Expedição Mato Grosso do Sul
Fomos recebidos em Campo Grande por Delasnieve Daspet, Marley Sigrist, Edílson Aspet e Nelson Vieira. Em 19/02 a equipe entrevistou Nilde Brun, da Fundação de Turismo, e Américo Calheiros, Secretário de Cultura do Estado. Durante a noite assistimos e registramos uma apresentação do Grupo de Dança Camalote*, que trouxe em sua coreografia danças folclóricas como Catira, Siriri e Xamamé.
O Canal Rural entrevistou a Chefe de Cozinha Dedé que, em parceria com o Chefe Paulo Machado, desenvolveu um projeto de preservação das receitas tradicionais da gastronomia pantaneira, já citado por mim nesse blog.
Recebemos, ainda em Campo Grande, um novo integrante em nosso grupo, Dalfran, que dirigiu a Van, que foi colocada a serviço de nosso projeto pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e que nos levou à Fazenda Cacimba de Pedra, que foi nossa Base de trabalho no Pantanal, até o final da expedição em 28/02.
Nessa etapa o projeto contou ainda com o apoio de um avião, oferecido pelo Governo do Estado, que nos possibilitou captar imagens aéreas, que farão com que os expectadores de nosso trabalho tenham uma idéia melhor da geografia do Estado de Mato Grosso do Sul, além de nos viabilizar a chegada em locais sem acesso por terra, devido ao período de cheia do Pantanal. Ganhamos assim novos companheiros de equipe: Capitão Ênio, Capitão Katiane, Soldado Jardel e, mais tarde, o Tenente Amador. Sob o comando do Capitão Ênio, eram esses os responsáveis por nossas missões aéreas.
Agradecemos a especial atenção que nos dispensou a Coordenadoria de Policiamento Aéreo e seu coordenador geral, Coronel José Tadeu.
Vivemos ótimas experiências juntos e do ar conseguimos visualizar o que em teoria haviam nos passado: que existem diversos e diferentes pantanais, cada qual com seus ciclos de cheia e seca. Enquanto nas Fazendas: Piúva, Cacimba de Pedra, 23 de Março e Santa Cruz o solo estava seco, na Rio Vermelho apenas a casa sede, pista de pouso e algumas poucas elevações estavam fora d’água. Nessa ultima fazenda passamos por uma situação surreal, aos olhos urbanos de muitos, nosso avião encalhou no terreno molhado da pista de pouso, creio que poucos ouviram falar na difícil tarefa que tivemos: desencalhar um avião.
Não bastando isso, fomos levados à sede da fazenda em um barco puxado por mula. Um meio de transporte muito usado pelo pantaneiro, na cheia, pois com apenas um animal pode-se transportar várias pessoas e objetos, seria algo como uma carroça fluvial, ali chamada de “barco chinchado”**.
Nessa situação o gado fica, durante a noite, nas elevações secas e delas sai pelo terreno alagado durante o dia para pastar da vegetação submersa ou com as pontas fora d’água. Os bezerros em amamentação permanecem em terra firme e suas mães retornam do pastoreio, de tempos em tempos, para os amamentar. Predomina nessa paisagem o gado nelore*** e é incrível observar como esse animal se adaptou plenamente a essa situação e passa por esse período adverso com ótima condição de saúde, parecendo ter, essa raça bovina, origem pantaneira.
Sobrevoamos também a Serra do Amolar, um maciço rochoso que se eleva ao norte do Panatanal de Mato Grosso do Sul e que recebeu esse nome por ter em seu solo pedras que se prestam a amolar facas ou ferramentas. Uma paisagem de tirar o fôlego por sua beleza, tanto que nos adiantamos no horário sendo-nos impossível retornar à Fazenda, cuja pista de pouso não dispõe de iluminação noturna.
Pernoitamos em Corumbá e lá conhecemos o trabalho do Instituto Homem Pantaneiro. Seu presidente, Rubens de Souza, nos mostrou um prédio histórico, próximo ao Porto de Corumbá, em restauração pelo Instituto, para ali implantar um novo Espaço Cultural para a cidade. Essa entidade trabalha pela preservação do Pantanal e tem adquirido terras na região, transformando-as em reservas permanentes, uma iniciativa realmente maravilhosa.
Visitamos ainda outro bioma de serra, a Serra da Bodoquena, onde contamos com o apoio da Prefeitura Municipal de Bodoquena e do casal Acylino e Regina, proprietários do Hotel Fazenda do Betione. Visitamos a Fazenda Boca da Onça, onde fomos recebido pelo Roni, que nos levou ao topo e depois ao pé da Cachoeira da Boca de Onça, uma queda d’água de 170 metros. Conhecemos ainda a criação de Guzerá**** dessa fazenda, que dispõe de excelentes matrizes dessa raça.
Acylino e Regina nos hospedaram em sua propriedade, que é cortada por um rio transparente com lindas quedas d’água, destacando-se a Cachoeira do Pedrosian. Nos prepararam uma apresentação do grupo de Folia de Reis local e ainda nos apresentaram aos índios Kadwéu. Essa etnia é chamada popularmente de Índios Cavaleiros, pois, no passado, domesticaram cavalos deixados pelos primeiros espanhóis que visitaram o pantanal, tornando-se exímios cavaleiros, o que provocou mudanças em sua cultura, influindo em todo seu modo de vida.
Os Kadwéu usam calça de couro, especial para montaria, ao invés de tangas e criam cavalos e gado bovino. Esses índios foram aliados do governo imperial brasileiro, por ocasião da Guerra do Paraguai, tendo desempenhado importante papel em nossa vitória nesse conflito, o que motivou a doação de 530 mil hectares de terra, feita por Dom Pedro II, a essa tribo. Desses indígenas registramos a produção de cerâmica e a realização de uma pintura típica, que fazem no corpo de seus cavalos. Sua pintura tem caracteres com simbologia definida e reconhecida por eles, sendo assim uma forma de escrita com ideogramas.
Ainda na Bodoquena, Acylino nos levou ao Sr. Luiz, antigo organizador de comitivas*****, que tem o corpo marcado por diversos acidentes que teve no transporte de gado. Ele nos fez uma demonstração da formação de uma tropa com mais de 60 animais. Esse homem muito bem representa a fibra e coragem do boiadeiro de Mato Grosso do Sul, um homem forte que sobrepuja as forças da natureza, tornando-as aliadas.
Terminamos nossa expedição na Fazenda 23 de Março, onde assistimos a uma prova de laço, durante a qual pudemos observar as habilidades dos peões pantaneiros. Também provamos do churrasco tradicional, preparado pelo proprietário João Julio, que nos serviu carne oreada****** e cordeiro, ambos orgânicos, assados à lenha de angico. Essa fazenda, por iniciativa de seu proprietário, cultua as tradições pantaneiras em seu cotidiano e, em breve, será objeto de um artigo nesse blog.
Retornamos do Mato Grosso do Sul com farto material, eu com cerca de 1.500 fotogramas e o pessoal do Canal Rural com 13 horas de gravações. Isso possibilitará o registro da rica cultura desse Estado, numa iniciativa que pretende preservar, valorizar e divulgar o Patrimônio Cultural Imaterial do povo sul-mato-grossense, o que nos será possível graças aos nossos patrocinadores e ao incondicional apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
Agradecemos especialmente à Fátima, da Aguas do Pantanal, que foi imprescindível ao sucesso dessa expedição, e a Adélia,Terezinha e Fernando, da Fundaçao de Turismo de Mato Grosso do Sul.
Ao Sr. André Puccinelli, Governador do Estado, ficamos eternamente gratos por sua inestimável ajuda ao projeto Brasil Boiadeiro e apoio à cultura popular local, cuja riqueza de costumes e tradições engrandecem ainda mais nosso Brasil.
* Camalote - nome popular de uma planta aquática flutuante do Pantanal.
** Chinchado - Preso à chincha. Chincha é um tipo de cinta com argolas colocada sobre os arreios dos cavalos, na qual o cavaleiro prende a extremidade final de seu laço ou corda para puxar ou sustentar algo laçado ou preso à outra ponta.
*** Nelore - Raça bovina, adaptada ao Brasil, mas de origem indiana, originalmente denominada Ongole.
**** Guzera - Raça bovina, adaptada ao Brasil, mas de origem indiana, originalmente denominada Kankregi.
***** Comitivas - Grupo de peões transportando boiadas. As comitivas ainda são frequentes no Pantanal. O gado é tocado, numa marcha lenta, podendo este pastar durante o trajeto.
****** Carne Oreada - Tipo de carne salgada e depois seca, normalmente pendurada em varais ao sereno da noite.
sábado, fevereiro 27, 2010
Nenhum Elo
domingo, fevereiro 21, 2010
Cada lágrima que guardo ... - Poesia -
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Poesia
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Palavras... ( Poetrix 3 )

