quarta-feira, junho 17, 2009

Dizer Adeus




Dizer Adeus

Delasnieve Daspet

Adeus.
Fecho o livro,
Baixo a cortina,
Apago a luz.
Encosto a porta,
O sino dobra,
Saio agora.

Dizer adeus torna tudo tão real,
A verdade perfeita na palavra sutil
De cinco letras.

Digo adeus,
Para depois, não sentir a ausência...
Pois, a razão da dor, é o não se despedir.

Talvez te veja um dia...
Ou quem sabe, mais tarde,
Quando o tempo do verbo já for passado...

Consciente ou inconsciente
Somos páginas viradas do fim anunciado...
Adeus!

Campo Grande MS
23-06-04

terça-feira, junho 16, 2009

Estigma




ESTIGMA

Delasnieve Daspet


Ser pobre
Sempre foi um estigma.
Houve momentos - e ainda há -
em que a pobreza material
Foi e é banalizada pela sociedade!

Pobre é bandido! - Se diz!...
Não é, não!
Miseráveis sofrem a miséria
Que lhes é imposta
Por uma sociedade injusta,
Sem leis,
Sem verdades!

Pra que miséria maior
Que essa chaga política
Que abrigamos?
Eles vivem a miséria moral
E nós - a desdita de aturá-los!

Vivemos em estado de perplexidade
Das cobranças que nos fazemos!
De que honra falar?
Em qual verdade investiremos?
A cada gesto impune
Se destrói a ilusão que nasce!

Por que temos de carregar
Este estigma?!
Este sinal infamante
Que nos foi legado pela história
De sermos um povo bom, passivo e corrupto?!

Vamos sair da miséria moral
Em que chafurdamos no dia a dia.
E que o nosso estigma seja
Receber o pólen que fecunda
A flor da esperança!

A oportunidade nos é dada....
Obrigue-se a extirpar as chagas,
Exerça teu direito!
*DD_ 17- 02 -2002
Campo Grande MS

domingo, junho 14, 2009








Assim Como As Folhas Que Tremem...
Delasnieve Daspet


Assim, como o sol que se curva a cada manhã;
Assim, como as folhas que tremem
Com a brisa refrescante;
Assim, como um pássaro a céu aberto,
Numa ânsia que toma,
Assim, no meu silêncio, este lamento.

Escrevo no pó da estrada
A profunda dor de minha mágoa.
E na aridez de minha saudade,
Com o canto preso na garganta,
Sou a lágrima triste
Que pinga sobre tua lembrança!

Assim sou, assim sigo
Um mero reflexo na janela...
Esta mentira é tão real que dá pena,
Sem perceber, sou eu mesma, quem vaga,
Na multidão que não passa...

CAMPO GRANDE MS
31.05.04

sábado, junho 13, 2009


DELASNIEVE DASPET E O MUNDO DOS POETAS.
De João Justiniano da Fonseca

Há pessoas que seguindo caminhos diferentes se destacam e evoluem no correr do tempo por razões várias em espaços diversos. Há as que percorrem as mesmas trilhas em igual espaço, por razões idênticas. Chegam ao mesmo destino na trajetória terrena. Ao cabo, dizem uns - dei conta do recado, cumpri a missão - falam outros. Fecham o círculo da vida.Os poetas e os deuses cursam a senda espiritual. E, mansamente, de braços dados, pisam passo a passo os longínquos chãos do sonho e da esperança. Por vezes, tomam asas e voam milhas à busca do destino. Não cansam, não gemem, não recuam. O destino de ser deus ou ser poeta traz o elo especial do incomensurável, que prende ao infinito azul. Os poetas e as deusas, os deuses e as poetas são o extrato do belo iluminado, do ouro pingando cristal, do cristal derramado em faíscas multicoloridas para enfeitar um pouco mais o belo da poesia. E esse todo que avistamos no éter azul sem limite, vale como pão que alimenta os deuses e os poetas, é o seu tudo e o seu todo, sua poesia - seu próprio ser. Materialmente simples criatura terrena, espiritualmente reproduzindo ninfas, para criar o eterno, o poeta memorializa a eternidade e aí se transfigura. Poeta e deus, deus e poeta, luz e beleza.Estas lembranças de navegante interplanetário, confundindo entre si o material e o espiritual, que em termos de poética são irmãos siameses, vêm acerca de Delasnieve Daspet, a poeta maior da contemporaneidade brasileira na sua força de expressão, em sua capacidade de ser e sua condição pessoal de realizar.Admirável, impressionante como criatura humana, diviniza-se para o milagre do trabalho. Embaixadora de Poetas Del Mundo no Brasil e Embaixadora da Paz, de tanto produzir e comunicar deixa a impressão de que mora à frente do computador, aí come e bebe, dorme e acorda produzindo belos poemas, criando textos, divulgando pessoas, oferecendo informações. Carrega-o debaixo do braço, trabalha a bordo do avião que navega pelo Brasil e pelo exterior, de pouso em pouso pregando paz e poesia, viver humanizado entre seres que desumanamente se hostilizam por hostilizar-se – alguma coisa assim como se praticassem o esporte do mata e morre.Vem, a pouco, a poeta maior, de lançar na Cidade Luz o seu caçula – DE LIBERTÉ EN LIBERTÉ, bilíngüe em português e francês. Como em regra no seu rico trabalho intelectual, canta, neste livro, as belezas da vida e da natureza, fala de amor e florestas, ela que é em parte amazônica dos pantanais de Mato Grosso do Sul, em parte universal. Junta o amor à pessoa humana e o amor à flora, para pregar, no canto, a paz entre os homens, como indivíduos, como povos.A paz, senhores, a paz! Parece que as tradições já marcam como destino humano a guerra entre os povos? Desde que se conta a história humana a guerra está viva. Nunca parou de existir, nem um dia fechou o maldito bocão dos canhões e das metralhadoras. Agora são mísseis de longa distância. Os líderes que comandam nosso destino são insensíveis à dor do semelhante? Eles não vão pessoalmente ao campo de batalha, mandam à distância, não imaginam, sequer, a dor de que são causa. Quem nos dirá que no amanhã, quando chegar a era da comunicação interplanetária, os planetas entre si conhecidos, entre si não guerreiem numa luta de fim de vida, caminhando para a escuridão total? E por quê? Porque o destino das pessoas marca o signo da guerra? Porque a cultura universal milenar criou o destino da estupidez? Maldita seja a guerra entre os homens, irmã Delasnieve Daspet. Eu a acompanho na leitura e no sentimento, no amor à paz. Falta-me a força de espírito que te move, a capacidade e o preparo intelectual para gritar contigo ao mundo inteiro. Certo, certo, certo é que no meu ler constante, no meu velho observar, chego à feliz conclusão de que no mundo inteiro o sentimento maior e a vontade predominante estão contigo pela paz entre os homens e entre os povos. Falta, para que isso se efetive, um toque, um quê de superior à mente humana. Um dia a corneta do destino tocará dos infinitos azuis o canto de paz universal e os homens entre si, feitos em poetas e deuses de braços dados andarão em terra, voarão no espaço contigo. Deus a salve, querida amiga, na tua pregação missioneira de amor.
João Justiniano
Publicado no Recanto das Letras em 09/06/2009Código do texto: T1639606http://joaojustiniano.blog.terra.com.br/delasnieve_daspt_e_o_mundo_dos_poetas
joaojustiniano@terra.com.br


