sábado, fevereiro 27, 2010

Nenhum Elo




Nenhum Elo.
Delasnieve Daspet
Um dia a certeza da solidão.
Nem amigos; nem parentes, ou um amor.
Mas preciso falar, por isso escrevo,
e escrevendo, condeno-me mais e mais
à sozinhes, pois permaneço apenas espírito.
Escrevendo eu conto a minha fala,
não importa que ninguém ouça ou leia,
pois sou eu mesma quem precisa
ouvir, falar e compreender.
Ouvindo, falando, compreendendo
liberto-me dos costumes arraigados,
de hábitos desnecessários
que me tolhem o viver e o repensar.
Quebro-me contando o tempo que resta,
pensando na hora da partida...
Alguém chorará?
Alguém sentirá falta?
Como o botão de rosa arrancada
de sua haste partirei como cheguei -
sem deixar nenhum elo,
nenhum sopro de esperança....
Feneço como a cigarra, cantei,
alimentei sonhos, ri e fiz rir,
palhaça de ilusões!
DD_09-04-03 - Campo Grande MS

PAZ


aniversario

Marcel e Edelmira
Tia Lidia




Jazinha e Carminha

Jazinha e LOU
DD e Carminha


amigas...


Aida - VAnda e....

Caminhada da PAz


domingo, fevereiro 21, 2010

Cada lágrima que guardo ... - Poesia -

 Cada lágrima que guardo ...
Delasnieve Daspet
Somos tão absurdamente frágeis ...
Tão frágil que não entendo que
Somos apenas humanos.
Questiono-me, em alguns momentos,
De solidão recolhida,
Qual o propósito da vida?
Quanto tempo vamos durar?
Qual é a nossa missão?
Que existe, existe ... Não teria sentido
Estarmos por estar, apenas!
Olhar o pôr-do-sol, uma gota da chuva,
O riso, vivendo, amando, odiando,
Magoando, chorando, sorrindo, estamos aqui,
É este o nosso destino?
Como preservar-nos?
Existe um dia definido para as coisas?
De que vale uma vida que sorrimos ou
A morte Lamentamos que?
Canto-a hoje ... Canto-a sempre ...
Canto-a porque, eu e ela nós,
Quando - nascemos chegamos juntos,
Anunciada ou escondida cada dia,
Sinto-a tão presente, mansa e sorrateira,
Com sua ceifadeira!
Enfeito-me ó morte, vivo-a em vida ...
Vivo em toda a essência,
Aproveitando que o ideal me abrasa
E que me faz parte de um Todo!
Meu destino meu fim,
Tão igual ao Milhares de ...
Imperscrutável!
Não serei nem lavada com mirra ou incensos,
Não estarei nem coberta de ouro ou pedras,
Mas, na cova rasa, Terra de ...
No céu, a lua é quase nova,
Mercúrio e Vênus ingressam em Capricórnio,
Aqui na Terra - nenhuma alma de boa vontade
Pode explicar como mutações tão radicais que
Chegam ...
Tornamos tudo mais difícil,
Mantemos tantos Conflitos,
Promovemos guerras e preconceitos,
Ainda não Percebemos que estamos
Num processo de mutação radical
E que estamos saindo de cena ...

Em meu peito, cada lágrima que guardo,
É para chorar porque sou humana,
Demasiadamente humana ....
Em Campo Grande MS
Às 23,30 hs

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Poesia




Dissimulada
        Delasnieve Daspet

Sorris.
Nem ergues o sobrolho.
Tens a voz suave.
Nem arrogante és.


Impressionas a todos com
Tua doçura.
Mas é isto que te torna perigosa,
Pois és falsa.
Uma vilã!

Tens cara e jeito de anjo,
Trejeito de boa pessoa.
Mas és diabólica,
Ages na surdina,
Aprontas na encolha.


