sábado, abril 25, 2009

Nem Ontem, Nem Amanhã...


















Nem Ontem, Nem Amanhã...
Delasnieve Daspet

Não existe nem ontem nem amanhã.
Só existe este momento,
que deve ser aproveitado,
por ser mais precioso do que pensamos.

Sentei-me a beira do lago,
de óculos escuros, para melhor observar,
Mesmo que o sol já tenha se inclinado no horizonte.

A superfície do rio estava lisa
apenas dois biguás deslizavam,
deixando atrás de si um " V ",
quebando a monotonia.

No alto uma gaivota gritando,
rodopiava no ar, no crepúsculo, desaparecendo.

Na beira do rio,
lado a lado com as lembranças,
através das lentes escuras,
olhando os círculos que se expandiam
na superfície, estávamos, eu, e o Hoje...

O sol já se despedira,
uma leve brisa afagava meus braços...
Estava pronta para voltar.

Sou grata a vida
por deixar-me captar a sua essência...
E nesta caminhada levarei as recordações
Que aquecerão o entardecer de minh´alma...

DelasnieveDaspet
Campo Grande MS
17.08.03

sexta-feira, abril 24, 2009

Assim Como As Folhas Que Tremem...

Assim Como As Folhas Que Tremem...


Delasnieve Daspet


Assim, como o sol que se curva a cada manhã;
Assim, como as folhas que tremem
Com a brisa refrescante;
Assim, como um pássaro a céu aberto,
Numa ânsia que toma,
Assim, no meu silêncio, este lamento.

Escrevo no pó da estrada
A profunda dor de minha mágoa.
E na aridez de minha saudade,
Com o canto preso na garganta,
Sou a lágrima triste
Que pinga sobre tua lembrança!

Assim sou, assim sigo
Um mero reflexo na janela...
Esta mentira é tão real que dá pena,
Sem perceber, sou eu mesma, quem vaga,
Na multidão que não passa...

CAMPO GRANDE MS
31.05.04

quarta-feira, abril 22, 2009

Vinte Anos



Vinte Anos


Delasnieve Daspet


Anos 70....
Flor de vinte anos,
Turbulentos anos,
País subjugado,
Censura explícita,
Período sem copas,
Amargas derrotas!


Jornais com receitas ou poemas,
Universitários reivindicando;
Leila Diniz incomodava com a sua alegria
Sem pudor, sem tabus.

Topetes, calças boca de sino,
Cuba livre, hi-fi, mini-saias,
Brilhantina e os embalos de John Travolta.

Cenas alternativas do underground,
Calça lee e jaquetas de franjas
Gritávamos contra o sistema...


Jemmy Hendrix e woodstock,
Beatles, Rolling Stones, Chico,

Caetano, Bob Dylan, Milton
Uma paranóia total!


Relembro e que nostalgia que dá...
Reuniões escondidas,
Cheirando subversão...


Viver todos os momentos...
No ar, o hippie jeito de ser,
Que ainda hoje perdura
- Paz e Amor -

Na distância que encolhe os dias!
DD_17-02-09-Campo Grande-MS

domingo, abril 19, 2009

Lembranças



Lembranças

Delasnieve Daspet

Há um recanto
Onde respiro ar puro...
Nas planícies verdejantes
Serpenteado por lindos rios
Me perco em deslumbradas saudades...

Floresta rala de nosso cerrado,
Casinhas de barro,
Quintais com frutas,
Cercas com trepadeiras,
Pequenos jardins onde florescem
As onze-horas.
Dias infindáveis
Andei por todos os lugares...

A noite há muito sobreveio
Mas ela não existia em mim....
Era dia... Sempre dia.
A sombra que tudo escurece
Nada pode tirar de minhas lembranças...

sábado, abril 18, 2009

Meus sentidos já não deténs

Meus sentidos já não deténs...

Delasnieve Daspet


Vi teu vulto de braços erguidos
Como asas de colibri,
Estavas a sorrir...
Sorrindo, recordei...
Vestido, apenas, com meus braços.
Nu - como a folha que voa perdida
Naquela noite, setembro, outubro?
Já não lembro!

E de novo tua lembrança perturba.
Teu cheiro, vento de abril?
Me causa um misto de ternura e espanto,
No mistério que ainda ofereces,
Oásis, na secura da vida.