POESIAS



1.
Lembrarás, Um Dia!
Delasnieve Daspet



De braços abertos
ofereci meu amor.
Minha palavra não é lixo
e será lembrada.
Lembrarás, um dia, quando tudo já for em vão.

Por isso as escrevo...
Se as deixar soltas, espalhadas,
como páginas de um livro rasgado,
estarão perdidas.

Por isso eu afirmo:
Não vou amar de novo!...
Construi um muro, fechei os quatro cantos,
já não quero olhar a estrela que
brilha ao meu lado...

Já não quero lembranças saídas do passado.
Dores marcadas a ferro, tatuadas n´alma,
na pele, com aço.
Não vou lembrar imagens que
sugiram saudades, não vou!

A amargura é colossal,
alta, profunda, larga, dolorida.
Não se pode ignorar, galgar,
transportar, arrancar.
É imensa, como uma nuvem, que tudo tolda.

Já não quero nada que me lembre o amor,
já não quero me lembrar do nascer do sol,
da lua pequenina na colina,
da viola de cordas mortas,
e da voz do poeta canta-dor ...
Mas tu... lembrarás, um dia!
__DD -13-03-04 0,25 hs
Campo Grande MS


2.
Despedindo-me do passado...

Delasnieve Daspet


Foi tudo tão breve.
A tua presença, estrela peregrina,
foi tragada pela terra,
naquela noite triste.

O céu fez questão de ocultar
qualquer lembrança tua,
e no silêncio profundo,
que validade teriam minhas saudades?

Duas lágrimas quentes rolam pelas faces,
pois te lembro, tênue luz brilhante,
que o tempo vai esmaecendo...
Mas, vou me lembrar para sempre!

Oh! quantas vezes te busquei?
Vasculhei oceanos, desci a abismos,
viajei o cosmo inteiro.
Movi céus e terras,
finalmente, te encontrei!

Pássaro errante,
sinto tua presença
como sinto o vento.
Sei que estas ao meu lado,
mesmo não te vendo!

Te ouço, te sinto, te espero
séculos e séculos.
Perdura, em mim, o som de tua melodia,
e me chegas no frescor da manhã,
como uma rosa matutina.

Despeço-me do passado triste e solitário,
sei, hoje, o meu destino,
sem ti, tudo foi dor e treva..
Mas eu te encontrei,
juro, ser tua, para sempre!
___DD - 17 - 04 - 04 - 23,44 hs
Campo Grande MS

3.
Primeiro Amor.

Delasnieve Daspet


Imaginei-me jovem,
Sentada ao teu lado na beira do rio,
Tua pele brilhando ao sol.
Não me lembro da conversa
Só da sensação do primeiro amor.

Deitada - ouvia o sussurro da floresta,
O coração falhava uma batida,
Na doçura do casulo que nos envolvia.

Ficávamos à sombra da mangueira,
Na tarde preguiçosa dos dias,
Emudecidos pelo prazer de amar.

E falávamos.....
Tanto havia a ser dito
Como se houvéramos guardado para nós
Tudo o que não podia ser expressado.

E no caminho formado pela lua sob as águas,
Ligando o rio e o horizonte,
Andamos, quebrando as ondas no escuro
Entregues aos sonhos...

O primeiro amor marca profundamente.
Invade nosso sangue,
Toma conta d´alma.

Se for o amor verdadeiro
Nos dará também a segurança de navegar
Pela vida, completo, unidos,
Um porto contra todas as tormentas...
DD-20-08-03 - 23,55 hs
Campo Grande MS



4.
Ora lembrança já saudade....

Delasnieve Daspet



Mesmo que minha voz seja o silêncio,
que minhas palavras sejam plúmbeas nuvens,
meu olhar, água parada, sem vida,
minhas mãos pendam para o vazio,
ainda assim, haverá sons nos prazeres ,
sons vibrantes, de meus sonhos,
sons em versos, poesias, palavras e melodias,
que balança, desfolhadas pelo vento...