Teu ferrão é quem te derrota
Dia a dia aprofundas
O destino que cavas:
Tua sozinhez!
DD_08-01-2002 - Campo Grande MS














sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Palavras... ( Poetrix 3 )


Palavras... ( Poetrix 3 )
Delasnieve Daspet
I
Eis-me, de novo,
Tateando, às cegas,
Esta forma de poetar...
II
Quero porque quero
Poetrix aprender,
Nem me abalo se não der.
III
Falsifico as letras,
Vala comum
De sonhos não realizados...
IV
Se não forem o que penso
estes versos que faço
São tercetos com certeza ...
V
Escolhi como tema,
- a fria morte -
Nuances do adeus.
VI
Não... não digo adeus...
meu pensamento, minh´alma inteira,
te seguirão na aternidade!
VII
A esperança, aurora suave,
páira na atmosfera,
Flutua nas ondas do éter...
VIII
Tenho de ir, a vida segue...
Mas é nos teus olhos
Que eu gostaria de ficar.
IX
Negra noite... a escuridão rasgada pela
rápida claridade dos relampagos,
Que como ogivas caíam dos céus...
X
Sinistramente as árvores
gemiam...
Almas em penitência.
XI
Toda minh´alma estremece
Ansiosa para abandonar este corpo
E projetar-se no espaço.
XII
Que a luz se acenda
E me permita acompanhar
Almas amigas de minha evolução...
XIII
Gélica mão,
Profunda saudade,
O silêncio toma conta.
XIX
Já não me verás...
Teus sorrisos, teus beijos,
Outra gozará...
XX
Triste que sou,
Nem me percebes roubar de teus lábio
O nectar suave do amor.
XXI
Entre juncos corre sereno,
Nas águas prateadas,
Cintilou o dourado raio de sol.
XXII
E no olhar seco como deserto,
Mentira é o que
Pairava no teu sorriso.
DD_20/12/09 - Campo Grande-MS

sábado, janeiro 30, 2010

Poesia


Despedindo-me do passado...

Delasnieve Daspet


Foi tudo tão breve.
A tua presença, estrela peregrina,
foi tragada pela terra,
naquela noite triste.

O céu fez questão de ocultar
qualquer lembrança tua,
e no silêncio profundo,
que validade teriam minhas saudades?

Duas lágrimas quentes rolam pelas faces,
pois te lembro, tênue luz brilhante,
que o tempo vai esmaecendo...
Mas, vou me lembrar para sempre!

Oh! quantas vezes te busquei?
Vasculhei oceanos, desci a abismos,
viajei o cosmo inteiro.
Movi céus e terras,
finalmente, te encontrei!

Pássaro errante,
sinto tua presença
como sinto o vento.
Sei que estas ao meu lado,
mesmo não te vendo!

Te ouço, te sinto, te espero
séculos e séculos.
Perdura, em mim, o som de tua melodia,
e me chegas no frescor da manhã,
como uma rosa matutina.

Despeço-me do passado triste e solitário,
sei, hoje, o meu destino,
sem ti, tudo foi dor e treva..
Mas eu te encontrei,
juro, ser tua, para sempre!
DD_17 - 04 - 04 - Campo Grande MS

domingo, janeiro 24, 2010

Carta nº XI - Para meu Pai


Carta nº XI


Pai,

Hoje, não te escrevo à luz de lamparinas no silêncio da noite.
A parede que me rodeia é cheia de luz, clara, não como aquela pálida e oscilante luz de outrora. Minha mesa é de fina madeira, teclo num computador, e, a casa não é aquela de
de barro amassado, piso batido, telhado de capim, sem forro que deixava passar a ventania chorosa do pantanal.

De madrugada já não vou ao mangueiro soltar os bezerros, já não trato dos animais, cuido apenas dos pratos da Misha e do Bandit e dos passarinhos ( bem-te-vis, pardais, sabiás, joão-de-barros ) que fazem algazarra e me cobram a alimentação da manhã. Não, pai, não os tenho preso, são livres como o sol da manhã, apenas vem em busca do seu farnel diário. Os acostumei assim. São mansos e me premiam com lindos cantos.

Eu te escrevo, hoje, para te dizer que ainda vivo do amor que me ensinastes, como o mais nobre dos seres humanos, e, se em outras vidas retornar, e, isso deverá ocorrer face as minhas necessárias lapidações, gostaria de voltar a ser sua filha.

A saudade do teu carinho e da tua amizade leva-me ao Rancho Alegre de minhas recordações...

