quinta-feira, outubro 07, 2010

A SAÍDA - HOMENAGEM À DELASNIEVE DASPET

                                                      
                                                    A SAÍDA
 .
À Delasnieve Miranda
 Daspet de Souza,
Dedico este poema.
 .
Todos os dias,
À minha porta,
Vem alguém rogar,
                          [o pão.
Todos os dias,
À minha porta,
Vem alguém buscar,
Alento e pão.
 .
Vou ajudando,
Na medida do possível,
Também necessito de amor,
                                      [e pão.
Hoje,
Fiquei de sentinela,
À porta esperando,
Quem quisesse pão...
 .
Amanhã,
Quem virá,
Pedir-me carinho,
Palavras e pão.
 .
Ontem, sozinho,
Olhava pra’s paredes,
Sem saber a quem,
Distribuir meu pão.
 . 
Ontem,
À porta,
Saída do meu destino,
Ele veio,
Tão pequenino!
Tinha as mãos sujas,
Os pés descalços.
Ele parou,
Pensei que pediria pão,
Antes de ir embora,
Ofertou-me uma rosa,
Furtada em caminhos da vida,
Em algum jardim de sonho.
 .
Não haveria de ser nada,
Era só um menino...
  
         Não escolhi escrever este texto, posso afirmar: _Ele veio sutil e me escolheu. Mas havia a certeza de que ficaria por pouco tempo; deixando de me pertencer.
            _A quem dedicá-lo?
            _Chegou o momento, após quatro anos de inconsciente espera.
            O poema faz-me lembrar o trabalho humanista desenvolvido pela poetisa Delasnive Daspet, tornando justa esta homenagem.

Nelci Nunes - O FALADOR.
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