Anoitece tão rápido, tão repentinamente
Não me acostumo: ora sol já é lua.
Ora lembrança já saudade,
através da densa névoa que flutua
pensamentos e e anseios ligados entre si.
Nem posso escolher se vou ou se fico...
.... e sigo!


A vida hoje já passou e sinto saudades
do novo que espero viver.
Não é preciso lua no céu,
nem uma lagoa azul,
não quero estrelas brilhando,
nem uma viola tocando,
não preciso de surpresas...
Quero - com os olhos abertos,
pés plantados no chão,
que meus sonhos se tornem realidade.
_DD_ 30de janeiro de 2004
Campo Grande MS


5.


Liberdade de partir.

Delasnieve Daspet


Eu podia gritar,
Podia mentir,
Podia dizer a verdade
sem necessidade de camuflar o sentir.

Mas... para que?
Nada do que faça irá mudar a situação.
Quanto mais solta as rédeas
Mais pesado é o grilhão.

E cansada vago pela terra,
Pelos céus, pelos mares,
Pelos montes e pelos vales
Procuro a dor dourada que consome.

E na suave descida
Do cinza pálido do alvorecer,
Buscando o sonho aprendo,
Que o segredo de amar
Está muito além do horizonte,
É a liberdade de partir ou de perder.
_DD-12-11-03 - 10,30 hs
Campo Grande MS


6.
Salgueiro Triste

Delasnieve Daspet


Olho com avidez o sol.
Danço na escuridão.
E, abraçando a negritude da noite, busco a luz.

Noite, mostre-se!
Traga teu fogo, pois vago no teu desejo.
Traga-me tua carne pois anseio pelos
beijos que sorvem a liquidez de minh´alma.

Estou debaixo das asas do salgueiro.
Salgueiro triste e chorão...
Nos teus galhos balancei a alegria
De minha meninice,
Sonhava e sorria....
Hoje, me embala a nostalgia...

O poeta pode ser perigoso.
Perigoso e imprevisivel,
Pois ele pode chocar como
Uma forte tempestade,
Ou pode chorar como um salgueiro triste!
DD _ 13-04-04 - Campo Grande MS
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod

quinta-feira, junho 11, 2009


sábado, junho 06, 2009

Entrevista com Delasnieve Daspet


sexta-feira, junho 05, 2009

A Verdade Estava Nua...






Verdade Estava Nua.


Delasnieve Daspet

Ainda tem um cheiro de
Outono no ar.
As folhas caem acolchoando o chão,
Roçando a pele, - úmida - ,
Como um beijo.

A verdade é o que busco.
Não encontro eco nos atos
Mas um grande vazio
De coisas findas.

Um cheiro de outono.
E o vento levou
Uma vitalidade do veneno,
Seiva da morte.

Que nome darei a este cheiro
Do vazio marmorizado
Do outono?

Mas - também -, que importância
Tem um nome?
Nomes são insignificantes
Para quem esconde algo
No coração...

Um dia vais acordar,
Com a alma gelada,
Em estado de contemplação,
Verás que está tudo demais...

E na mente as folhas perdidas,
Vão balançar nas arvores ressequidas,
E verás:
A verdade estava nua.



« De Liberté en Liberté »


Foto de Luis Pavesi by Divine Productions
Na Foto: Diva Pavesi Athanase, Delasnieve e Marc

« De Liberté en Liberté »

De Liberdade em Liberdade, o livro de Delasnieve Daspet faz sucesso em Paris

Delasnieve Daspet, escritora, poeta, advogada e militante das causas pacifistas, sociais e humanas, realizou o seu grande sonho: o de ser editada e distribuída na França, terra de seus ancestrais.

De Liberte en Liberte”, um livro traduzido para o frances pelos escritores e tradutores Marc Galan e Athanase Vantchev de Thracy, distribuído pelo Intituto Cultural de Solenzara.

Coube a mim a honra em apresentar essa obra:
Se eu fosse artista apresentar-lhe-ia como uma obra de arte, uma escultura, um filme ou um perfume:

Se Delasnieve Daspet fosse uma tela; ela seria TINTORETO, o esplêndido pintor renascentista italiano, apaixonado pela Luz e pelos espaços vertiginosos e dinâmicos.
Os poemas de Daspet são potentes, como as obras de Tintoreto são imensas.

Se Delasnieve fosse uma escultura, ela seria a Torre Eiffel, símbolo de força, de liberdade e de beleza.
Os poemas de Daspet são plenos de amor, de mistério, como a torre Eiffel, símbolo de Luz.

Se Delasnieve fosse um filme, ela seria Casablanca, com seus reflexos de luz, cores brancas e pretas, elegantes e carismáticas.
Os poemas de Daspet são como o filme Casablanca, nos incita a viajar no interior da alma.

Se Delasnieve fosse um perfume, ela seria um perfume Frances que eu criaria nesse exato momento nomeado Perfume da Paz e do Amor, porque os poemas de Daspet têm todos os cheiros do amor e da Paz, de sua alma e coração, de sua família, de seus amigos e de sua bela terra natal: Mato Grosso do Sul.

Daspet tem o poder de realizar, depois de traduzida em inglês, espanhol e alemão, agora em Frances para a gloria da humanidade, pois Daspet é a essência do belo e das pedras preciosas, como as pedras brasileiras.