sábado, janeiro 30, 2010
Poesia
Despedindo-me do passado...
Delasnieve Daspet
Foi tudo tão breve.
A tua presença, estrela peregrina,
foi tragada pela terra,
naquela noite triste.
O céu fez questão de ocultar
qualquer lembrança tua,
e no silêncio profundo,
que validade teriam minhas saudades?
Duas lágrimas quentes rolam pelas faces,
pois te lembro, tênue luz brilhante,
que o tempo vai esmaecendo...
Mas, vou me lembrar para sempre!
Oh! quantas vezes te busquei?
Vasculhei oceanos, desci a abismos,
viajei o cosmo inteiro.
Movi céus e terras,
finalmente, te encontrei!
Pássaro errante,
sinto tua presença
como sinto o vento.
Sei que estas ao meu lado,
mesmo não te vendo!
Te ouço, te sinto, te espero
séculos e séculos.
Perdura, em mim, o som de tua melodia,
e me chegas no frescor da manhã,
como uma rosa matutina.
Despeço-me do passado triste e solitário,
sei, hoje, o meu destino,
sem ti, tudo foi dor e treva..
Mas eu te encontrei,
juro, ser tua, para sempre!
DD_17 - 04 - 04 - Campo Grande MS
domingo, janeiro 24, 2010
Carta nº XI - Para meu Pai