Gostaria de afagar as tuas mãos calejadas e trêmulas das lidas campesinas – que hoje transcendem a luz, pois já não és deste mundo onde sonhamos e sonhamos e quase nada realizamos.

A morte, meu pai, é parte da vida mas não dissolve os elos do espírito, por isso estamos sempre juntos, seres afins - na melodia do tempo.

Não a temo e a aguardo sempre, é verdade que nunca estamos prontos... mente quem diz estar apto para realizar a passagem... sobra sempre o imaginário - criações de nossas mentes.

O olhar se estende no infinito buscando o que esta além do incomensurável, e, o tempo se dobra, inclemente, e vejo surgir no horizonte, ainda que distante, palidamente, o caminho que seguiremos...

E sei que a qualquer hora estarei chegando para continuar a viagem pelo infinito porque aqui á apenas uma passagem, e, a minha espera sei que estarão os amigos de outras eras, e, tu meu pai ao lado de mamãe, frondosas árvores que me ofereceram sombra, dedicação e amor fraterno.
Até logo!

Delasnieve Daspet
DD_24-01-2010 – Campo Grande MS

sexta-feira, janeiro 22, 2010

...AS LÁGRIMAS LAVAM A ALMA - Delasnieve Daspet



... As Lágrimas Lavam A Alma!
Delasnieve Daspet
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=101911&cat=Poesias

Há quem goste de cutucar feridas;
De ver o sangue pingando;
Não deixar o machucado secar,
Não permtinto que lindas quimeras
Voltem a sonhar...


Os tempos mudaram mas a dor de cotovelo,
A possobilidade da perda,
A dor contínua da espera,
Do amor que esta fadado a morrer...
Angustiante, permanecem únicos,
Nos fazendo esmorecer!


Quando se perde um amor,
O vazio e a desilusão, são iguais.
Não se come, não se dorme, não se vive,
A tristeza atravessa o peito, o ar se esvai.
E todas as noites, no travesseiro amigo,
Depositário de nossas lágrimas,
É que encontramos consolo e paz...

Ah! quem já não passou por esta dor?!
Quem já não encheu um amigo de lamúrias,
Já não fez loucuras ?
Vou fundo na tristeza,
Busco dentro de mim o meu eu.
Procuro as respostas que não chegam...
Infinitamente reverbero
Do reflexo de luz que emana
No vento, na luz, n´ água , nas chamas,
E descubro, em nublado olhar, que
As lágrimas lavam a alma!
Campo Grande_MS
23,00 hs - 14-01-05


quinta-feira, janeiro 21, 2010

O silêncio das Almas


O Silêncio das Almas

Delasnieve Daspet



Desnudo-te.
Fito teus olhos e passeio em teu corpo
Mal dormidas noites de saudades
Que suspiram numa mente sem lembranças.


E o que vês em meu olhar
Com certeza não traduzirá
O que o tremor do meu corpo dirá ao teu,



Não digas nada, pois, nada é preciso.
Ao teu lado, convexa, anverso, reverso, sou eu.
Observa e aprende: no silêncio das almas
Está a liberdade do amor.
DD_13.08.05 -Campo Grande MS

terça-feira, janeiro 19, 2010

http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm



Varal nº 05 Edição 421 - Ano 9 - Grupo de Poesias Luna & Amigos

Tema Chuva Fina

http://www.lunaeamigos.com.br/varal/varal05ano9.htm

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Beijo de Adeus...


Beijo de adeus...
Delasnieve Daspet

Uma profunda paz desceu sobre os olhos;
O tempo parou... esperava.
Que não haja tristeza no adeus!

Ternas palavras subiam ao olhar,
Com o pôr do sol o dia terminava...
A estrela da tarde se aproximava,
Como um clarim, a chamar...
O que dizer ?

Eis que chega a hora da partida.
Um vento leve, brisa suave do alvorecer,
Perfeita alegria.

Nos lábios o toque da morte...
Ceifada a flor no beijo de adeus!
DD_ Campo Grande-MS, 16.10.09

Através da Vidraça...