Diva Pavesi

Escritora e Jornalista
Admnistradora e Delegada da Academie Arts Sciences Lettres na França
Presidente de Divine Productions
http://www.divineinstitut.org/
divapavesi@yahoo.fr
Mob : +33 6 63 79 10 67
http://www.divineinstitut.org/
skype: divapavesi

quinta-feira, junho 04, 2009

Condição.




Condição.
Delasnieve Daspet


Para se ter alguém,
Usamos uma armadilha:
O amor!

Uma doce violência.
Um suave torpor.
Um agridoce êxtase.

No meu amor
Coloco-me nua,
Emocional,
Sem limites.

Sou mulher exposta.
Na emoção,
Egoísta no querer.

Não vou amar só.
Tem de ser duo,
Como quem tira
O perfume do ar
Que abastece o ser!

No amor,
Sem condições,
Te dou,
Me dás,
Sem limites!

Enquanto não vens
Te sonho,
Te espero,
Em versos,
Sem condicional!
DD_19-10-2001 - 16 hs
Campo Grande MS

domingo, maio 31, 2009






MEDO


Delasnieve Daspet



Tenho medo
Não disse o que deveria
E o não dito me encolhe
Me deixa insegura.
Sinto um suor gelado
Do medo rastejando em minha pele.

Nao consigo me reencontrar.
Ando insegura.
Devagar.
Esquecendo.
Confundindo.
O não saber,
O desconhecido é quem me tolhe o movimento.

Preciso centralizar as emoções.
Os sentimentos.
A fera que sou.
Sair deste silencio brando da morte!

Vou sufocar o grito.
Limpar a garganta seca.
Arrancar a roupa,
Correr pela floresta,
E voltar.

Voltar.
Trazer em meus braços os sonhos.
Ouvir no silêncio.
Me fazer rio.
Inundar devagar.
Naufragar.
Sobreviver.

Vou olhar a nuvem pela janela.
Correr com ela.
Não vou morrer em vida.
Não vou mais esconder
A lágrima
No vidro vazio.
DD_08-09-2001 23 hs - Campo Grande MS


quarta-feira, maio 27, 2009








Minhas Mãos.



Delasnieve Daspet


Tentei ser pura como a água cristalina.
Suave como a brisa matutina.
Doce como a fragância da rosa.
Manhosa como o regato que corre na montanha.

Mas noto - agora - com o passar do tempo
Uma mudança na rotina de meus gestos.
Só me dei conta ao lavar as mãos....

Minhas mãos!...
Tão rápidas. Tão ágeis.
Com longas unhas vermelhas,
Em flagrante contrate com a pele morena.

Todos os meus dedos mudaram.
Ficaram ousados.
Me perseguem. Chegam primeiro do que eu
Nos lugares. Me desafiam
Com notável desenvoltura!

Minhas mãos estão demasiadamente sensuais.
Talvez fosse por isso que por anos
As mantive com unhas curtas, cativa da tesoura.
Agora, longas e vermelhas, são lascivas!

Tem vida própria.
São marginais de mim.
Marcas do pecado. Da hipocrisia.
Já não as reconheço.
Tão notáveis estão
As minhas mãos!
DD_24,00 hs - 03-07-2002 - Campo Grande MS

segunda-feira, maio 18, 2009





UM NOME.

Delasnieve Daspet

Perguntas um nome.
O que importa um nome?
Maria. Joana. Tereza. Luiza.
Graça, Severina, Chiquinha
Ou mesmo Delasnieve?
Aonde um nome levará?
Isso não importa!
Meu nome é Mulher!

Da janela da vida
Desnudo a carne,
Abro a veia de sangue.

E pingo. Pingas.
Gota a gota uma vida
Ao lado de indiferentes
Montanhas de rotinas e esperas!

Existe apenas um nome,
Com desgastes do corpo,
Das ilusões.
A certeza da vida que passa,
Dura e irônica,
Que não detém a corrente do tempo.
Apenas um nome que identifica:
Mulher!

De grão em grão, um a um,
O amor passa na existência,
Se vão amantes, maridos e filhos.
E no final, ficam andando sem rumo,
Vazias, sem vento,
Como resto de uma bola!

Um nome. Um sonho.
Fetiches do passado,
Guardados n'alma
Um brilho longínquo no olhar.
Um nome....que nome?
Somos todas iguais.

Mulher - deixa de ilusões.
Vista tua burca e olhe pela treliça,
- Burca de lembranças, -
De lembranças em lembranças,
Ao delírio - até a última entrega!

Um nome.
Metáfora de mulher.
Vidas esfareladas,
Sonhos desfeitos.
Duras como pedras, secas de vida,
Cheias de amor.
DD-21-06-2002 -Campo Grande MS

terça-feira, maio 05, 2009

PARA O DIA DAS MÃES




Being a woman
Delasnieve Daspet




On a common planet
Living among the other beings
the woman who accepts to be a woman,
accepting the way she is.
This woman creates life.
This woman is a mother!



But, to create life is too little!
You’re supposed to generate and assume it
Generate and bring up, generate for love,
Generate on wealth and on poverty,
You’re supposed to give love and to be The Love!



This woman is the one I honor.
This one who is always brave,
Mother, who shows all the love she can feel
And all the love she can be.