Lambuzados - do prazer que desvaria,
Da emoção que domina, que toma,
A atração que nos juntou,
Loucos, famintos, sedentos deste calor,
Ainda lembro...

Agora - olhando percebo tudo tão diferente,
Sorris ainda, mas meus sentidos
Já não deténs!
**
DD_21.02.05-Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br






Meus sentidos já não deténs...

Delasnieve Daspet


Vi teu vulto de braços erguidos
Como asas de colibri,
Estavas a sorrir...
Sorrindo, recordei...
Vestido, apenas, com meus braços.
Nu - como a folha que voa perdida
Naquela noite, setembro, outubro?
Já não lembro!

E de novo tua lembrança perturba.
Teu cheiro, vento de abril?
Me causa um misto de ternura e espanto,
No mistério que ainda ofereces,
Oásis, na secura da vida.

Lambuzados - do prazer que desvaria,
Da emoção que domina, que toma,
A atração que nos juntou,
Loucos, famintos, sedentos deste calor,
Ainda lembro...

Agora - olhando percebo tudo tão diferente,
Sorris ainda, mas meus sentidos
Já não deténs!
**
DD_21.02.05-Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br

sexta-feira, abril 17, 2009

boa noite





boa noite....
trabalhei tanto nestes dias...
que nem tive coragem de entrar aqui...

sexta-feira, abril 10, 2009

Paixão



Paixão

(Delasnieve Daspet )

Nunca consegui dimensionar o sofrimento do homem Jesus Cristo.
Pessoas de minha geração leram e lêem a bíblia.
Muitos, praticam os ensinamentos.
Acho que me faltava a fé. A fé no imponderável. A fé no onisciente.
A fé que do amor faz bastar as dúvidas e tornar a paixão incomensurável.
Como é que, eu, pés de barro, poderia entender esse amor, essa entrega, esse sacrifício, essa doação?
Num louco momento, ouso, ( todo poeta ousa sonhar e imaginar coisas impossíveis e vãs ), pois é, ouso comparar nossas vidas com a vida de Jesus.
Ouso confrontar nossos sofrimentos com os Seus. A nossa morte diária com a Sua.
Coloco-me frente a vida, olho-me no espelho de minha consciência, avalio minhas cicatrizes, as cicatrizes que a vida nos deixa...
Por que Ele morreu por mim?
Eu seria capaz de morrer por alguém?
Como entender esse amor?
Como aceitar essa doação?
Tantas coisas questionamos nas coisas que vemos no dia a dia...
Lá na rua jaz, em poças de sangue, uma criança de seus quinze anos... Seu corpo franzino, humilde, tatuado, encontra-se abandonado.. ao léu, carente de uma atenção que não lhe foi dada!
A violência esta em todos os nossos momentos e atos, sintomático resultado da desagregação social, do desajuste familiar, da exclusão, pela falta de ocupação...
É Jesus que tem sua paixão diária em todos os lugares do mundo?
É Jesus quem morre todo momento na situação endêmica em que vivemos ?
É Jesus quem morre com o fracasso do ser humano... com o fracasso do amor?!
Ou somos nós a morrermos na solidão do dia a dia e na falta da compaixão por nós?
Ou nem sabemos amar?
Só pode entender o amor da Paixão quem saiba amar, quem olhar o semelhante como a si mesmo.
Há tanto a aprender.
Há tanto a perdoar.
Há tanto a amar e a viver o sonho da vida.
DD_Campo Grande MS Abril-2004

quarta-feira, abril 08, 2009

Eis-me...




Eis-me...

Delasnieve Daspet

Eis-me a teus pés,
Numa aceitação muda de mim,
Corpo e alma, defeitos,
Inteira no tempo e no espaço,
Resistindo e caindo, levantando trôpega,
As mãos estendendo no apoio que me dás..

Eis-me aqui, uma vez mais,
Plena e vazia
Nua, sem as maldades humanas,
Companheira da mesma estrada.

Calo-me, em meu olhar o nada,
A verdade crua do vazio
Dos gestos que se calam
Na entrega que te faço do meu eu

Eis-me....
Me multiplico, somo, diminuo,
Confusa regra de três
Neste imperfeito mundo
Onde o normal é a loucura,
E anormal é a ternura!


Eis-me, ôca nesta oca,
Em busca de melhora,
Amar deve ser a regra e
Não exceção!

