domingo, maio 08, 2011

Delasnieve Daspet na cadeira 31 da ABL -matéria do jornalista goiano José Faria Nunes

Delasnieve Daspet na cadeira 31 da ABL

Quando da celebração de acordos internacionais por parte do Estado Nacional Brasileiro, no que se refere à Língua Portuguesa, tem o Governo buscado o parecer da ABL - Academia Brasileira de Letras, a exemplo do recente acordo ortográfico firmado pela CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
 Compreensível situação, em tempos pretéritos, visto que o Brasil carecia de outras entidades ou instituições que fizessem jus ao cumprimento de tão relevante função. A ABL imperou, soberana, por anos e anos. Ainda hoje goza do status de principal entidade literária do País.
Recentemente tenho escrito e falado em ocasiões que se me parecem oportunas que urge o momento de se instituir um colegiado nacional para ampliar o fórum de debates quando de eventual celebração de acordos internacionais referentes à Língua Portuguesa ou em outras situações análogas.
Sem desmerecer os méritos da ABL, entendemos que hoje o Brasil já pode contar com outras esferas literárias que, em parceria com o sodalício de iniciativa de Machado, podem melhor representar a pluralidade e totalidade lingüística e literária do território nacional.
Quando tenho dito ou escrito que falta à ABL legitimidade para deliberar em nome de todo o Brasil, estou amparado pelo próprio Estatuto de referida agremiação que, em seu parágrafo primeiro do artigo primeiro, reza o seguinte:
“A Academia compõe-se de 40 membros efetivos e perpétuos, dos quais 25, pelo menos, residentes no Rio de Janeiro...”
Como se pode notar, em que pese o fato de intitular-se Brasileira, ela é majoritariamente carioca, com, no mínimo, 62,5% de seus membros residentes no Rio de Janeiro e, no máximo, 37,5 de acadêmicos residentes em outros Estados. E, mesmo assim, entre este percentual minoritário, pode-se dizer que representa praticamente a região Sudeste do País, mais uma ou outra capital dos estados litorâneos.
Goiás obteve acesso à Casa de Mmachado de Assis em uma situação sui generis, pois o nosso Bernardo Elis goiano candidatou-se em uma situação de excessão da política brasileira, tendo sido o seu concorrente o então praticamente proscrito  JK. Na ocasião poder-se-ia ser inconveniente a eleição de um ex-presidente da República cassado, banido até mesmo da cidade que fizera construír.
Com o dito acima não imprimo nenhum demérito na obra do regionalista goiano. Ao contrário, não só ele mas outros mais poderiam ombreando o fardão da ABL, com José J. Veiga, um dos maiores escritores do realismo fantástico nacional. Mais recentemente tivemos o desprazer de ver nosso Gilberto Mendonça Teles preterido em favor do escritor de novelas Dias Gomes.
Ainda que nada tenha contra escritor de novelas, reitero que a eleição de Mendonça Telas faria justiça a Goiás e ao interior do Brasil, ainda que nosso goiano resida na cidade carioca. Goiás, hoje, assim como outros Estados do interior do Brasil, tem destacados nomes que muito bem poderiam compor os quadros da ABL, postando-se em condições de igualdade com os demais imortais do sodalício do autor de memórias póstumas de Brás Cubas.

Novos tempos
Hoje nova luz parece surgir no final do túnel das letras nacionais em termos da entidade literária de maior glamour, de maior glória, de maior honra celebradas. É que mais um Estado da região Centro Oeste do Brasil apresenta-se com candidatura ao decantado sodalício. Mato Grosso do Sul, com sua líder mais representativa no cenário nacional e internacional, Delasnieve Miranda Daspet de Sousa.
Delasnieve, presidente executiva da Associação Internacional de Poetas del Mundo, embaixadora da entidade no Brasil, é o nome da vez para honrar nossa região na mais desejada agremiação literária brasileira. Ela concorre à cadeira n° 31, levando nas mãos e nos ombros mais que bagagem literária, mas também destacada representatividade  do mais notável sentimento de humanidade, de solidariedade, de seriedade, liderança e responsabilidade.
Como humanista, é embaixadora da paz do Unicef; como profissional, advogada militante, conhecedora do Direito e de seus trâmites; como lider de classe, preside uma entidade de poetas e escritores com mais de sete mil associados por todo o planeta, mais de dois mil no Brasil; como poeta, tem vários livros publicados, inclusive na Europa, no país de Athanase Vantchev de Trhacy, a França.
Com Delasnieve na ABL, ganha o Centro Oeste Brasileiro, com uma digna e autêntica representante; ganha o Brasil, pois será a primeira vez que um Estado interiorano concorre livremente, sem contingências históricas que possam impor quaisquer sombras no mérito do processo de eleição, visto que ela, embora conte com o apoio de lideranças de seu Estado, não representa nenhuma situação de exceção  política ou de influência do gênero no cenário nacional.
Com DD na Casa de Machado de Assis, ganha a própria ABL, qua vai enriquecer de experiências do que há de mais representativo da plural e multiforme interlândia brasileira, sem perder os matizes do cosmopolitismo.
De parabéns está Delasnieve por sua garra, por sua bravura. O consulado dos Poetas del Mundo de Goiás a aplaude, sobretudo por saber que se a ABL tiver a sensibilidade de perceber o que ela representa para o Brasil-Interior e para o mundo, estarão todos igualmente honrados e de parabéns. A própria Academia Brasileira de Letras ganhará uma voz que produzirá ecos por todo o País e levará o eco da voz de todo o País para o plenário do mais decantado sodalício brasileiro.

José Faria Nunes - Jornalista
Cônsul de Goiás dos Poetas del Mundo
e presidente da Academia de Letras do Brasil em Goiás

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