I honor this being-mother,
Who always has a happy smile on her face
Who always shows happiness on her eyes
in a way that always makes sense on life


I think about you, woman, with a tremendous gratitude
If am here, honoring you, is because
you loved me, you generated me,
you give me my life.
But, above all, you accepted to be a woman

tradução interpretativa de Cleusa Bechelani


Ser-Mulher!
Delasnieve Daspet


Num planeta comum
convivendo entre todos os seres
a mulher que se aceita mulher,
cultivando os traços próprios,
gera vida. É mãe!

Mas só gerar vida - não adianta!
Tem de gerar e assumir,
gerar e educar, gerar por amor,
gerar na riqueza e na pobreza,
dar e ser amor!

É essa a mulher que reverencio.
Essa que não se acovarda,
mãe, que trasmite ao ser que cria,
no carinho e atenção possiveis,
todo o amor que, ainda, pode ser.

Reverencio esse ser-mulher,
que não deixa faltar um sorriso feliz,
um olhar alegre que dá sentido a vida.

Penso em ti, mulher, com enorme
gratidão, pois se estou aqui,
te reverenciando, é porque me amastes,
me gerastes, me destes vida,
assumistes ser mulher!
DD_11-05-04
Campo Grande MS

segunda-feira, abril 27, 2009

poesia de final de noite....

RUPTURAS.

Delasnieve Daspet.

Arco íris, voz do vento.
Castelo de areia, ondas do mar.
Canto de amor, historia.
Sigo a minha maneira,
Ou a maneira de Deus.

Nunca acredito que certos fatos
Vão se concretizar.
Principalmente a morte
E a angústia que fica.

Estão todos indo embora.
Aos poucos.
Mas vão,
Para não voltar.
Sem aviso prévio, sem adeus.
Sem até breve.

Seguem em silêncio.
Absoluto.
Quase em segredo.
E nos ficamos sem tempo
De dizer a quem amamos;
- Como te amo!

Não tem como mudar os fatos.
Perde-se todos os dias
Para a eternidade, para a vida!
Nos tomam!
Levam consigo um pouco de nós!
Ou muito.

Cada partida diminui na alegria,
No sonho,
Nas palavras.
Vai-se embora a ilusão da imortalidade
Que perdura no homem!

Não somos eternos.
Não vamos viver para sempre.
Não temos todo o tempo do mundo
Para abraçar,
Para dizer as frases guardadas nas gavetas de nós!

Como dói a perda.
Como dói regar a saudade.
Conviver com a ausência.
Fragilidade estampada numa fotografia antiga!

Fica a lembrança da cumplicidade,
Das culpas, das desilusões.
Não veremos mais o sorriso,
Não sentiremos mais o cheiro.
Não ouviremos a voz.

.....E isso dói tanto.
Estão indo todos embora,
Uns antes, outros depois,
Separados.....
E eu aqui - olhando a distância,
A mudez do infinito.
_DD_06-2002 - 8 hs
Campo Grande MS



domingo, abril 26, 2009

Cada Lágrima que Guardo...








Cada Lágrima Que Guardo...

Delasnieve Daspet


Somos tão absurdamente frágeis...
Tão frágil que não entendo que
Somos apenas humanos.

Questiono-me, em alguns momentos,
De solidão recolhida,
Qual o propósito da vida?

Quanto tempo vamos durar?
Qual é a nossa missão?
Que existe, existe... não teria sentido
Estarmos por estar, apenas!

Olhar o pôr-do-sol, a gota da chuva,
O riso, vivendo, amando, odiando,
Magoando, chorando, sorrindo,estamos aqui,
É este o nosso destino?

Como preservar-nos?
Existe um dia definido para as coisas?
De que vale a vida que sorrimos ou
A morte que lamentamos ?

Canto-a hoje... Canto-a sempre...
Canto-a porque, eu e ela, nós,
Quando nascemos - chegamos juntos,
Anunciada ou escondida, cada dia,
Sinto-a tão presente, mansa e sorrateira,
Com sua ceifadeira!

Enfeito-me ó morte, vivo-a em vida...
Vivo em toda a essência,
Aproveitando o ideal que me abrasa
E que me faz parte de um Todo!

Meu destino, meu fim,
Tão igual ao de milhares...
Imperscrutável!
Não serei lavada nem com mirra ou incensos,
Não estarei coberta nem de ouro ou pedras,
Mas, na cova rasa, de terra...

No céu , a lua é quase nova,
Mercúrio e Vênus ingressam em Capricórnio,
Aqui na Terra - nenhuma alma de boa vontade
Pode explicar as mutações tão radicais que
Chegam...


Tornamos tudo mais difícil,
Mantemos tantos conflitos,
Promovemos guerras e preconceitos,
Ainda não percebemos que estamos
Num processo de mutação radical
E que estamos saindo de cena...


Em meu peito, cada lágrima que guardo,
É para chorar porque sou humana,
Demasiadamente humana....

Em Campo Grande MS
Às 23,30 hs

sábado, abril 25, 2009



Sempre e Sempre...
Delasnieve Daspet


Olhos fechados,
Uma maravilhosa vigília!
Fico imaginando a noite...
Lembro momentos de carícias supremas,
sob a luz da lua, na janela,
quando em teus braços
fiz-me pequena,
frágil, passiva, mulher!


Num mudo silêncio, olho-me, longamente.
Eu, ainda, sou a mesma.
Meus sentimentos, também.

Mas, ainda que diga que o passado não exista,
que não sei,
que não quero saber o que fizestes,
ou deixastes de fazer,
ainda assim, haverá entre nós,
sempre e sempre,
a memória de uma outro alguém.

Já imaginastes como seria isso?
É melhor reconsiderar.
Estar só, agora, é uma necessidade.
Necessidade tão forte quanto possível.

