segunda-feira, abril 27, 2009

poesia de final de noite....

RUPTURAS.

Delasnieve Daspet.

Arco íris, voz do vento.
Castelo de areia, ondas do mar.
Canto de amor, historia.
Sigo a minha maneira,
Ou a maneira de Deus.

Nunca acredito que certos fatos
Vão se concretizar.
Principalmente a morte
E a angústia que fica.

Estão todos indo embora.
Aos poucos.
Mas vão,
Para não voltar.
Sem aviso prévio, sem adeus.
Sem até breve.

Seguem em silêncio.
Absoluto.
Quase em segredo.
E nos ficamos sem tempo
De dizer a quem amamos;
- Como te amo!

Não tem como mudar os fatos.
Perde-se todos os dias
Para a eternidade, para a vida!
Nos tomam!
Levam consigo um pouco de nós!
Ou muito.

Cada partida diminui na alegria,
No sonho,
Nas palavras.
Vai-se embora a ilusão da imortalidade
Que perdura no homem!

Não somos eternos.
Não vamos viver para sempre.
Não temos todo o tempo do mundo
Para abraçar,
Para dizer as frases guardadas nas gavetas de nós!

Como dói a perda.
Como dói regar a saudade.
Conviver com a ausência.
Fragilidade estampada numa fotografia antiga!

Fica a lembrança da cumplicidade,
Das culpas, das desilusões.
Não veremos mais o sorriso,
Não sentiremos mais o cheiro.
Não ouviremos a voz.

.....E isso dói tanto.
Estão indo todos embora,
Uns antes, outros depois,
Separados.....
E eu aqui - olhando a distância,
A mudez do infinito.
_DD_06-2002 - 8 hs
Campo Grande MS



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