Bonito_MS


Canto à Mato Grosso do Sul - Delasnieve Daspet


Bonito_MS
Onde o verde chega a doer ao desavisado olhar,
Onde a piraputanga, o pacú, o dourado, o pintado,
nadam lado a lado do humano,
este, o verdadeiro predador...

Bonito é lindo em qualquer época,
A onça pintada ainda bebe água, nos finais de tarde,
nos corichos por andam, também, o veado, o cateto,
porco do mato, o tuiuiú, a garça branca e o Martim-pescador

Conheçam o que sobrou da Mata Atlântica,
esse insuspeitado pedaço, aqui , no centro
do nosso amado Pantanal.

E quando aqui chegares, me avise,
estarei a tua espera com poesia, chimarrão, tereré,
uns bons causos e quem sabe - se for em tempo hábil -
até uma pescaria...


Mato Grosso do Sul, meu canto maior,
Meu sonho, meu sangue se fundirá com teu solo
Um dia...

Um dia Tu e Eu - neste imorredouro amor que nos une
floresceremos como as margaridas - brancas e amarelas -
- cores da nossa bandeira, enfeitando o nosso céu azul,
Serei enfim - tua, completamente tua, Terra Amada.

Unidas, para todo o sempre, no vermelho-roxo
do pó que seremos... amalgama!
Juntas - minha Terra - estaremos
No meu poente.
24hs-06-01-08-Campo GrandeMS

FLAGRANTES DA CARMINHA



COM O TOBY

CARMINHA E EU






COM A ANIK





nO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO

CARTA DA PAZ

Familia - é a base!

AMIGOS - AMIGOS - AMIGOS!!








Jazinha e Anik









Jazinha e Tobby

CONSTRUINDO A PAZ...


( Associação das Familias pela Paz Mundial )


Escola de Paz...
Delasnieve Daspet


Muito se fala de paz, mas não se vive a paz...
É só observar o óbvio: no mundo,
Morrerm milhões todos os anos por conflitos de guerra,
de fome, doenças...

A paz é uma aventura diária,
Temos de descobri-la todas as horas,
em nós, nos outros, no próximo - ao nosso lado.

Temos de viver as diferenças,
Costruir - de maneira múltipla
o respeito pelo indivíduo...

Humildade, serenidade, solidariedade,
Amor ao próximo,
Doar, dar, oferecer,
Congraçamento, ternura,
Caridade, compaixão pelo Mundo,
São as matérias desta Escola...

Precisamos de uma escola de paz!
Pela instrução faremos as mudanças necessárias...
Precisamos de uma escola que tenha por alvo
Educar os homens para que construam
pelo bem da Humanidade!
Campo Grande-MS, 16 de julho de 2007.

CONSTRUINDO A PAZ...


( Associação das Familias pela Paz Mundial )


Escola de Paz...
Delasnieve Daspet


Muito se fala de paz, mas não se vive a paz...
É só observar o óbvio: no mundo,
Morrerm milhões todos os anos por conflitos de guerra,
de fome, doenças...

A paz é uma aventura diária,
Temos de descobri-la todas as horas,
em nós, nos outros, no próximo - ao nosso lado.

Temos de viver as diferenças,
Costruir - de maneira múltipla
o respeito pelo indivíduo...

Humildade, serenidade, solidariedade,
Amor ao próximo,
Doar, dar, oferecer,
Congraçamento, ternura,
Caridade, compaixão pelo Mundo,
São as matérias desta Escola...

Precisamos de uma escola de paz!
Pela instrução faremos as mudanças necessárias...
Precisamos de uma escola que tenha por alvo
Educar os homens para que construam
pelo bem da Humanidade!
Campo Grande-MS, 16 de julho de 2007.















CTG TROPEIROS DA QUERÊNCIA - 21 DE SETEMBRO DE 2008




amigos que ajudam a construir a paz!!

A PAZ É O CAMINHO


( O Encontro da Paz! )

(Delasnieve Daspet)



Verdor nos campos.
Terra cheia de flores.
Gramado verde do porvir.
E ao olhar tanta vida
fito na tela as
minhas lembranças!
Estou a ver
tua imagem gelada,
congelada em mim.

Na sombra do ipê.
Ipê roxo.
Onde escrevemos nossos nomes
no tronco.
Os nomes ainda estão lá,
para nos lembrar
os sonhos. Doces sonhos.