Lá na colina o sino tange...
Eu, fico vendo e revendo sentimentos,
na fria bruma que me abrange,
... Não é fácil!
DD_Campo Grande - MS-28-Abril-2004

Nem Ontem, Nem Amanhã...


















Nem Ontem, Nem Amanhã...
Delasnieve Daspet

Não existe nem ontem nem amanhã.
Só existe este momento,
que deve ser aproveitado,
por ser mais precioso do que pensamos.

Sentei-me a beira do lago,
de óculos escuros, para melhor observar,
Mesmo que o sol já tenha se inclinado no horizonte.

A superfície do rio estava lisa
apenas dois biguás deslizavam,
deixando atrás de si um " V ",
quebando a monotonia.

No alto uma gaivota gritando,
rodopiava no ar, no crepúsculo, desaparecendo.

Na beira do rio,
lado a lado com as lembranças,
através das lentes escuras,
olhando os círculos que se expandiam
na superfície, estávamos, eu, e o Hoje...

O sol já se despedira,
uma leve brisa afagava meus braços...
Estava pronta para voltar.

Sou grata a vida
por deixar-me captar a sua essência...
E nesta caminhada levarei as recordações
Que aquecerão o entardecer de minh´alma...

DelasnieveDaspet
Campo Grande MS
17.08.03

sexta-feira, abril 24, 2009

Assim Como As Folhas Que Tremem...

Assim Como As Folhas Que Tremem...


Delasnieve Daspet


Assim, como o sol que se curva a cada manhã;
Assim, como as folhas que tremem
Com a brisa refrescante;
Assim, como um pássaro a céu aberto,
Numa ânsia que toma,
Assim, no meu silêncio, este lamento.

Escrevo no pó da estrada
A profunda dor de minha mágoa.
E na aridez de minha saudade,
Com o canto preso na garganta,
Sou a lágrima triste
Que pinga sobre tua lembrança!

Assim sou, assim sigo
Um mero reflexo na janela...
Esta mentira é tão real que dá pena,
Sem perceber, sou eu mesma, quem vaga,
Na multidão que não passa...

CAMPO GRANDE MS
31.05.04

quarta-feira, abril 22, 2009

Vinte Anos



Vinte Anos


Delasnieve Daspet


Anos 70....
Flor de vinte anos,
Turbulentos anos,
País subjugado,
Censura explícita,
Período sem copas,
Amargas derrotas!


Jornais com receitas ou poemas,
Universitários reivindicando;
Leila Diniz incomodava com a sua alegria
Sem pudor, sem tabus.

Topetes, calças boca de sino,
Cuba livre, hi-fi, mini-saias,
Brilhantina e os embalos de John Travolta.

Cenas alternativas do underground,
Calça lee e jaquetas de franjas
Gritávamos contra o sistema...


Jemmy Hendrix e woodstock,
Beatles, Rolling Stones, Chico,

Caetano, Bob Dylan, Milton
Uma paranóia total!


Relembro e que nostalgia que dá...
Reuniões escondidas,
Cheirando subversão...


Viver todos os momentos...
No ar, o hippie jeito de ser,
Que ainda hoje perdura
- Paz e Amor -

Na distância que encolhe os dias!
DD_17-02-09-Campo Grande-MS

domingo, abril 19, 2009

Lembranças



Lembranças

Delasnieve Daspet

Há um recanto
Onde respiro ar puro...
Nas planícies verdejantes
Serpenteado por lindos rios
Me perco em deslumbradas saudades...

Floresta rala de nosso cerrado,
Casinhas de barro,
Quintais com frutas,
Cercas com trepadeiras,
Pequenos jardins onde florescem
As onze-horas.
Dias infindáveis
Andei por todos os lugares...

A noite há muito sobreveio
Mas ela não existia em mim....
Era dia... Sempre dia.
A sombra que tudo escurece
Nada pode tirar de minhas lembranças...

sábado, abril 18, 2009

Meus sentidos já não deténs

Meus sentidos já não deténs...

Delasnieve Daspet


Vi teu vulto de braços erguidos
Como asas de colibri,
Estavas a sorrir...
Sorrindo, recordei...
Vestido, apenas, com meus braços.
Nu - como a folha que voa perdida
Naquela noite, setembro, outubro?
Já não lembro!

E de novo tua lembrança perturba.
Teu cheiro, vento de abril?
Me causa um misto de ternura e espanto,
No mistério que ainda ofereces,
Oásis, na secura da vida.

Lambuzados - do prazer que desvaria,
Da emoção que domina, que toma,
A atração que nos juntou,
Loucos, famintos, sedentos deste calor,
Ainda lembro...

Agora - olhando percebo tudo tão diferente,
Sorris ainda, mas meus sentidos
Já não deténs!
**
DD_21.02.05-Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br






Meus sentidos já não deténs...

Delasnieve Daspet


Vi teu vulto de braços erguidos
Como asas de colibri,
Estavas a sorrir...
Sorrindo, recordei...
Vestido, apenas, com meus braços.
Nu - como a folha que voa perdida
Naquela noite, setembro, outubro?
Já não lembro!

E de novo tua lembrança perturba.
Teu cheiro, vento de abril?
Me causa um misto de ternura e espanto,
No mistério que ainda ofereces,
Oásis, na secura da vida.

Lambuzados - do prazer que desvaria,
Da emoção que domina, que toma,
A atração que nos juntou,
Loucos, famintos, sedentos deste calor,
Ainda lembro...