Pai,
Hoje, não te escrevo à luz de lamparinas no silêncio da noite.
A parede que me rodeia é cheia de luz, clara, não como aquela pálida e oscilante luz de outrora. Minha mesa é de fina madeira, teclo num computador, e, a casa não é aquela de
de barro amassado, piso batido, telhado de capim, sem forro que deixava passar a ventania chorosa do pantanal.
De madrugada já não vou ao mangueiro soltar os bezerros, já não trato dos animais, cuido apenas dos pratos da Misha e do Bandit e dos passarinhos ( bem-te-vis, pardais, sabiás, joão-de-barros ) que fazem algazarra e me cobram a alimentação da manhã. Não, pai, não os tenho preso, são livres como o sol da manhã, apenas vem em busca do seu farnel diário. Os acostumei assim. São mansos e me premiam com lindos cantos.
Eu te escrevo, hoje, para te dizer que ainda vivo do amor que me ensinastes, como o mais nobre dos seres humanos, e, se em outras vidas retornar, e, isso deverá ocorrer face as minhas necessárias lapidações, gostaria de voltar a ser sua filha.
A saudade do teu carinho e da tua amizade leva-me ao Rancho Alegre de minhas recordações...
Gostaria de afagar as tuas mãos calejadas e trêmulas das lidas campesinas – que hoje transcendem a luz, pois já não és deste mundo onde sonhamos e sonhamos e quase nada realizamos.
A morte, meu pai, é parte da vida mas não dissolve os elos do espírito, por isso estamos sempre juntos, seres afins - na melodia do tempo.
Não a temo e a aguardo sempre, é verdade que nunca estamos prontos... mente quem diz estar apto para realizar a passagem... sobra sempre o imaginário - criações de nossas mentes.
O olhar se estende no infinito buscando o que esta além do incomensurável, e, o tempo se dobra, inclemente, e vejo surgir no horizonte, ainda que distante, palidamente, o caminho que seguiremos...
E sei que a qualquer hora estarei chegando para continuar a viagem pelo infinito porque aqui á apenas uma passagem, e, a minha espera sei que estarão os amigos de outras eras, e, tu meu pai ao lado de mamãe, frondosas árvores que me ofereceram sombra, dedicação e amor fraterno.
Até logo!
Delasnieve Daspet
DD_24-01-2010 – Campo Grande MS
sexta-feira, janeiro 22, 2010
...AS LÁGRIMAS LAVAM A ALMA - Delasnieve Daspet