ATRAVÉS DA VIDRAÇA
( HOMENAGEANDO DD)
Aconteciam festas
Arco-íris de luzes, janelas abertas
Recebiam sons e risos
Da casa impregnada de alegrias
Papai Noel de corpo inteiro
Em corpo de mulher
Envolta em arminhos
Capuz vermelho,rosto saudável
E a pinta,ah... a estigmatizava!
A serena presença
Não era vulto por entre as frestas
Descortinando o futuro chegante
Era ela,a mulher forte,transparente
Amiga,batalhadora,onipresente!
Nas mãos, a coleta de presentes
Conquistados,merecidamente
Nesse ano que, rapidamente, se finda
Para recomeçar mais um outro,bem novo
De belas emoções,renovações
De quem colheu tanto, entre tantos,
Na grande família "Poetas del Mundo"!

Arahilda Gomes Alves, ante a imagem de
Boas festas,de Delasnieve,hoje 31/12/2009-18,30h

domingo, dezembro 27, 2009

Todos Os Natais Que Não Passei


Todos Os Natais Que Não Passei

Delasnieve Daspet

Gostaria de voltar ao tempo

Em que o Natal era o melhor dia do ano.

Criança, feliz com qualquer bala,

Que encontrasse debaixo da cama,

Onde Papai Noel tinha deixado...

O Natal, de hoje, não tem a menor graça,

Tudo tão mecânico e sofisticado,

Já não vejo os burburinhos,

As esperas, nas janelas, sem pressa,

Com sorrisos de felicidade estampado ,

E o vestido de chita cheirando guardado.

Perfume de alfazema e

Flores para enfeitar a saudade

Espiando minhas lembranças, me emociono,

Fico olhando as pessoas irem e virem,

Entrando e saindo, procurando, procurando..

O que buscam, realmente?!

Panetone, tender, rabanadas,

Ou acabar com a falta de afeto,

E a solidão anunciada ?

Buscam... eu sei o que buscam...

Buscam um último raio de sol antes do anoitecer,

Uma nota, um compasso, a composição...

Procuram os caminhos dos vales,

Quando o que se busca esta no coração...

Sinto saudades de todos os Natais que não passei,

Sinto saudades das alegrias que não vivemos,

Sinto falta das coisas que não fizemos,

Sinto falta da Tua Luz pois agora sei

Que sempre é mais escuro ao amanhecer!

**

Delasnieve Daspet

Campo Grande-MS, 14 de dezembro de 2004.

23,43 hs

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Mensageiro


Mensageiro
Delasnieve Daspet

Quando retornas?
No teu nascimento questiono tua volta...
Te necessitamos agora,
A fome enconva millhares,
Outros, a violência - extermina,
O descaso abandona - crianças e velhos
Perambulam pelas cidades à tua espera....


Tua presença é necessária,
Corajoso e decidido
Denunciarás os desmandos.
Anunciando novo modo de ser e de fazer...

Claro, te contestaríamos de novo,
Até - quem sabe - voltaríamos a te crucificar...

Tua voz mansa e suave
Faz estremecer as bases.
O neo-liberalismo te teme, libertas,
Enquanto escravizam os menos favorecidos.

Tua presença já tarda,
Condenarás a injustiça social,
A corrupção de centenas,
A vida sem dignidade...
Organizarás um novo levante!

E a tua arma como sempre
É a Palavra,
Como começo, meio e fim.

És o porta-voz do justo,
O testemunho do amor total,
Expressão de alegria e esperança!
DD_23_12-08

sábado, dezembro 12, 2009

AOS AMIGOS DO MENSAGENS DO LUNA&AMIGOS



O Grande Presente
Delasnieve Daspet

Natal - os seres humanos ficam mais amáveis,
Trocam presentes, carinhos...
Nesta data lembramos
O grande presente que ganhamos!

A escolhida foi Maria,
Sobre ela bênçãos e graças,
Em seu ventre a luz, a proposta de
Transformação da sociedade.

E a a resposta
Ficou a critério de cada um
DD_22.12.08


TURMA AMIGA DO GRUPO DE MENSAGENS LUNA&AMIGOS

OBRIGADA PELO CARINHO E ATENÇÃO ESPERANDO ESTAR

COM VOCES TODO O ANO DE 2010.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO!











segunda-feira, dezembro 07, 2009