Agora - olhando percebo tudo tão diferente,
Sorris ainda, mas meus sentidos
Já não deténs!
**
DD_21.02.05-Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br

sexta-feira, abril 17, 2009

boa noite





boa noite....
trabalhei tanto nestes dias...
que nem tive coragem de entrar aqui...

sexta-feira, abril 10, 2009

Paixão



Paixão

(Delasnieve Daspet )

Nunca consegui dimensionar o sofrimento do homem Jesus Cristo.
Pessoas de minha geração leram e lêem a bíblia.
Muitos, praticam os ensinamentos.
Acho que me faltava a fé. A fé no imponderável. A fé no onisciente.
A fé que do amor faz bastar as dúvidas e tornar a paixão incomensurável.
Como é que, eu, pés de barro, poderia entender esse amor, essa entrega, esse sacrifício, essa doação?
Num louco momento, ouso, ( todo poeta ousa sonhar e imaginar coisas impossíveis e vãs ), pois é, ouso comparar nossas vidas com a vida de Jesus.
Ouso confrontar nossos sofrimentos com os Seus. A nossa morte diária com a Sua.
Coloco-me frente a vida, olho-me no espelho de minha consciência, avalio minhas cicatrizes, as cicatrizes que a vida nos deixa...
Por que Ele morreu por mim?
Eu seria capaz de morrer por alguém?
Como entender esse amor?
Como aceitar essa doação?
Tantas coisas questionamos nas coisas que vemos no dia a dia...
Lá na rua jaz, em poças de sangue, uma criança de seus quinze anos... Seu corpo franzino, humilde, tatuado, encontra-se abandonado.. ao léu, carente de uma atenção que não lhe foi dada!
A violência esta em todos os nossos momentos e atos, sintomático resultado da desagregação social, do desajuste familiar, da exclusão, pela falta de ocupação...
É Jesus que tem sua paixão diária em todos os lugares do mundo?
É Jesus quem morre todo momento na situação endêmica em que vivemos ?
É Jesus quem morre com o fracasso do ser humano... com o fracasso do amor?!
Ou somos nós a morrermos na solidão do dia a dia e na falta da compaixão por nós?
Ou nem sabemos amar?
Só pode entender o amor da Paixão quem saiba amar, quem olhar o semelhante como a si mesmo.
Há tanto a aprender.
Há tanto a perdoar.
Há tanto a amar e a viver o sonho da vida.
DD_Campo Grande MS Abril-2004

quarta-feira, abril 08, 2009

Eis-me...




Eis-me...

Delasnieve Daspet

Eis-me a teus pés,
Numa aceitação muda de mim,
Corpo e alma, defeitos,
Inteira no tempo e no espaço,
Resistindo e caindo, levantando trôpega,
As mãos estendendo no apoio que me dás..

Eis-me aqui, uma vez mais,
Plena e vazia
Nua, sem as maldades humanas,
Companheira da mesma estrada.

Calo-me, em meu olhar o nada,
A verdade crua do vazio
Dos gestos que se calam
Na entrega que te faço do meu eu

Eis-me....
Me multiplico, somo, diminuo,
Confusa regra de três
Neste imperfeito mundo
Onde o normal é a loucura,
E anormal é a ternura!


Eis-me, ôca nesta oca,
Em busca de melhora,
Amar deve ser a regra e
Não exceção!

Bonito_MS


Canto à Mato Grosso do Sul - Delasnieve Daspet


Bonito_MS
Onde o verde chega a doer ao desavisado olhar,
Onde a piraputanga, o pacú, o dourado, o pintado,
nadam lado a lado do humano,
este, o verdadeiro predador...

Bonito é lindo em qualquer época,
A onça pintada ainda bebe água, nos finais de tarde,
nos corichos por andam, também, o veado, o cateto,
porco do mato, o tuiuiú, a garça branca e o Martim-pescador

Conheçam o que sobrou da Mata Atlântica,
esse insuspeitado pedaço, aqui , no centro
do nosso amado Pantanal.

E quando aqui chegares, me avise,
estarei a tua espera com poesia, chimarrão, tereré,
uns bons causos e quem sabe - se for em tempo hábil -
até uma pescaria...


Mato Grosso do Sul, meu canto maior,
Meu sonho, meu sangue se fundirá com teu solo
Um dia...

Um dia Tu e Eu - neste imorredouro amor que nos une
floresceremos como as margaridas - brancas e amarelas -
- cores da nossa bandeira, enfeitando o nosso céu azul,
Serei enfim - tua, completamente tua, Terra Amada.

Unidas, para todo o sempre, no vermelho-roxo
do pó que seremos... amalgama!
Juntas - minha Terra - estaremos
No meu poente.
24hs-06-01-08-Campo GrandeMS

FLAGRANTES DA CARMINHA



COM O TOBY

CARMINHA E EU






COM A ANIK





nO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO

CARTA DA PAZ

Familia - é a base!

AMIGOS - AMIGOS - AMIGOS!!








Jazinha e Anik









Jazinha e Tobby

CONSTRUINDO A PAZ...


( Associação das Familias pela Paz Mundial )


Escola de Paz...
Delasnieve Daspet


Muito se fala de paz, mas não se vive a paz...
É só observar o óbvio: no mundo,
Morrerm milhões todos os anos por conflitos de guerra,
de fome, doenças...

A paz é uma aventura diária,
Temos de descobri-la todas as horas,
em nós, nos outros, no próximo - ao nosso lado.

Temos de viver as diferenças,
Costruir - de maneira múltipla
o respeito pelo indivíduo...

Humildade, serenidade, solidariedade,
Amor ao próximo,
Doar, dar, oferecer,
Congraçamento, ternura,
Caridade, compaixão pelo Mundo,
São as matérias desta Escola...