E agora ?
Agora, tudo é escuro!
Cerros os olhos.
A retina dói.
Apuro os ouvidos.
Alguém chama...

É o Ipê!
Sim. O ipê!
Sinto que seus galhos vergam
e parecem dizer:
"...Vem..senta-te aqui.
encontra a tua voz!..."

Sento. Converso com ela.
Conto de meus ais.
E no vento da noite,
ao pé do ipê, - lastimo
a dor que me corrói...!

Nas lágrimas tudo se quebra.
Uma vida renasce.
Ao pé do Ipê -
da minha meninice,
no fundo do quintal -
encontro, enfim - ,
a minha paz!

Campo Grande MS

papeando...




oiii


tenho que ajeitar este blog...
não sei ainda como fazer isso
mas estarei aprendendo devagar.. quero deixar ele lindaço!
Precisoa char a ponte entre a vontade e o saber fazer...

dd

SEMANA SANTA




SEMANA SANTA


Delasnieve Daspet

Hoje, quinta feira santa - lava-pés.
Três dias que antecedem o
ritual da ressurreição.
Para se entender a semana santa
temos de entender o que é quaresma,
páscoa, domingo de ramos, paixão,
morte e ressurreição.

Na quaresma Jesus jejuou no deserto.
É o momento de reavaliar a conduta, de
viver a caridade, a oração, o jejum,
conseguir o equilibrio interior.

A páscoa tem data móvel porque
é celebrada - no hemisfério sul -
na primeira lua cheia depois da entrada
do outino. A primeira lua cheia depois
do equinócio. Lua cheia esta, pelos
calendários da Igreja.

Semana Santa - tem seu início no
domingo de ramos - quando se comemora
a entrada de Jesus em Jerusalém para a
páscoa dos judeus. Nesta data são benzidas
ramos de oliveira ou de palmeiras.

Na quinta feira - é a celebração da Ceia
do Senhor e a cerimônia do Lava-pés.
Uma lição de humildade.

Na sexta - silêncio e reflexão.
É o dia da morte de Jesus.

Já no sabado de aleluia aguarda-se a
ressurreição do Senhor
e também malha-se Judas,
o traidor.

Domingo é a páscoa, simboliza a
ressurreição e o renascimento.
Muitas de suas tradições originaram-se
nas festas pagãs e outras no pessah judaíco.

Esta é a historia que
a humanidade conta há dois mil
anos e na qual confia e espera!
_DD_Campo Grande, 17 de abril de 2003.
14,00 hs.

quinta-feira, abril 02, 2009

Em Corumbá

AS FERAS...




Eu, Ju e Aida

SGI CAMPO GRANDE



HOMENAGEM À SENHORA KANEKO IKEDA

MISHA



A Princesa...

ganhando presentes...

60 anos DH




Delasnieve Daspet junto do painel...

60 anos dos Direitos Humanos


apresentação de CApoeira.. equilibrio - beleza - força...


Distâncias

Delasnieve Daspet



Os braços não se alcançam...
Ficaram longe.
Tão longe!

A ausência cada vez mais presente.
A saudade valoriza o inatingível...

Antes, quando nos encontrávamos, que loucura!
Eram beijos e abraços infindáveis,
De manhã, a tarde e a noite....
Como se a distância entre nós
Fosse espacial!

Hoje a nossa distância é de perspectivas,
Universal...
E percebo que não eras o que eu buscava,
Tampouco sou o que queres!

Temos sonhos diferentes.
Ao abrirmos as janelas
Descobrimos o vazio do outro lado!
DD_18--02-09- Delasnieve Daspet

domingo, março 29, 2009

poema no pôr do sol


Hoje, não!

Delasnieve Daspet


Hoje, especialmente, hoje,
não vou te olhar.
Não quero te ver ou sentir,
nem te saber.

Hoje,
vou fingir que não te vejo,
que não sei quem és,
nem o que queres.

Hoje, não!
A tristeza n´alma,
a carência me abraça,
estou pobre de sentimentos,
nada tenho para dar.

Hoje,
eu apenas quero dormir,
para não ver ou sentir
nem mesmo a minha dor.

Hoje, não....
Não vou sorrir nem te olhar,
viro as costas e sigo,
fecho as janelas para que percebas
que nada quero contigo.