... As Lágrimas Lavam A Alma!
Delasnieve Daspet
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=101911&cat=Poesias
Há quem goste de cutucar feridas;
De ver o sangue pingando;
Não deixar o machucado secar,
Não permtinto que lindas quimeras
Voltem a sonhar...
Os tempos mudaram mas a dor de cotovelo,
A possobilidade da perda,
A dor contínua da espera,
Do amor que esta fadado a morrer...
Angustiante, permanecem únicos,
Nos fazendo esmorecer!
Quando se perde um amor,
O vazio e a desilusão, são iguais.
Não se come, não se dorme, não se vive,
A tristeza atravessa o peito, o ar se esvai.
E todas as noites, no travesseiro amigo,
Depositário de nossas lágrimas,
É que encontramos consolo e paz...
Ah! quem já não passou por esta dor?!
Quem já não encheu um amigo de lamúrias,
Já não fez loucuras ?
Vou fundo na tristeza,
Busco dentro de mim o meu eu.
Procuro as respostas que não chegam...
Infinitamente reverbero
Do reflexo de luz que emana
No vento, na luz, n´ água , nas chamas,
E descubro, em nublado olhar, que
As lágrimas lavam a alma!
Campo Grande_MS
23,00 hs - 14-01-05
quinta-feira, janeiro 21, 2010
O silêncio das Almas

Delasnieve Daspet
terça-feira, janeiro 19, 2010
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm

Varal nº 05 Edição 421 - Ano 9 - Grupo de Poesias Luna & Amigos
Tema Chuva Fina
http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Beijo de Adeus...

Beijo de adeus...
Delasnieve Daspet
Uma profunda paz desceu sobre os olhos;
O tempo parou... esperava.
Que não haja tristeza no adeus!
Ternas palavras subiam ao olhar,
Com o pôr do sol o dia terminava...
A estrela da tarde se aproximava,
Como um clarim, a chamar...
O que dizer ?
Eis que chega a hora da partida.
Um vento leve, brisa suave do alvorecer,
Perfeita alegria.
Nos lábios o toque da morte...
Ceifada a flor no beijo de adeus!
DD_ Campo Grande-MS, 16.10.09
Através da Vidraça...

ATRAVÉS DA VIDRAÇA
( HOMENAGEANDO DD)
Aconteciam festas
Arco-íris de luzes, janelas abertas
Recebiam sons e risos
Da casa impregnada de alegrias
Papai Noel de corpo inteiro
Em corpo de mulher
Envolta em arminhos
Capuz vermelho,rosto saudável
E a pinta,ah... a estigmatizava!
A serena presença
Não era vulto por entre as frestas
Descortinando o futuro chegante
Era ela,a mulher forte,transparente
Amiga,batalhadora,onipresente!
Nas mãos, a coleta de presentes
Conquistados,merecidamente
Nesse ano que, rapidamente, se finda
Para recomeçar mais um outro,bem novo
De belas emoções,renovações
De quem colheu tanto, entre tantos,
Na grande família "Poetas del Mundo"!
Arahilda Gomes Alves, ante a imagem de
Boas festas,de Delasnieve,hoje 31/12/2009-18,30h
