Precisamos de uma escola de paz!
Pela instrução faremos as mudanças necessárias...
Precisamos de uma escola que tenha por alvo
Educar os homens para que construam
pelo bem da Humanidade!
Campo Grande-MS, 16 de julho de 2007.

CONSTRUINDO A PAZ...


( Associação das Familias pela Paz Mundial )


Escola de Paz...
Delasnieve Daspet


Muito se fala de paz, mas não se vive a paz...
É só observar o óbvio: no mundo,
Morrerm milhões todos os anos por conflitos de guerra,
de fome, doenças...

A paz é uma aventura diária,
Temos de descobri-la todas as horas,
em nós, nos outros, no próximo - ao nosso lado.

Temos de viver as diferenças,
Costruir - de maneira múltipla
o respeito pelo indivíduo...

Humildade, serenidade, solidariedade,
Amor ao próximo,
Doar, dar, oferecer,
Congraçamento, ternura,
Caridade, compaixão pelo Mundo,
São as matérias desta Escola...

Precisamos de uma escola de paz!
Pela instrução faremos as mudanças necessárias...
Precisamos de uma escola que tenha por alvo
Educar os homens para que construam
pelo bem da Humanidade!
Campo Grande-MS, 16 de julho de 2007.















CTG TROPEIROS DA QUERÊNCIA - 21 DE SETEMBRO DE 2008




amigos que ajudam a construir a paz!!

A PAZ É O CAMINHO


( O Encontro da Paz! )

(Delasnieve Daspet)



Verdor nos campos.
Terra cheia de flores.
Gramado verde do porvir.
E ao olhar tanta vida
fito na tela as
minhas lembranças!
Estou a ver
tua imagem gelada,
congelada em mim.

Na sombra do ipê.
Ipê roxo.
Onde escrevemos nossos nomes
no tronco.
Os nomes ainda estão lá,
para nos lembrar
os sonhos. Doces sonhos.

E agora ?
Agora, tudo é escuro!
Cerros os olhos.
A retina dói.
Apuro os ouvidos.
Alguém chama...

É o Ipê!
Sim. O ipê!
Sinto que seus galhos vergam
e parecem dizer:
"...Vem..senta-te aqui.
encontra a tua voz!..."

Sento. Converso com ela.
Conto de meus ais.
E no vento da noite,
ao pé do ipê, - lastimo
a dor que me corrói...!

Nas lágrimas tudo se quebra.
Uma vida renasce.
Ao pé do Ipê -
da minha meninice,
no fundo do quintal -
encontro, enfim - ,
a minha paz!

Campo Grande MS

papeando...




oiii


tenho que ajeitar este blog...
não sei ainda como fazer isso
mas estarei aprendendo devagar.. quero deixar ele lindaço!
Precisoa char a ponte entre a vontade e o saber fazer...

dd

SEMANA SANTA




SEMANA SANTA


Delasnieve Daspet

Hoje, quinta feira santa - lava-pés.
Três dias que antecedem o
ritual da ressurreição.
Para se entender a semana santa
temos de entender o que é quaresma,
páscoa, domingo de ramos, paixão,
morte e ressurreição.

Na quaresma Jesus jejuou no deserto.
É o momento de reavaliar a conduta, de
viver a caridade, a oração, o jejum,
conseguir o equilibrio interior.

A páscoa tem data móvel porque
é celebrada - no hemisfério sul -
na primeira lua cheia depois da entrada
do outino. A primeira lua cheia depois
do equinócio. Lua cheia esta, pelos
calendários da Igreja.

Semana Santa - tem seu início no
domingo de ramos - quando se comemora
a entrada de Jesus em Jerusalém para a
páscoa dos judeus. Nesta data são benzidas
ramos de oliveira ou de palmeiras.

Na quinta feira - é a celebração da Ceia
do Senhor e a cerimônia do Lava-pés.
Uma lição de humildade.

Na sexta - silêncio e reflexão.
É o dia da morte de Jesus.

Já no sabado de aleluia aguarda-se a
ressurreição do Senhor
e também malha-se Judas,
o traidor.

Domingo é a páscoa, simboliza a
ressurreição e o renascimento.
Muitas de suas tradições originaram-se
nas festas pagãs e outras no pessah judaíco.

Esta é a historia que
a humanidade conta há dois mil
anos e na qual confia e espera!
_DD_Campo Grande, 17 de abril de 2003.
14,00 hs.

quinta-feira, abril 02, 2009

Em Corumbá

AS FERAS...




Eu, Ju e Aida

SGI CAMPO GRANDE



HOMENAGEM À SENHORA KANEKO IKEDA

MISHA



A Princesa...

ganhando presentes...

60 anos DH




Delasnieve Daspet junto do painel...

60 anos dos Direitos Humanos


apresentação de CApoeira.. equilibrio - beleza - força...


Distâncias

Delasnieve Daspet



Os braços não se alcançam...
Ficaram longe.
Tão longe!

A ausência cada vez mais presente.
A saudade valoriza o inatingível...

Antes, quando nos encontrávamos, que loucura!
Eram beijos e abraços infindáveis,
De manhã, a tarde e a noite....
Como se a distância entre nós
Fosse espacial!

Hoje a nossa distância é de perspectivas,
Universal...
E percebo que não eras o que eu buscava,
Tampouco sou o que queres!

Temos sonhos diferentes.
Ao abrirmos as janelas
Descobrimos o vazio do outro lado!
DD_18--02-09- Delasnieve Daspet