Hoje, não!
Sabes que finjo,
sabes que é tudo mentira,
só não sabes os meus porquês...

Aliás, nem mesmo eu sei direito
não vou e nem quero definir
as sem-razões que invadem meu peito..
Hoje, não!

Hoje,
não me remeterás as lembranças
que não quero recordar,
não ficarei dolorida,
desencantada...
Impotente, grito, covardemente:
hoje, não!
DD_02-02-04 - Campo Grande MS

sábado, março 28, 2009

convite

segunda-feira, março 16, 2009

Calidoscopio




Calidoscópio
Delasnieve Daspet

No tempo,
Olho toda a minha existência
Sem faltar nenhuma das minhas ações,
Boa ou má....

Vi-me em mil lugares diferentes...
Qualidades e defeitos,
Num eterno presente.


A percepção adquirida
Trazia à tona os mais insignificantes
Acontecimentos da minha vida.


Revivo momento por momento,
Período a período,
No mesmo tempo!


Em mim o silêncio.
Silêncio da morte.
Indefinível!

Todos meus atos perpassavam
Em minha lembrança
Cada vez mais forte...
Ah! Como ignorar-me?!

Olhos hermeticamente fechados...
Morrer e viver
Limiar tão estreito
Na fina lâmina do tempo...
DD_ Campo Grande-MS, 9/03;09

quinta-feira, março 12, 2009

Frágil...



Frágil...
Delasnieve Daspet

Mar azul opala
Calmo sem ondas
Dourado pelo sol
Que se põe alhures...
Encontro da terra, da água e do céu,
Infinito de nós.

Na areia turbilhões de
Asas brancas confundem-se
Com a espuma do mar.


No ruflar das asas brancas
- em louco bálé -,
Morrer... plantas esmagadass
Pelo vai e vem das ondas...

Solitária na imensidão,
Como um borrão na paisagem
Caminhava, só...
Imensamente só!
Frágil como um cristal!
DD _ Campo Grande - 10-03-09

quarta-feira, março 11, 2009

Destinos

Destinos.

Delasnieve Daspet


Lembro um sorriso
Que percorria teu rosto
Que abraçava teu corpo
Como uma brisa da tarde.

Lembro o andar másculo e suave
De gato manhoso
Um puma, no negrume da noite.

Lembro a voz de puro veludo
Barítono, forte
Que ecoa na memória
De tempos longínquos.

E no poente, no fim do dia
Sei a certeza de te amar
Cada vez mais.
O destino nos uniu
E nos manteve distantes!
_DD_14-10 - 02
Campo Grande MS

quarta-feira, março 04, 2009

Chorar



Chorar



Delasnieve Daspet





É tanto sentimento alojado

no meu íntimo

que ao abrir as comportas da opressão

sempre choro.



Choro por estar feliz.

Choro de tristeza.

Choro por sorrir.

Choro - com lágrimas que

lavam a alma.



Na vitória. Na derrota.

Na emoção. Na satisfação.No prazer.

São lágrimas de conquista.

De reconhecimento. De consolo.

Da satisfação de um sonho realizado.

Lágrimas de recompensa

de longas noites de vigília e espera.



Choro por orgulho de saber chorar.

Lágrimas que lavam

uma dor incomensurável

que saem de uma alma ferida.

Choro a saudade

na sinceridade do afeto.



Não quero chorar o desespero

da imprudência ou da incapacidade.

Não quero chorar a intolerância.

Não quero chorar o desamor.

Não quero chorar a falta de

caridade e nem de remorsos.



Estas são lágrimas que não aliviam.

Quando chorar, quero a alegria da paz.

Devagar vou conhecendo

A força e a beleza no silêncio do chorar!

segunda-feira, março 02, 2009

Ondas no Tempo.




Ondas no Tempo.

Delasnieve Daspet



Como uma pedra
Que se joga no rio
Venho formando ondas no tempo.

Nada importa.
Onde eu vá
Sempre estarei sozinha.

Já não pertenço a lugar algum.
Tudo que me resta são sonhos.
Agora é tarde para mudar,
- Está tudo feito! -
A chuva continua caindo.

Chuva fina e constante.
Olho a chuva,
Não suporto mais vê-la cair...

Findou o inverno
E a primavera com seus brotos e flores
Já surge nas árvores,
Na curva dos dias de sol.

Repouso minha poesia e meu canto
Numa quimera!
Caminho ao teu encontro,
Beijarei tua boca cheia de palavras,
E a saudade líquida fluirá rolando face afora.
_DD_05-10-2002
Campo Grande MS

domingo, março 01, 2009

Há Um Silêncio Hoje

Há Um Silêncio Hoje.

Delasnieve Daspet



Silêncio agora.
SILENCIO HOY
Consciência é palavra feia
CONCIENCIA Y PALABRA FEA
Para quem nega a liberdade.
PARA QUIEN NIEGA LA LIBERTAD

Observo as flores,

OBSERVA LAS FLORES
Elas continuam crescendo,
ELLAS CONTINUAN CRECIENDO
Bebendo a água do orvalho.
BEBIENDO EL AGUA DEL ARROLLO



Chegamos na encruzilhada.
LLEGAMOS A LA ENCRUCIGADA
Não podemos voltar.
NO PODEMOS REGRESAR
Nem parar.
TAMPOCO PARAR

Devemos continuar.
DEBEMOS CONTINUAR
Ir.
IR

Fechar os olhos.
CERRAR LOS OJOS
Crispar os punhos.
CRISPAR LOS PUÑOS

O que tinha de aproximar
O QUE TENGA QUE ACERCAR
Apenas separou.
ACERCAR APENAS
O amor que existia ,
EL AMOR QUE EXISTÍA
Mesmo na vida,
IGUAL EN LA VIDA
É frio como a morte!
ES FRÍO COMO LA MUERTE!

Há um silêncio hoje.
HAY UN SILENCIO HOY
O adeus continua.
EL ADIÓS CONTINÚA
A noite pensa e dorme.
LA NOCHE PIENSA Y DUERME
__DD_18-10-02
Campo Grande MS

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Assim Como As Folhas Que Tremem...




Assim Como As Folhas Que Tremem...
Delasnieve Daspet


http://www.delasnievedaspet.com.br/poemas1/assimcomoasfolhastremem.htm





Assim como o sol que se curva a cada manhã;
Assim como as folhas que tremem
Com a brisa refrescante;
Assim como um pássaro a céu aberto,
Numa ânsia que toma,
Assim, no meu silêncio, este lamento.

Escrevo no pó da estrada
A profunda dor de minha mágoa.
E na aridez de minha saudade,
Com o canto preso na garganta,
Sou a lágrima triste
Que pinga sobre tua lembrança!

Assim sou, assim sigo
Um mero reflexo na janela...
Esta mentira é tão real que dá pena,
Sem perceber, sou eu mesma, quem vaga,
Na multidão que não passa...

CAMPO GRANDE MS
31.05.04

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Vinte Anos



Vinte Anos

Delasnieve Daspet



Anos 70....

Flor de vinte anos,

Turbulentos anos,

País subjugado,

Censura explícita,

Período sem copas,

Amargas derrotas!





Jornais com receitas ou poemas,

Universitários reivindicando;

Leila Diniz incomodava com a sua alegria

Sem pudor, sem tabus.



Topetes, calças boca de sino,

Cuba livre, hi-fi, mini-saias,

Brilhantina e os embalos de John Travolta.



Cenas alternativas do underground,

Calça lee e jaquetas de franjas

Gritávamos contra o sistema...





Jemmy Hendrix e woodstock,

Beatles, Rolling Stones, Chico,

Caetano, Bob Dylan, Milton

Uma paranóia total!



Relembro e que nostalgia que dá...

Reuniões escondidas,

Cheirando subversão...



Viver todos os momentos...

No ar o hippie jeito de ser

Que ainda hoje perdura

- Paz e Amor -

Na distância que encolhe os dias!

DD_17-02-09-Campo Grande-MS

terça-feira, fevereiro 17, 2009

É TARDE DEMAIS?


É TARDE DEMAIS?
Delasnieve Daspet

É tarde demais para dizer que lamento?
Que são as pequenas coisas que contam?
Que a unicidade é o que busco?
Que ao abrir os olhos é a tua imagem que surge?

É tarde demais?
Quando disse que queria ser livre como um pássaro
Não imaginava uma vida de aventuras.
Pensei apenas em viver
Com as flores que matizam a vida,
Com o perfume que embalsama os sentidos
Com a ventura de gozar do céu azul,
Do crepúsculo suave do sol se pondo,
Das noites límpidas banhadas de luar.

Será muito tarde?
Sei que foi loucura!
Mas os valores materiais se consomem,
E eu queria e busquei raízes,
Precisava brilhar ao sol - cristalizada -
Como o orvalho pela manhã.

Será - assim, tão tarde?
Porque se fui - foi buscando algo.
Queria estar com o vento - sem monotonia.
Sou uma peregrina.
Errante!
É tarde?!
É o que tua ausência me questiona!

Mas se tudo o que foi dito nada muda
Saiba que vagarei pelo mundo
Viverei ao sol como um cigana.
Nas noites dormirei tendo por colchão a relva
E por cobertor as estrelas.
Não deixarei meu corpo esmorecer
Na mágoa da esperança que me manteve!

Se não tivermos mais tempo e
Ainda assim a saudade bater tua porta,
Veja-me através da pálida lua,
Sinta-me no perfume do vento,
Ouve-me nas cantigas das matas,
Ausculta-me no sussurro do mar.
E se a fome e a dor te transformar em áscua
Lembra-te: é tarde demais!!
DD_ 10 de agosto de 2001_Campo Grande MS

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

FIM DE CASO



Fim de caso.
Delasnieve Daspet

Acabou.
Não me perguntes o porquê.
Não! Não te atormentes!
Acabou apenas,
Nada mais!

Quando quiseres lembrar-me
Bloqueie.
Finja que morri.
Faça de minha lembrança
A nuvem branca que
Ao longe se vê!

Melhor!
Me olhe como a fumaça
Que ao longe passa
E se dessipa no ar!

A comédia é finda.
Acabou sem aplausos.
Sem platéia.
Sem final.
Melancolicamente o pano caiu!

E...ficou o nada!
O vazio do tempo.
Que enregela a alma.
Que caminha célere...
Para onde?

Ficou a tristeza.
O Inverno.
E já não tenho a chama interna
Que me faz forte,
Claudico entro o concreto e o abstrato
Sem razão!

Ficamos com as sobras.
O beijo amargo.
O desamparo.
A mão pendendo no vazio.
O corpo gelado.
Nem côncavo. Nem convexo.
A gota de lágrima
Que se perdeu
Nas entranhas da terra.

Final de caso.
Nos perdemos como
Uma coisa sem valor.
*DD_ 28-8-2001_Campo Grande MS

sábado, janeiro 31, 2009

Mea Culpa




" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet
Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

domingo, janeiro 25, 2009



Melancolia...
Delasnieve Daspet

Sentada à janela,
Livro nas mãos,
Folha a folha virava.
Em voz alta, lia.

Páginas e páginas à minha frente,
Sem prestar qualquer atenção,
As palavras surgiam como sombras!

Não entendia nada...
Buscava nem ouvir o som,
Perdendo-me na saudade...

A lembrança embarga minha voz,
As lágrimas amargas de fel
Acentuam a melancolia
De mais um dia.
DD_25-01-09 – Campo Grande MS

sábado, janeiro 17, 2009

boa noite!!!




boa noite!!!

À Eternidade

À Eternidade

Delasnieve Daspet


A bruma seca apertava o peito.
O entardecer se alongava,
ao longe a terra abraçava o infinito,
pairava no ar uma tristeza
que convidava a quietude, a reflexão.

Tudo calado, o calor dominava o ar.
O rio silencioso sequer tremulava...
De repente o vento surgiu do meio do nada,
chicotando as árvores, quebrando galhos,
fazendo voar as folhas secas,
quebrando, das águas, a mansidão...
O calor abafou o ar, o céu escureceu.
Chuva, raio, vento ardendo as faces,
gotas de água misturadas as lágrimas,
amargas pelo medo e ansiedade
do longínquo instante do ser humano!

Há lugares onde não se pode voltar,
Há lugares onde é preciso voltar,
Há lugares que não se deve voltar,
Há coisas que não se pode tocar
Apenas sentir... pois é impossível
mudar a música de nossa alma.

Eternidade te ofereço toda a saudade que sinto,
Espelhada na luz da lua, magia do porvir.
Eterna sou - para descobrir que é permante a vida,
ainda que ao olhar só veja a escuridão
de um sonho impossível!
*** DD_Campo Grande-MS, 22,47 hs - 04.11.05

Celebrar com todos



Celebrar com todos
Delasnieve Daspet



As pessoas não se entendem...
Já é hora de despertar e perceber
Que existe algo a construir e realizar...

Algo precisa ser feito,
Não é possível se continuar desta forma
Qual a atitude a se tomar?

Temos de vencer os desafios,
Promover uma globalização diferente
Onde a tônica seja a solidariedade e a paz.

A nós - humanos - cabe
Levar o perdão ao ódio,
União à discórdia,
Esperança ao desanimo,
Instrução ao analfabeto,
Trabalho para o desempregado,
Alimento aos famintos,
PAZ nos conflitos!

Celebrar com todos
Que vivem na omissão e na indiferença
A alegria da vida!
DD_11/01/09 - Campo Grande-MS

boa tarde!

terça-feira, janeiro 13, 2009

" Mea Culpa"

" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet




Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

25-01-05
Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br

domingo, janeiro 11, 2009

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)


Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar

E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar

Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir

Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar

E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro

Precedia da palavra "eu"
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras

O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio

Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão

Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor

Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?
charles_aznavour_Javais_20 ans.wav

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Tem coisas que nada compra...




Tem coisas que nada compra...

Delasnieve Daspet

Me espreguiço por um longo tempo,
ouvindo o barulho irrequieto da passarada
que em meu jardim faz morada.

De repente um barulho cadenciado
em meu telhado,
uma chuva fina e forte,
dou um forte abraço nos meus sonhos...

Respiro fundo o ar da manhã,
busco um jornal,
côo um café bem forte, fumegante,
sorrio para a imagem que me olha...

Afago um cachorro...
meu olhar se perde na imensidão
que me observa,
ao longe o sol desponta...


Ah! quantas coisas a vida me reserva!
Tem coisas que nada compra
e que não custa nada...
É só querer!

Um sorriso, uma lágrima, um roçar,
uma flor que se abre,
um beija-flor,
o regato,
a mata rala do cerrado,
a formiga que sobe na parede,
meus filhos,
você.

É tanta vida que me cerca,
sou tão pequena neste oásis
que o estar aqui já me faz feliz e agradecer!
DD_04-03- 23,30 hs_Campo Grande MS

Tem coisas que nada compra...



Tem coisas que nada compra...

Delasnieve Daspet

Me espreguiço por um longo tempo,
ouvindo o barulho irrequieto da passarada
que em meu jardim faz morada.

De repente um barulho cadenciado
em meu telhado,
uma chuva fina e forte,
dou um forte abraço nos meus sonhos...

Respiro fundo o ar da manhã,
busco um jornal,
côo um café bem forte, fumegante,
sorrio para a imagem que me olha...

Afago um cachorro...
meu olhar se perde na imensidão
que me observa,
ao longe o sol desponta...


Ah! quantas coisas a vida me reserva!
Tem coisas que nada compra
e que não custa nada...
É só querer!

Um sorriso, uma lágrima, um roçar,
uma flor que se abre,
um beija-flor,
o regato,
a mata rala do cerrado,
a formiga que sobe na parede,
meus filhos,
você.

É tanta vida que me cerca,
sou tão pequena neste oásis
que o estar aqui já me faz feliz e agradecer!
DD_04-03- 23,30 hs_Campo Grande MS

sábado, janeiro 03, 2009

Um Novo Parágrafo nos Aguarda!




Um Novo Parágrafo nos Aguarda!

Delasnieve Daspet

De repente vislumbro
A necessidade de uma revisão
Reciclar.

A lista dos defeitos não tem fim,
O custo-benefício esta em declínio,
De pensar em substituir.

A resposta é uma reação em cadeia
Se descobrir qual é preciso agir...

Dar o grito de liberdade,
Mas o que acompanha essa liberdade,
Medo, solidão, dor,?
Perguntas inevitáveis!

Quando um amor acaba,
Restam fiapos das amarras...
O que era alegria hoje ojeriza,
Junto vai a tolerância, a paciência, a lealdade...

Acabar só para um...
É doloroso para quem não esta mais afim
Quanto para quem está...
É tão difícil a outra face!

Quando se vira sapo,
Quando se torna pessoa comum
Cheia de defeitos e manias
- Simplesmente humanas -
É porque o ideal acabou!

A fantasia se esvai no dia a dia,
vemos assim o principio do fim,
O ponto final.

Um novo parágrafo nos aguarda!
DD_12-09_08